Os vendavais de Minha vida

tempestade2

Minha vida esta sofrendo uma mistura de um tufão
com um ciclone tropical,
perco-me arrastado pelas montanhas da ilusão,
ou encontro-me após um forte temporal.

A lama das inundações me sufocam,
e minhas forças são poucas para suportar,
as cores de meus sonhos se desbotam,
com essa ventania perdi o desejo de sonhar.

São ventos fortes batendo de todos os lados,
sinto falta de um apoio, um ombro, uma ajuda,
a escuridão deixou-me cego, perdi todos os caminhos,
e não posso perder o controle de minha vida.

Ouço falar que temporais são passageiros,
quando passarem podemos reconstruir ou consertar,
tenho receio, tenho medo, de não ficar inteiro,
e que a esperança vá em outro canto morar.

Por: Adilson Costa

August Rush – August’s Rhapsody


Se você não assistiu esse filme, por favor assista. Em português: O Som do Coração

Apaixone-se

Me Desculpe

fevereiro 11, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

perdao
Parei de transar com meus pensamentos,
comecei a tocar a vergonha de minha alma,
parei de fitar olhos com a falta de sentimentos,
parei de  entristecer-me após aliviar-me,
comecei almejar meu espaço, meu trono,
fui à floresta caçar a felicidade,
encontrei-a na cúpula, bem no alto, joguei a rede
de minha verdade, abri minha vida e o coração,
caminhamos lado a lado em busca da saída,
em busca do nosso futuro,
dia claro ou dia escuro,
construímos una linha, uma meta,
a estrada estava conturbada,
muitas pedras no caminho,
muitas invejas sendo lançadas,
e quando pensei ter baixado meu trem de pouso,
cometi um erro de trajetória,
a espaçonave na qual eu guiava bateu nas rochas,
muitos feridos, muito choro, muita dor,
falha minha, falha minha,
sinto vergonha de te pedir mais uma coisa,
me desculpe.

Autor: Adilson Costa

O crédulo e o incrédulo

fevereiro 8, 2010 por  
Arquivado em Parábolas

Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz:

- Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda:

- Não há nenhum jardineiro.

Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível? Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos...
Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:

- Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:

- Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?

O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:

- Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.

- Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos.
E o outro responde:

- Lógico que não!

- O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com Aquele que com tanto amor cuida deste jardim?

Autor Desconhecido

O convite

fevereiro 8, 2010 por  
Arquivado em Parábolas

Não me interessa saber como você ganha sua vida. Eu quero saber, sim, o que te faz doer de vontade de lutar e se você ousa sonhar com aquilo pelo que seu coração mais anseia...

Não me interessa saber quantos anos você tem. Eu quero saber se você correrá o risco de parecer um tolo apaixonado por causa de seus sonhos, ou pela simples aventura de estar vivo.

Não me interessa saber quais planetas estão em quadratura com a sua lua. Eu quero saber se você já foi até o centro de seu sofrimento, se você se partiu ao meio quando atingido pelas traições da vida ou se você se protegeu com um escudo, com medo de sentir mais dor ainda. Eu quero saber se você pode sentar-se à mesa com a dor, a minha e a sua também, sem tentar se mover para escondê-la, ofuscá-la ou disfarçá-la. Eu quero saber se você pode suportar a alegria, a minha ou a sua própria, se você consegue dançar selvagemente, até o êxtase tomar seu corpo desde as pontas dos dedos de seu pé até o último fio de seus cabelos, sem ficar nos alertando para sermos cuidadosos, para sermos realistas ou nos lembrar as limitações de sermos humanos.

Também não me interessa saber se a estória que você está me contando é verdadeira. Eu quero saber se você consegue desapontar alguém só para ser leal a si mesmo, se você pode agüentar uma acusação de traição apenas para não trair sua própria alma. Eu quero saber se você sabe ser fiel e conseqüentemente, uma pessoa confiável. Eu quero saber se você consegue enxergar a beleza mesmo que ela não seja bela todos os dias e se você, ainda assim, consegue fazer sua vida cheia da presença dela.

Eu quero saber se você consegue viver com o fracasso, o meu ou o seu, e mesmo assim, à noite, à beira de um lago gritar para a lua prateada: YES!

Não me interessa saber onde você mora, ou quanto dinheiro você possui. Eu quero saber se você consegue se levantar de manhã, depois de uma noite de sofrimento e desespero, magoado, ferido e machucado, e ainda assim, fazer aquilo que é preciso ser feito para os seus filhos.

Não me interessa saber quem você é nem como chegou até aqui. Eu quero saber se você consegue ficar em pé, no meio da fogueira, sem fraquejar nem retroceder.

Não me interessa saber nem onde nem com quem você andou. Eu quero saber, sim, o que te dá força e apoio, o que te sustenta por dentro, quando tudo o mais desmorona à sua volta. Eu quero saber se você consegue ficar sozinho consigo o mesmo e se você gosta, verdadeiramente, da sua companhia nos momentos vazios.
É isso que eu te convido a saber...

A Prisão

fevereiro 8, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

prisao
Na planície da liberdade existe uma prisão.
Essa prisão não tem grades,
as celas são infinitas, as paredes são invisíveis,
a calmaria das noites trazem dores consigo,
o silêncio impera em todos os ângulos,
e transforma esse silêncio em uma faca cortante,
que corta a alma dos condenados,
gritos de socorro não conseguem escapar,
apesar dos esforços, a única coisa a fazer é sofrer,
sofrer em silêncio, pois as vozes são sufocadas
pela incompreensão.
Quem habita essa prisão,
errou em escolhas,
errou em não escolher,
ou não errou em nada.
São condenados, aprisionados na ilusão de um sonho,
são condenados sufocados pela angustia,
que irão morrer nesse silêncio,
morrerão solitários,
afogados em suas próprias lágrimas.

Por: Adilson Costa

Te Odeio

fevereiro 1, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

te_odeio
Te odeio com a força de uma pluma,
te odeio sim te odeio muito,
te odeio tanto que evito pensar,
mas não consigo evitar pensar em você.

E o porque imagino que te odeio?
Te odeio por ter me feito Amar de verdade,
te odeio por ter me feito Homem de verdade,
te odeio por ser tão perfeita em minha vida,
te odeio por ter me dado esperança,
te odeio por ter me dado razão para viver,
te odeio por não me abandonar,
te odeio, ah como eu te odeio.

Te odeio tanto que a tinta dessas escritas borraram,
pelas lágrimas de ódio que rolam de meus olhos,
são lágrimas de ódio, mas esse ódio não é de você,
tenho ódio de mim,
tenho ódio de minhas atitudes,
tenho ódio de minha covardia,
tenho ódio de ser assim,
tenho ódio por não ter você,
tenho ódio de mim,
de mim.

Autor: Adilson Costa

Palavras do Coração – Parte 01

fevereiro 1, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

01
Meu coração é a mistura do desespero e a tranqüilidade,
é o seu suspiro distante que ainda me encanta ao lembrar,
é o tom de uma melodia  de Amor,
é a poesia que encanta,
é o silêncio da solidão que me invade
é o som de um trovão que avisa a chegada da chuva,
meu coração é o compasso das batidas,
batidas essas fracas,
batidas essas que se entristecem,
batidas essa que ao findar morrerei.

São essas batidas que me acompanham dia e noite,
cada batida lembro de ti,
cada batida sinto a ti,
poucas batidas me restam,
poucos suspiros me faltam,
sua partida será o fim,
pois as batidas hoje fracas,
estão fracas por sangrar,
estão fracas pela vida que não tive,
esse coração que dizia ser forte,
vai parar a qualquer momento,
restarão apenas os momentos,
e algumas palavras espalhadas,
palavras sinceras,
verdadeiras,
palavras do Coração.

Por: Adilson Costa

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” Não peço a Deus uma estrada sem obstáculos, peço coragem para escalar alturas, força para superar as intempéries da viagem, ânimo nos momentos de exaustão e cerveja gelada quando me der sede” Adilson Costa