Pensando com meus Botões
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Estava eu cá pensando com meus botões,
sim botões de minha velha camisa de linho,
camisa de fino tecido que não se usa mais,
encolhido pelo tempo e corroída pelas traças,
a encontrei hoje jogada,
perdida no fundo de meu também antigo roupeiro,
resta-me somente aproveitar os botões,
botões que em sua longa vida a serviram,
irei usá-los em uma nova camisa?
Ou guardá-los como amuleto de sorte?
Sei lá continuo aqui com eles,
não acredito mesmo nessa tal de sorte,
ah que saudades dessa velha camisa,
boas lembranças de quando era somente ela,
não tinha outras para escolher,
era ela ou ela,
o que faço com os botões?
Estou com pena de arrancá-los,
mas será isso que farei,
irei decapitá-los de suas funções,
e o resto de tecido que ainda não fora corroído pelas famigerados traças,
jogarei em um canto qualquer para que alguém possa limpar os pés,
ou até mesmo um animal de grande estima possa nele descansar,
mas não abandono meu botões,
são botões especiais,
imagina,
levarei eles comigo de agora em diante onde eu vá,
dessa forma ainda continuarei com meus botões a pensar.
Por: Adilson Costa
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Seu Momento
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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É uma pena você não ter a coragem que tenho,
essa coragem que encobre meu medo de errar,
essa coragem que se camufla sob a tutela de um homem simples,
essa coragem que não reflete meu medo em momentos de solidão,
coragem louca como os raios de sol que rompem as nuvens em uma corajosa forma de se mostrar.
É uma pena eu não poder lhe transferir minha coragem, dividir o cetro de meu reino falido, ou te dar a coroa que ainda não tive a coragem de usar.
E uma pena que a figura do tempo ainda não se mostrou para ti como o carrasco que ele é, esse tempo que não marca a hora certa, ele simplesmente deixa o tempo correr em nossas vidas, mas correr para onde?
Ele corre para se aproximar da falta de coragem, dando mais poderes ao MEDO, é mais fácil nos escondermos nos arbustos que encarar o frio na barriga, é mais fácil entrarmos no castelo como convidados "algo que não vai acontecer", do que invadirmos e tomarmos o trono que estava à nossa disposição, mas o medo de arriscar não nos permitiu sermos Reis ou Rainhas do nosso momento.
É uma pena, mas quem sabe as coisas irão acontecer algum dia, acontecer como planejado, como foi escrito no script desse tempo vadio,
ou irão mesmo acontecer no seu tempo,
até lá fico aqui solto,
sem amarras,
sem medos,
sem receios,
somente esperando
"Seu Momento Chegar".
Por: Adilson Costa
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Por Onde Andei – Nando Reis
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Zeca Baleiro – Lenha
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Escopofobia
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Na serenagem de suas vestes,
criado divinamente pelo erro Divino,
voando em sua ubiqüidade mundana,
em seu disfarce de gagino,
enganando até os seres da galatéia,
faz eclodir desejos extintos
em toda sua platéia.
Quem te assiste sofre com edemas,
na propositura já pensada por ti,
teu acalento falso entoa,
tine como um som de uma cinira,
tua face dissimulada um dia irá se mostrar,
por terra ou abaixo dela vai cair,
e finalmente suas escoras vão se soltar.
Por: Adilson Costa
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Eu queria Dormir…
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Eu queria dormir e voltar ao passado,
queria esquecer as faltas e magoas,
queria concertar o que fiz de
errado.
Eu queria dormir para esquecer o que fiz,
queria refazer as falas tortas que pronunciei,
tais palavras me fazem até hoje um ser
infeliz.
Eu queria dormir sob as luzes do céu estrelado,
queria contar as estrelas uma a uma,
mas de nada adiantará sem ter você do meu
lado.
Eu queria dormir para quem sabe conseguir sonhar,
queria nesse sonho sentir você novamente,
tocar seu rosto e sua boca voltar a
beijar.
Eu queria ser Deus ao menos um momento,
queria reescrever a minha história lá em cima,
onde com meu poder eu voltaria o
tempo.
Eu queria te encontrar nas curvas dessa estrada sem fim,
queria te provar que vale a pena lutar,
que vale a pena brigar por
mim.
Eu queria tanta coisa que até de dormir me esqueço,
passo as noites em claro pensando em nós,
pensando em meus erros, pois por eles eu paguei um alto
preço.
Perdi VOCÊ
Por: Adilson Costa
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Um Amor para Recordar
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Despedida de Mim
abril 27, 2010 por Adilson Costa
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Despeço-me dessa pele,
que me acompanha desde o nascer,
onde outrora pensava ser perfeita,
feito cobra renovo-me,
esperando uma nova pele crescer.
Que venha esse novo tempo,
e com ele novos desafios a enfrentar,
e que as curvas dessa estrada,
possam me levar a novos caminhos,
onde neles eu possa me encontrar.
Sem medo da nova era que aponta,
aguardo ansioso esse novo ser,
que seja melhor que o antigo,
que aprenda a conquistar melhores amigos,
aproveitando assim o melhor do viver.
Despedidas não me fazem bem,
é tarde e o dia está no fim,
deixo que se vá, voe, corra, fuja,
não terei saudades,
creio que nada guardarei de mim.
Por: Adilson Costa
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A libélula
abril 27, 2010 por Adilson Costa
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Num lugar muito bonito, onde havia árvores, flores e um lindo lago...
Certo dia surgiu um casulo...
E quando ele se rompeu, de dentro saiu voando uma linda libélula.
E ela ficou tão encantada com o lugar, que voou por cada pedacinho...
Brincou nas flores, nas árvores, no lago, nas nuvens...
E quando ela já tinha conhecido tudo...no alto de uma colina, avistou uma casa...
A casa do homem...e a libélula havia de conhecer a casa do homem...e foi voando pra lá....
E então, a libélula entrou por uma janela, justo a janela da cozinha...
E nesse dia, uma grande festa era preparada
Um homem com um chapéu branco...grande...dava ordens para os criados...
Mas a libélula não se preocupou com isso, brincou entre os cristais, se viu na bandeja de prata, explorou cada pedacinho daquele novo mundo...
Quando de repente, ela viu sobre a mesa...uma tigela cheia de nuvens!!!
E a libélula não resistiu, ela tinha adorado brincar nas nuvens...e mergulhou....
Mas quando ela mergulhou...ahhhhhhhh...aquilo não eram nuvens, e ela foi ficando toda grudada, e quanto mais ela se mexia tentando escapar...ahhhhhh ...mais ela afundava....
E a libélula então começou a rezar, fazia promessas e dizia que se conseguisse sair dali, dedicaria o resto de seus dias a ajudar os insetos voadores...e ela rezava e pedia...
Até que o chefe da cozinha começou a ouvir um barulhinho, e ele não sabia que era a libélula rezando e quando olhou na tigela de claras em neve...arghhhh um inseto!!! E ele pegou a libélula e a atirou pela janela...
A libélula então, se arrastou para um pedacinho de grama, e sob o sol começou a se limpar...e quando ela se viu liberta...ahhhhh ela estava tão cansada que se virou pra Deus e disse:
- Eu prometi dedicar o resto de minha vida a ajudar os outros insetos voadores, mas agora eu estou tão cansada, que prometo cumprir minha promessa a partir de amanhã...
E a libélula adormeceu... Mas o que ela não sabia, e você também não sabe, é que as libélulas vivem apenas um dia... E naquele pedacinho de grama, a libélula adormeceu, e não mais acordou....
Autor Desconhecido
O vento que sopra pelas flores – Parábola
abril 26, 2010 por Adilson Costa
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Há vários anos atrás, em Seattle, Washington, vivia um refugiado tibetano de 52 anos de idade. "Tenzin", é como vou chamá-lo, foi diagnosticado como portador de uma forma de linfoma das mais fáceis de curar.
Ele foi internado em um hospital e recebeu a primeira dose de quimioterapia.
Mas durante o tratamento, este homem normalmente gentil tornou-se agressivo e irritado; arrancou a agulha intravenosa de seu braço e negou-se a cooperar.
Ele então gritou com as enfermeiras e discutiu com todos ao seu redor. Os médicos e enfermeiros ficaram desconcertados. Depois, a esposa de Tenzin falou com o pessoal do hospital. Ela contou que Tenzin foi um prisioneiro político dos chineses por 17 anos, eles mataram sua primeira esposa e ele foi repetidamente torturado brutalizado durante todo o tempo em que esteve preso.
As normas e regulamentos do hospital, juntamente com a quimioterapia, fez Tenzin recordar todo o sofrimento que passou nas mãos dos chineses.
"Eu sei que vocês querem ajudá-lo," ela disse, "mas ele se sente torturado pelo tratamento, eles fazem com que ele sinta ódio internamente - da mesma maneira que os chineses fizeram ele se sentir. Ele prefere morrer do que viver com o ódio que ele está sentindo agora. e, segundo nossas crenças, é muito ruim ter tamanho ódio no coração na hora da morte. Ele precisa estar apto para rezar e limpar seu coração."
Assim, o médico dispensou Tenzin e recomendou uma equipe da clínica de repouso para visitá-lo em casa. Eu era a enfermeira encarregada de cuidar dele. Eu entrei em contato com um representante da "Anistia Internacional" para pedir-lhe conselhos. Ele me disse que a única forma de sanar o trauma da tortura era "falar a respeito". "Essa pessoa perdeu sua confiança na humanidade e sente que a esperança é impossível." Mas quando eu encoragei Tenzin a falar sobre suas experiências, ele ergueu suas mãos e me fez parar.
Ele disse, "Eu preciso aprender a amar de novo se eu quiser curar minha alma. Sua tarefa não é fazer perguntas. Sua tarefa é me ensinar a amar novamente."
Respirei profundamente e perguntei, "E como eu posso fazê-lo amar de novo?"
Tenzin respondeu prontamente, "Sente-se, tome meu chá e coma meus biscoitos." O chá tibetano é um chá preto forte, coberto com manteiga de iaque e sal. Não é fácil de bebê-lo! Mas, foi o que eu fiz.
Por várias semanas, Tenzin, sua mulher e eu nos sentamos juntos e tomamos chá. Nós também conversamos com os médicos para achar formas de tratar suas dores físicas. Mas era sua dor espiritual que deveria ser diminuída. Cada vez que eu chegava, via Tenzin sentado de pernas cruzadas em sua cama, recitando preces de seus livros. Com o passar do tempo, sua mulher foi pendurando mais e mais 'thankas', bandeirolas budistas coloridas, nas paredes.
Em pouco tempo, o quarto parecia um colorido templo religioso. Na chegada da primavera, eu perguntei o que os tibetanos faziam quando estavam doentes na primavera. Ele abriu um grande sorriso e disse, "Nós nos sentamos e aspiramos o vento que sopra pelas flores." Eu pensei que ele estava falando poeticamente, mas suas suas palavras eram literais.
Ele explicou que os tibetanos fazem isso para serem pulverizados com o pólen das novas floradas, carregadas pela brisa. Eles acreditam que esse pólen é um potente medicamento. No primeiro momento, achar muitas floradas parecia um pouco difícil.
Mas, um amigo sugeriu que Tenzin visitasse algumas floriculturas locais. Eu liguei para o gerente de uma floricultura e expliquei-lhe a situação.
Sua reação inicial foi "Você quer o quê???" Mas quando eu expliquei melhor o meu pedido, ele concordou. Então, no final-de-semana seguinte, eu busquei Tenzin, sua esposa e suas provisões para a tarde: chá preto, manteiga, sal, xícaras, biscoitos,almofadas e livros de preces. Eu os deixei na floricultura e combinei de pegá-los às 17 horas. No outro final-de-semana, visitamos uma outra floricultura. E mais outra no terceiro fim-de- semana.
Na quarta semana, eu comecei a receber convites das floriculturas para Tenzin e sua mulher para voltarem novamente. Um dos gerentes disse, "Nós temos uma nova remessa de nicotianas e lindas fuchsias.ah, sim! E temos belas dafnias. Eu sei que eles vão adorar o perfume das dafnias! E eu quase me esqueci! Temos uns novos bancos de jardim que Tenzin e sua esposa vão adorar!" No mesmo dia, outra floricultura ligou dizendo que eles tinham recebido birutas coloridas para Tenzin saber de que direção o vento estava soprando.
Logo, as floriculturas estavam competindo pelas visitas de Tenzin. As pessoas começaram a se importar com o casal tibetano.
Os empregados arrumavam os móveis de frente para o vento. Outros traziam água quente para o chá. Alguns fregueses regulares deixavam seus carrinhos de compras próximos do casal. E no final do verão, Tenzin voltou ao seu médico para novos exames e determinar o desenvolvimento da doença. Mas o doutor não achou nenhuma evidência de câncer. Ele estava abobalhado; disse à Tenzin que ele simplesmente não sabia explicar aquilo.
Tenzin levantou seu dedo e disse, "Eu sei porque o câncer se foi. Ele não podia mais viver num corpo tão cheio de amor. Quando eu comecei a sentir a compaixão das pessoas da clínica, dos empregados das floriculturas, e todas essas pessoas que queriam saber de mim, eu comecei a mudar por dentro. Agora, eu me sinto afortunado por ter a oportunidade de ser curado dessa forma. Doutor, por favor, não acredite que a sua medicina é a única cura.
Às vezes, a compaixão pode também curar um câncer.
Autor: Lee Paton
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