Amor mais Louco
outubro 29, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias
Você dilacerou minha vida,
e mesmo assim te Amo.
Você entornou a raiva dos outros em mim,
e mesmo assim te Amo.
Você me enlouqueceu com seus ciúmes,
e mesmo assim te Amo.
Você se apossou de minha alma,
e mesmo assim te Amo.
Você me viciou em teu perfume,
hoje sou um dependente dele.
Você se foi na poeira de minha falta,
e sem ti sou um mensageiro sem mensagem.
Sou um poeta sem rimas na vida,
onde o choro me acompanha.
Tenho saudades das tempestades,
tenho saudade de sua insanidade.
Você é muito 'complicada',
e o pior é que te AMO mesmo,
só não sei ainda o que é o AMOR.
Por Adilson Costa
Ouça esse Poema:
Viver e Morrer em Maringá
outubro 12, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias
Vim do barro para cá,
em um apelo sublime do destino
deparei-me com você Maringá
e deixei de ser menino.
Contigo as palavras revelam poesia
as rimas se encaixam com exatidão,
um tempo aqui é uma antalgesia,
e por ti sinto gratidão.
Viajei para outros recantos,
fui obrigado te confesso,
afastei-me de ti fui aos prantos,
foi inevitável meu regresso.
Aqui o pulso entoa no ponto,
o teu cheiro revigora,
tu conheces nosso acuponto,
nossa amada genitora.
Não saireis mais da tua sombra
espalharei mais o teu nome
irei ainda mais te sementar,
o mundo deve saber,
onde fica o paraíso,
recheado de sorrisos,
de um povo de muitas cores,
onde a cabocla do Ingá,
deu o nome para ti,
e assim se perpetuar.
Escreverei mais versos,
Por amor a ti te confesso,
que quero em ti falecer,
não quero nenhum pranto,
sua terra será meu manto
obrigado por nessa terra viver.
Por: Adilson Costa
Não julgue para não ser julgado
outubro 10, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas

Certa vez, em uma cidade do interior de Minas, um padeiro foi ao delegado e deu queixas do vendedor de queijos que segundo ele estava roubando, pois vendia 800 gramas de queijo e dizia estar vendendo 1 kilo.
O delegado pegou o queijo de 1 kilo e constatou que só pesava 800 gramas e mandou então prender o vendedor de queijos sob a acusação de estar fraudando a balança.
O vendedor de queijos ao ser notificado da acusação, confessou ao delegado que não tinha peso em casa e por isso, todos os dias comprava dois pães de meio kilo cada, colocava os pães em um prato da balança e o queijo em outro e quando o fiel da balança se equilibrava ele então sabia que tinha um kilo de queijo.
o delegado para tirar a prova mandou comprar dois pães na padaria do acusador e pode constatar que dois pães de meio kilo se equivaliam a um kilo de queijo. concluiu o delegado que quem estava fraudando a balança era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos.
Nós somos um pouco assim e muitas vezes acusamos os outros de nossos próprios vícios
Autor Desconhecido
A flauta mágica
outubro 10, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas

Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros.
E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:
- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdinho...
Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.
Cuidado com o leão surdo.
Autor desconhecido
Minha Mãe
outubro 10, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Como é bom recordar.
Como é triste não te ver.
Como é bom saber que existiu.
Uma mulher assim.
Suas palavras a entoar.
Conselhos de como viver.
E na tempestade não desistiu.
Dando um rumo para mim.
Minha Mãe tu foste para não voltar.
Se eu pudesse fazer seu coração bater.
Daria o meu a ti sem pensar.
Mulher firme, corajosa e decidida.
Viveu para criar seus filhos
Penso que foi o prazer da sua vida
Choro ao lembrar de ti Minha Mãe.
Sorrio ao lembrar de ti Mamãe.
Como aprendi contigo.
Fui mais que filho.
Fui seu amigo.
Hoje anos se foram desde sua partida.
Sinto viva sua presença.
Sinto nítida sua voz.
Tu és um espelho em minha vida.
Pois tu sorrias mesmo na dor.
Fazia isso para que o filho não a visse chorar.
Isso é a maior prova de Amor.
Obrigado Minha Mãe por tu ter existido.
Obrigado a DEUS por permitir algo assim
Posso hoje não ser um exemplo de Ser Humano.
Cometo muitos enganos.
Tenho até pensamentos insanos.
Mas minha Mãe Tereza não teve um fim.
Ela está em minha alma dia a dia.
Está em meu coração a cada momento.
Algo que não se apaga com o tempo.
Isso é algo que DEUS deu para mim.
Ouça essa Poesia:
Por:
Adilson Costa em homenagem à Tereza Bernardo da Costa
A trilha do bezerro
outubro 9, 2011 por Adilson Costa
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Certo dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma trilha tortuosa . . . cheia de curvas . . .subindo e descendo colinas.
No dia seguinte, um cão que passava por ali usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.
Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho:
entravam e saíam, viravam a direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando até com um pouco de razão . . . mas não faziam nada para mudar a trilha .
Depois de tanto uso, esta acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.
Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade .
Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro centenas de anos antes . . . Os homens têm a tendência de seguir como cegos pelas trilhas de bezerros de suas mentes, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram. Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único . . . sem se atrever a mudá-lo.
A propósito, qual é o seu caminho ? ? ?
O menino do palácio do dragão
outubro 2, 2011 por Adilson Costa
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Era uma vez, num país distante, um pobre vendedor de flores. Todos os dias ele colhia as flores, descia até o vale e atravessava um rio para chegar à cidade, onde vendia sua colheita. No fim da tarde, ao voltar para casa, atravessava novamente o rio e atirava na corrente os botões não vendidos.
Um dia, devido as fortes chuvas, o rio havia subido de tal forma e tão violenta era a torrente que era impossível cruzá-lo. O vendedor ficou parado, sem saber o que fazer, quando avistou uma tartaruga que veio em sua direção e se ofereceu para transportá-lo. Tão logo ele subiu no casco da tartaruga ela nadou velozmente, submergindo nas profundezas do rio.
Em poucos momentos chegaram a um estranho palácio. Era o palácio do dragão, a morada do senhor da água. Lá, uma linda princesa os aguardava. Ela saudou calidamente o vendedor e agradeceu-lhe pelas flores tão bonitas que as águas do rio todos os dias lhe traziam. Ela o recebeu com um suntuoso banquete, ao som de delicadas melodias e com graciosas danças de peixes. Encantado, o vendedor permaneceu ali por um longo tempo.
Finalmente o deleitado hóspede decidiu que deveria voltar para casa. Quando se despediu da princesa, esta mandou vir à sua presença um menininho maltrapilho.
Por favor – disse ao florista, - cuide deste menino, e ele fará com que seus desejos se tornem realidade.
Quando voltou para casa, acompanhado do menino, o vendedor de flores se deu conta da pobreza de sua cabana. Recordando-se das palavras da princesa, pediu ao menino um novo lar. O menino, então, bateu palmas três vezes e transformou a cabana em um maravilhoso palácio, esplendidamente mobiliado.
O tempo passou, e o vendedor esqueceu-se de sua origem humilde, exigindo mais e mais luxos; em breve, transbordava de riquezas. Em um ambiente tão rico, o homem começou a achar que o menino maltrapilho estava fora de seu lugar. Pediu-lhe então que trocasse as suas roupas por outras mais bonitas. Porém, dizendo que era feliz daquele jeito, o menino se negou a fazê-lo e continuou usando os seus andrajos.
Finalmente, o vendedor, convencido de que possuía tudo aquilo que poderia desejar, sugeriu ao menino que regressasse para o palácio do dragão. Este se recusou a voltar. Porém, ao ver o vendedor tão contrariado, concordou e deixou-se levar até o rio.
Suspirando com alívio, por ter conseguido livrar-se do menino, o homem voltou ao seu palácio. Mas, para seu total assombro, o palácio havia desaparecido por completo. Ele estava novamente em sua humilde cabana, vestido com as mesmas roupas que usava quando era um pobre vendedor de flores, muito tempo atrás. Nervoso, e percebendo o seu erro, correu em direção ao rio chamando o menino.
Mas o menino também havia desaparecido
Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish
Guiado pelo Coração
outubro 1, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias
Já usei a razão,
nas entrelinhas do engano,
já usei a lógica e
entrei pelo cano,
já usei técnicas infalíveis
que com o tempo desanimei,
já corri contra o tempo
e sem chegar ao final me cansei,
já escrevi poesias com regras,
mas não foram bem aceitas pelos leitores,
já achei que amei,
mas eram sentimentos de ilusão,
onde somente eu achei.
Já vivi outras vidas,
onde abandonei a minha ao léu,
já dormi de olhos abertos
com preocupação e pedindo aos céus,
já estraguei minha vida um vez,
agora tenho a certeza que
não usarei a razão,
agora mudarei meu foco,
serão mudanças em loco,
e um novo sonho implantarei,
darei chance a mim mesmo,
serei mais ousado e atrevido,
deixarei a felicidade me levar,
e seguirei outro caminho,
irei buscá-la a qualquer custo,
não viverei mais no susto,
Não acredito mais na razão,
pois por ela fui enganado,
escutarei mais meu coração,
e me deixarei por ele ser guiado.
Por: Adilson Costa
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