Lembranças de teus Beijos

novembro 9, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

beijo_
Por essa minha boca, louca de desejos
fito tua lembrança na mente a borbulhar,
revivo na saliva o gosto de seus beijos,
que impulso insano tenho pra te beijar.

Tua boca de lábios carnudos me enlouquece,
é uma fruta rara, doce como mel da floresta,
e a lembrança desse gosto me estremece,
e convido os anjos a celebrar minha gesta.

Ao menos as lembranças não consegues me tirar,
na minha boca o teu gosto do meu gosto se apossou,
e com teu gosto convivo, nesse desejo de te beijar,
e nós sabemos que foi o poeta quem te beijou.

Sublimes noites acordei, e simplesmente te olhei,
teu sono de anjo, fiquei velando e a chorar,
pedi que nada tirasse esse momento e chorei,
sentia na alma que estava sim a se findar.

Hoje, sem tua boca, aquela que me deixa louco,
não tenho vontade e menos ainda desejo de beijar,
tenho medo de perder a lembrança do teu gosto,
que ainda sinto e guardo ao tua boca lembrar.

Tua boca? Pela eternidade prometo não esquecer,
morrerei um dia, e quando esse dia chegar,
por favor segurem minha vida, não me deixem morrer,
sem que sua boca a minha torne a beijar.

Por: Adilson Costa

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A construção do navio

navio
A construção de um navio parece com a formação das pessoas. Durante a gestação o casco é construído, até que somos lançados ao mar. A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente.

Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente - e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.

Apesar disso é preciso partir.... Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados ao cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos. Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto tornam-se pesados demais e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem revoltadas e lamentando-se por tudo isso.... mas nem todo mundo é assim....

Alguns mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco...

Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem... e o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado... nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque tem medo de atrair ventos contrários ou então querem agradar ou impressionar alguém.... a gente não deve aceitar isso, pois significa concordar em ser menos do que pode ser. Todo dia é dia de evolução e aprendizado e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.

Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si próprio e isso equivale a pensar com a própria cabeça, ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem a coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo-sempre... pois ninguém sabe nossa autonomia no mar, nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.

Ninguém nos conhece melhor que nos mesmos e, por mais que digam o que temos - ou não temos - que fazer, ninguém pode viver a vida no nosso lugar. Outras pessoas, ainda, vivem frustradas e infelizes porque não conseguem ter as mesmas coisas que viram em outro navio. Algumas também vivem furiosas quando alguma coisa ou alguém não age ou sai como gostariam. O amor a si próprio e ao próximo é um exercício diário para saber a diferença entre o que precisa ser mudado e o que devemos aceitar como é.

Muita gente tem preferido impor suas idéias e opiniões em vez de escutar o outro; ficar revoltada com o mundo, em vez de admirar a vida, pois não sabem o que é amar. E tem viajantes que pensam no amor como algo a ser obtido, como se fosse um objeto e não como uma arte que precisa ser aprendida. Alguns acabam confundindo o amor, Deus ou a felicidade com o significado de suas rotas, e vivem frustradas navegando atrás do que não conseguem alcançar - e até desistem no meio do caminho, desalentados, achando que a vida não vale a pena, que Deus não existe e felicidade e amor são balelas... mas Deus, felicidade, amor, bondade não são lugares ou coisas que possam ser possuídos.

A primeira coisa a fazer para quem quer encontrar estes bens é não procurar! Quando procuramos o que não é um lugar ou objeto, e que muito menos está escondido, quem fica perdido somos nós mesmos. Mas quando não procuramos, porque não pode ser encontrado fora de nós, descobrimos que o que tanto queremos - Deus, felicidade, paz - habita camarotes no coração do nosso próprio navio... e tem pessoas tão preocupadas em procurar do lado de fora que até se esquecem de olhar por dentro!...

Não existe navio que não tem passado por tempestades e muitos afundam por não saberem evitá-las, por falta de comunicação ou por acharem que não precisam dos outros. Somos fortes quando unidos. Juntos somos tão grandes e poderosos quanto a onda mais forte e ameaçadora. Perdoar as falhas e limitações de nossos semelhantes é muito mais que amor ou virtude - é questão de inteligência e sobrevivência... pois a única coisa que possuímos de verdade é a necessidade do outro.

Mas não existe tempestades que durem para sempre, assim como os dias de sol também não são permanentes. Dor e frustrações muitas vezes são resultado de querermos perpetuar momentos de prazer, bem-estar, alegria, que por si só são efêmeros e com que facilidade esquecemos que nada é eterno - a não ser o próprio movimento - e que, por isso, momentos de alegria se alternam com momentos de tristeza, dor se alterna com prazer, fome com saciedade, doença com saúde - um sempre dando lugar ao outro.

Quando a gente pára de tentar lutar contra isso e se abandona nesse jogo delicioso da vida, descobrimos que, acima de tudo, a vida vale a pena ser vivida intensamente

Autor Desconhecido

Se eu desistir eles Morrem

novembro 5, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


Dessa vida resta-me pouco a passar,
creio eu nessa minha enorme ignorância,
pois muita coisa eu passei,
coisas com e sem importância,
já dormi numa tarimba no céu,
e do inferno o ar respirei,
abracei Deus em seu dia de fúria,
onde ele não quis me abraçar
e mesmo assim não chorei,
eita estrada traiçoeira,
pessoas traiçoeiras,
entre buracos e barrancos,
somados à poeira,
fez-me um ser melhor,
para quem melhorei?
Realmente não sei,
pode ser um plano divino,
desses que nós não entendemos,
o importante é respirar,
o coração bater
e a vida continuar,
às vezes sem rumo,
ás vezes rumo ao infinito,
pois tem gente que precisa da gente,
tem gente que não vive sem a gente,
então deixemos de conflitos,
o maldito relógio não para,
o "danado" do tempo corre,
deixa eu continuar a viver,
pois se eu parar muita gente morre.

Por: Adilson Costa

Ouça a Poesia:
 

Quanto custa?

novembro 4, 2010 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas, Reflita Comigo


Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai quando este retorna do trabalho:

- Pai, quanto o senhor ganha por hora?

O pai, num gesto severo, responde:

- Meu filho, isto nem a sua mãe sabe.  Por isso, não me amole, estou cansado!!!

Mas o filho insiste:

- Mas papai...então, diga, quanto o senhor ganha por hora?

A reação do pai foi menos severa e respondeu:

- Três reais por hora.

- Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?

O pai, já cansado daquela conversa respondeu bravo:

- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me incomode!

Já era noite quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.

Querendo aliviar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:

- Filho, está dormindo?

- Não, papai! – o garoto respondeu sonolento e choroso.

- Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.

- Muito obrigado, papai! – disse o filho, levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.

- Agora já completei, papai! Tenho três reais.  Poderia me vender uma hora de seu tempo?

A maioria dos pais deveria refletir bastante sobre o texto acima.

Quem sabe você ainda não tenha filhos e ache que isso não é com você.

Porém, com certeza você tem família.

Será que nela não existe alguém que sente a sua falta?

Olhe ao seu redor...

Quem sabe seus amigos..

Autor Desconhecido

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