A cisterna de minha alma

maio 31, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


A cisterna de minha alma está aberta,
onde tento guardar a água que me abastece,
vejo uma lacuna por traz dessa capa humana,
e preencher esse vazio me entristece.

Talvez essa falha seja algo bom em mim,
dessa forma estou sempre tentando me completar,
e entre o meio vazio e o meio cheio,
então que seja cheio até transbordar.

Já tive receios que alguém consiga perceber,
essa minha falha ou falta que sinto de mim,
por vezes até eu mesmo quis me esquecer,
e percebi que se eu me esquecer será meu fim.

Aprendi a dirigir meus pensamentos,
algo que somente com a dor consegui aprender,
hoje não me preocupo com minhas falhas,
passo meus dias simplesmente a viver.

Hoje não ligo se minha cisterna está aberta,
deixo que todos saibam o que em mim restou,
sem segredo do meu "eu" e sem receios de nada,
hoje consigo saber quem realmente sou.

Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado

Sem versos no Momento

maio 31, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


Estive pensando que seria bom não pensar demais,
e aos poucos fui percebendo como é bom parar tudo,
como é bom contemplar as estrelas em uma noite fria,
como é bom caminhar na areia de uma praia deserta,
estive por vezes a jogar fora o meu eu,
se é que ainda existe um "eu" dentro de mim,
talvez esse cara doido já tenha tido um fim, sei lá.

Queria entender a humanidade,
essa humanidade que ainda penso pertencer,
queria voltar a ser criança aqui dentro,
pois quando cresci, perdi a inocência.

Queria tanta coisa,
queria conseguir concatenar as palavras em rima,
queria versejar nas areias no deserto,
lá sozinho onde somente o vento seria expectador,
queria sonhar com o nada uma vez ou outra,
e assim não ter nada para fazer,
queria, queria e queria,
como é bom querer,
creio que esse é o primeiro passo a ser dado,
mas rumo a que?
Rumo ao nada que procuro penso "eu",
quem sabe esse nada será trazido pelo vento,
o que sei de verdade é o que penso,
e só penso que estou sem versos nesse momento.

Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado

‘O Efeito Lazarus ‘ (RED) & HBO 32 minutos

Use a transcrição e veja as legendas

DESAFIANDO GIGANTES (EM PORTUGUÊS)

maio 27, 2010 por  
Arquivado em Vídeos Imperdíveis

O Leopardo e o filhote de babuino

Sevem Suzuki – A Menina Que Calou o Mundo em 1992

Que exemplo você está dando para as Crianças?

A Poesia é para Sempre


Esquecida está a arte de recitar,
imagina então o que diremos de escrever?
Conclamo à todos essa magia resgatar,
ensinemos nossas crianças a ler.

Se esses pequenos não buscam a cultura,
a culpa é dos pais que tão pouco se comovem,
é a geração de BBBs que os leva a escravatura,
onde a mídia massiva da moda os consomem.

A poesia para muitos é passado e tornou-se careta,
versejar então seria como um verdadeiro mico,
acho que mico é matar nossa língua sem a caneta,
e abreviar as palavras tornou-se epidêmico.

O que podemos esperar então para o futuro da poesia,
o que acontecerá com as rimas como a conhecemos?
Não posso imaginar que haverá um fim dessa arte um dia,
mesmo que os poetas morram, não morre o que fazemos.

A poesia é alimento ao vazio de sentimento,
a poesia é remédio de uma dor interna,
quem se alimenta dela sabe o que estou dizendo,
o poeta pode morrer mas a POESIA é eterna.

Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado

Quem são os analfabetos? (Soneto)

Deveras quero contar-lhes o acontecido,
embora muitos já saibam o que vou dizer,
o hábito de saborear livros foi esquecido,
hoje somente figuras ou fotos querem ver.

Tem outro costume martirizando a cultura,
de jantar e viver em frente ao televisor,
saboreando as novelas e perdendo a postura,
perdendo toda família para algo sem valor.

Enquanto sebos estão por aí nos esperando,
espalhando cultura por um preço irrisório,
gastamos fortunas comprando quase de tudo,
entregamos nossa vida e o nosso território

Nós aceitamos tudo e perdemos a galhardia,
somos assim, os analfabetos de hoje em dia.

********************************************

Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado

Escola das fadas


Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de fadas. Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem fadas de verdade, as fadinhas passavam por um estágio.

Durante um certo período, elas saíam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia apresentavam à fada mestre, um relatório das boas ações praticadas. Aconteceu então, um dia, que duas fadinhas estagiárias, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustradas por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer. Parece que naquele dia, bruxas e dragões, estavam todos de folga. Enquanto voltavam tristes, as duas se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Neste momento, uma delas, dando um grito de alegria, disse para a outra.
- Tive uma idéia! Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam?

A outra respondeu:
- Você ficou maluca? A fada mestra não vai gostar nada disto!

A primeira retrucou:
- Que nada, acho que ela até vai gostar! Vamos fazer isto e depois contaremos para ela.

E assim fizeram. Tocaram suas varinhas invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los. Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes. Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:

- Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha plantação. Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento.

Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos. Assustado, ele esfregou os olhos e pensou:
- Devo estar cansado - e acelerou o passo.

Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez, esfregando a testa ele disse:

- Você fugiu de novo meu porquinho! Mas, a culpa é minha, eu ainda vouconstruir um chiqueiro decente para você.

Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento. Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente:

- Estou muito cansado! Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse:

- De novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo.
Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa em dar um pouco mais de conforto para minha mulher.

Naquele exato momento aconteceu o milagre. Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos. Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente. Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho. Minutos depois ele foi despertado pelos gritos do amigo que dizia desesperado:
- Socorro compadre! Me ajude! Eu estou perdido!

Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo. Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho. Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos. Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem. Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte estória:

- Compadre nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção à minha lavoura. Este fato me deixou revoltado e eu gritei:

- Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome! Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos! Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo. Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro. Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez:

- Você fugiu de novo? Por que não morre logo e pára de me dar trabalho?
Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente. Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta. Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente: - Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?... Para surpresa minha compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer! Mas... compadre, o que aconteceu com a sua casa?... De onde veio esta mansão?

Depois de tudo observarem, as duas fadinhas foram correndo muito assustadas contar para a fada mestra o que havia se passado. Estavam muito apreensivas quanto ao tipo de reação que a fada mestra teria. Mas tiveram uma grande surpresa. A fada mestra ouviu com muita atenção o relato, parabenizou as duas pela idéia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida. Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Muito cuidado com tudo o que diz, age e pensa.

Autor Desconhecido

Próxima Página »

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes
Não deixe de ler também ..
” Não peço a Deus uma estrada sem obstáculos, peço coragem para escalar alturas, força para superar as intempéries da viagem, ânimo nos momentos de exaustão e cerveja gelada quando me der sede” Adilson Costa