Poeta eu?

julho 30, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


Ontem me perguntaram se eu era um Poeta. Então eu respondi:

Eis aqui um tradutor,
traduzo minhas faltas,
meus enganos,
meu choro.
Traduzo minhas noites,
meus dias,
meus sonhos,
não sou poeta.

Só porque falo de amor?
Sou um extraterrestre,
um ser inexistente,
uma alma sem corpo
um corpo sem alma,
estrada solitária,
linha traçada na mente,
sinto a dor,
dor que ninguém sente,
não sou poeta.

Posso até ser um vaga-lume,
um desses que vagam,
vagam pelas noites enluaradas,
vagam à procura de um canto,
desses que não desistem de vagar,
vagam à procura de um colo,
só porque precisam brilhar.

Poeta eu?
Quem sabe um dia.

A Tela

julho 29, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Rabiscos e riscos,
permeiam a tela,
são cores,
são dores,
são rostos,
é o passado presente
na mente.

Rabiscos e riscos,
escorrem na tela,
misturas de cores,
sabores,
perfumes
de flores.

Rabiscos e riscos,
brilham na tela,
nasce o sol,
tinta amarela,
montanhas,
estranhas
retratam
os seios dela.

Rabiscos e riscos,
brotam na tela,
são plantas,
sementes,
são vivas,
e vivem
contentes.

Rabiscos e riscos,
poesia na tela,
fragmentos,
d'álma,
é arte,
de cima,
transformada
em rimas.

Rabiscos e riscos,
estampados na tela,
idéias do mundo,
do fundo,
escondidas,
segredos.
São sonhos,
são medos.

Por: Adilson Costa

O Reflexo do Balde.


Um balde em meio ao nada,
no seu fundo reflete o mundo,
reflete a vida de quem olha,
enche-se de lágrimas de quem chora.

Um balde na roda está,
um por vês se olha e se vê,
uns tristes, outros sei lá,
alguns se reconhecem,
outros se entristecem ao se ver.

Era um balde somente,
um balde velho abandonado,
uma água turva em seu fundo,
que refletia o mundo,
era somente reflexo,
que nos fazia sonhar,
por vezes lembranças
que sentíamos ao nos olhar.

Um balde,
somente um balde qualquer,
faça um teste à luz do sol,
tente se olhar e se encontrar,
olhe-se no reflexo,
e tente não chorar.

É somente reflexo que vais ver,
tente ver se conhece quem está a se refletir,
veja se conseguiu o que queria,
e se consegues ao se olhar um sorrir.

Por: Adilson Costa

Basta

julho 28, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


Na essência desse vazio,
na latência dessa falta,
sentimos um enorme frio,
onde a dor está em alta.

Procuramos o impossível de encontrar,
almejamos a glória sem merecimento,
rabiscamos falsos planos,
e sem rumo certo continuamos a seguir,
vivemos com nossos enganos
uma vida sem razão de existir.

Quando muito se quer,
pouco tempo nos sobra para viver,
quando muito se deseja,
muito tempo usamos para sofrer.

Então não quero muito,
quero somente o que merecer,
se com meu esforço pouco conquistar,
um pouco menos irei sofrer.

Por Adilson Costa

Ouça o Poema:
 

Soul Surfer – Trailer Legendado HD

Eu gostava de “MIM”

De que adianta prosseguir?
Todos os dias tento me enganar,
tento encontrar o brilho perdido,
tento encontrar alguma razão,
quero sumir pra algum lugar.

 

Não deixei de te sentir.
Todos os dias tento não chorar,
tento beber mais que ontem,
tento encontrar uma saída,
mas não tem como voltar.

 

Queria voltar a sorrir.
Queria de verdade voltar a amar,
encontrar-me nas palavras que escrevo,
encontrar minha alma perdida
e novamente ter a chance de sonhar.

 

Gostava de quem eu era,
gostava de quem eu fui,
disseram que o ontem não volta,
queria que estivessem errados,
gostava tanto de mim

mas somente quando estava ao seu lado.

Por: Adilson Costa

Escola dos anjos

julho 16, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas


Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos. Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estágio. Durante um certo período, eles saiam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre um relatório das boas ações praticadas.

Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustrados por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer. Parece que naquele dia, o mal estava de folga. Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Neste momento, um deles, dando um grito de alegria, disse para o outro:

- Tive uma idéia. Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam?

O outro respondeu:

- Você ficou maluco? O anjo mestre não vai gostar nada disto!

Mas o primeiro retrucou:
- Que nada, acho que ele até vai gostar! Vamos fazer isto e depois contaremos para ele.
E assim o fizeram.

Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los.

Poucos passos adiante eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes.

Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada disse:

- Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha plantação! Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento.

Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos.

Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado e acelerou o passo.
Aconteceu que logo adiante ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro.

Mais uma vez, esfregando a testa ele disse: você fugiu de novo meu porquinho!
Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você.

Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento.
Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: estou muito cansado!

Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça.

Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse: de novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher. Naquele exato momento aconteceu o milagre.

Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos. Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente.

Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho.

Minutos depois ele ouviu alguém pedir socorro: Compadre! Me ajude! Eu estou perdido!
Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo.

Tinha na mente imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho. Quando ele chegou na porta, encontrou o amigo em prantos.

Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem. Então perguntando o que havia se passado ele ouviu a seguinte estória:

- Compadre, nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa, acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando e direção à minha lavoura.
Este fato me deixou revoltado e eu gritei: Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome! Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos! Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo.

Andei um pouco mais e cai depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro.

Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez: Você fugiu de novo? Por que não morre logo e pára de me dar trabalho? Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente.

Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta.

Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente:
- Esta casa... Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?...
Para surpresa minha, compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu nada pude fazer!

Mas, compadre... O que aconteceu com a sua casa? De onde veio esta mansão?
Depois de tudo observarem, os dois anjos foram, muito assustados, contar para o anjo mestre o que havia se passado.

Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria.
Mas tiveram uma grande surpresa.

O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os dois pela idéia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida.

Só que ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Será que os 15 minutos próximos serão os seus?

Muito cuidado com tudo o que você diz, como age e aquilo que pensa!
Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim

Autor Desconhecido

O viajante – Parábola

julho 16, 2011 por  
Arquivado em Parábolas

viajante
Um homem, tendo que fazer uma longa viagem, se preparou como melhor lhe convinha.

Teria um longo caminho pela frente, e neste tempo, enfrentaria muito sol, muita chuva, muito frio, enfim, inúmeros obstáculos. Achava que nada poderia detê-lo.

Para a sua caminhada, tomou calçados, roupas, chapéu, enfim, tudo o que achava necessário. E tudo era novo.

Pensou em seu destino e em tudo de valor que achava possuir.

Abriu sua mochila, e nela colocou tudo, calçado, roupa, chapéu, achando que se não os usasse no seu dia a dia, ao final, teria tudo ao seu dispor, quando quisesse. E novo.

Colocou tudo às costas, e partiu.
Ao longo de sua vida, após varias trilhas, viu-se cansado e não pode mais continuar. Estava exausto.

O peso as suas costas, com o seu tesouro, já lhe era insuportável.

Seus pés, rachados e sangrando, seu corpo surrado, machucado e frágil, sua cabeça ferida e seu pensamento, sem direção.
Olhou para os seus pés e para seu calçado. O sapato continuava novo, e seus pés, acabados.
Tomou a sua roupa nova e tocou o seu corpo velho e dolorido.
Levantou o seu chapéu, novo, e tentou colocá-lo em sua cabeça inchada.

Faltava muito para chegar, e tudo que possuía, novo, tal como preservou, de nada lhe servia agora.
Pensou em abandonar tudo.

Em silêncio, e pela primeira vez, concluiu que se tivesse utilizado o seu calçado, ele estaria velho, mas seus pés, doloridos, apenas. Se tivesse se vestido, sua roupa estaria rota, mas, seu corpo não estaria machucado, cansado e sujo. Se tivesse usado o seu chapéu, ele estaria com sua abas caídas, mas sua cabeça não estaria por estourar de dor.

Refletiu, e reconheceu que ali estavam os seus verdadeiros amigos. Para servi-lo, a todo instante, porém tentando somente preservá-los, não permitiu que eles participassem de sua vida.

Lembre-se.

Os seus amigos não querem estar somente em uma mochila, como o calçado, a roupa, o chapéu, como um fardo.

Querem é estar contigo, em toda a sua jornada, mesmo que cheguem desgastados, sujos, cansados, porém, certos de que, de algum modo, aliviaram a sua dor, seu sacrifício e participaram de sua alegria, e chegaram ao fim.
Todos...
Juntos....

Autor: Alfredo. (Bebedouro/SP)

Como fazer durar um AMOR?

julho 16, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas

te_amo
Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse:
"Como se faz para manter um amor?"

A mãe olhou para a filha e respondeu:
"Pega num pouco de areia e fecha a mão com força..."

A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.

"Mamãe, mas assim a areia cai!!!"

"Eu sei, agora abre completamente a mão..."

A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.

"Assim também não consigo mantê-la na minha mão!"

A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
"Agora pega outra vez num pouco de areia e mantem-na na mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade"

A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
"É assim que se faz durar um amor..."

Fuga

julho 11, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Dê-me teu melhor,
prometo que me entrego a ti,
curve-se ao nosso desejo,
entregue-se,
aprenda a acreditar em si,
esqueça os ponteiros do tempo,
deixe nossos desejos entornarem,
façamos um pacto,
um acordo qualquer,
um aperto de mãos,
um beijo ou algo mais,
façamos uma loucura,
dessas inesquecíveis,
dessas que levaremos ao túmulo,
afinal somos donos de nós,
e se não formos,
então seremos escravos das circunstâncias,
e isso é muito ruim,
prefiro errar por ser livre
que acertar dentro de
uma prisão que eu mesmo construí.

Por: Adilson Costa 

Próxima Página »

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes
Não deixe de ler também ..
” Não peço a Deus uma estrada sem obstáculos, peço coragem para escalar alturas, força para superar as intempéries da viagem, ânimo nos momentos de exaustão e cerveja gelada quando me der sede” Adilson Costa