Somente sonhos
novembro 28, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Poesias
Em um distante mundo de sonhos,
um homem sonhava acordado,
muitas vezes acreditava,
outras despertava assustado.
Seus sonhos refletiam seus desejos,
levava à tona suas angustias e medos,
o deixava à mercê de outros,
que descobriram seus segredos.
Já que seus segredos foram revelados,
esse homem não tinha mais receios,
juntou finalmente suas forças,
e colocar seus sonhos no papel,
refletia nas linhas seus atos,
descobrindo assim que podia mais,
somente um passo lhe restava,
um passo importante,
esquecendo o restante,
aprendeu não ser o bastante somente sonhar
Por: Adilson Costa
Sofrimento
novembro 28, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Na história contada pelas rugas,
vemos a exatidão de uma vida,
percebemos a linha do tempo,
e vontades esquecidas.
Arrependimento constante,
corroeu o peito envelhecido,
lembranças se tornam veneno,
nesse tempo corroído.
Acorda no futuro,
com lágrimas arrependidas,
dos passos não dados
e decisões não tomadas.
Resta-lhe somente o choro,
é tarde.
Nada mais a fazer,
caminha seus passos lentos,
rumo ao sofrimento,
pois é tarde demais,
já acostumou a sofrer.
Por: Adilson Costa
Razão
novembro 27, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Já não quero rimas,
vindas de baixo ou de cima,
quero somente palavras,
que fiquem cravadas
no coração.
Só não quero viver,
esperando a hora de morrer,
sem palavras espalhadas,
ou que estejam descompassadas
dando ar de ilusão.
Esperei dias melhores,
vieram os piores,
esperei palavras benditas,
foram proferidas malditas
e me tiraram a munição.
Hoje nada espero,
busco e pego o que quero
não sofro ou lamento,
sei que tenho merecimento
só não sei se tenho razão.
Ouça essa Poesia:
Por: Adilson Costa
A fábula das três árvores
novembro 25, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Parábolas

Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.
A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.
A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.
Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam. Mas, lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!… Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.
E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
- Para que isso?
Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo… A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: “PAZ”!
E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.
As árvores haviam tido sonhos… Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.
Importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.
Autor Desconhecido
A lição da tartaruga
novembro 23, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas

Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.
O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.
Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: “Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.”
Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: “Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.”
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
“Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.”
Autor desconhecido
Cor Negra
novembro 20, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Que bom seria,
todos de uma só cor, é de uma só cor,
ai não teriamos preconceitos,
e teriamos nossos preceitos,
sendo só de Amor
Que bom seria,
se não ouvesse diferenças de raça,
todos fossemos iguais de pele,
que fossemos fortes e não imbele,
tomassemos sempre na mesma taça.
Que bom seria,
não haver as correntes da covardia,
que prendem nossa evolução,
e mancham a reputação,
de um povo que nasce com acardia.
Que bom seria,
todos serem daltônicos de sentimentos,
e vissem com os olhos limpos sem entraves,
que esquecessem as tramelas e chaves,
aliviariam tantos sofrimentos.
Ah que bom seria,sermos todos NEGROS.
Autor: Adilson Costa
A bomba de água – Parábola
novembro 19, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Parábolas

Contam que um certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Foi quando ele chegou a uma casinha velha – uma cabana desmoronando – sem janelas, sem teto, batida pelo tempo. O homem perambulou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.
Olhando ao redor, viu uma bomba a alguns metros de distância, bem velha e enferrujada. Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela, e começou a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostado para trás e notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu o seguinte recado: “Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo.
PS.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir.”
O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia de água! De repente, ele se viu em um dilema:
Se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se despejasse toda a água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá no fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia para a próxima pessoa… mas talvez isso não desse certo.
Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar a água fresca e fria ou beber a água velha e salvar sua vida? Deveria perder toda a água que tinha na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear… e a bomba começou a chiar. E nada aconteceu!
E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água; depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância! A bomba velha e enferrujada fez jorrar muita, mas muita água fresca e cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela até se fartar. Encheu-a outra vez para o próximo que por ali poderia passar, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela: “Creia-me, funciona! Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta!”
Reflexão:
Podemos aprender coisas importantes a partir dessa breve estória:
1. Nenhum esforço que você faça será válido, se ele for feito da forma errada.
Você pode passar sua vida toda tentando bombear algo quando alguém já tem reservado a solução para você.Preste atenção a sua volta!
2. Saiba olhar adiante e compartilhar!
Aquele homem poderia ter se fartado e ter se esquecido de que outras pessoas que precisassem da água pudessem passar por ali. Ele não se esqueceu de encher a garrafa e ainda por cima soube dar uma palavra de incentivo.
Se preocupe com quem está próximo de você, lembre-se:
Você só poderá obter água se a der antes. Cultive seus relacionamentos, dê o melhor de si!
Autor Desconhecido
Poetas do velho Tempo
novembro 18, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias
Enveredo-me nas entrelinhas da poesia,
buscando explicações antes explicadas,
não convencido pela fala da burguesia,
embrenho-me nesta lida,
falando e ouvindo sobre a vida,
falas sujas de pessoas recatadas.
Heróis da caneta e da pena tinteiro,
trancafiados em seus quartos solitários,
contando suas vidas, janeiro a janeiro,
transmitindo sua angustiosa emoção?
De lágrima em lágrima poção a poção.
Eram simplesmente poetas sedentários.
O único alívio era o companheiro papel,
a sangrar suas decepções e Amores,
sejam em versos, contos ou cordel,
diminuíam assim suas dores.
Autor: Adilson Costa
Quem decide por mim? – Parábola
novembro 17, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Parábolas
Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo à uma banca de jornais.
“O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.
Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
” – Ele sempre te trata com tanta grosseria? ”
” – Sim, infelizmente foi sempre assim…”
” – E você é sempre tão polido e amigável com ele?
” – Sim, procuro ser.”
” – Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? ”
” – Por que não quero que ele decida como eu devo agir.”
Moral da estória: a pessoa inteira é seu próprio dono e não deve curvar-se diante do vento que sopra. Ela Não está à mercê do mau humor, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas ela que transforma os ambientes.”
Autor desconhecido
A mesa do velho avô – Parábola
novembro 16, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Parábolas
Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante. A família comeu junto à mesa. Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão.
Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:
- Nós temos que tomar uma atitude sobre o vovô, disse o filho.
- Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão.
Assim o marido e a esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá o avô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.
Desde que o avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele passou a ser servida em uma tigela de madeira.Quando a família olhava de relance na direção do avô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
O neto de quatro anos assistia tudo sempre em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança:
- O que você está fazendo?
Da mesma maneira dócil, o menino respondeu:
- Eu estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer.
O neto sorriu e voltou a trabalhar.
As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito.
Aquela noite o marido pegou a mão do avô e com suavidade o conduziu atrás da mesa familiar. Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.
As crianças são notavelmente preceptivas. Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas as mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem. Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.
O pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce esta sendo construído para o futuro da criança. Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de de vida em nossas funções.
Autor Desconhecido
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