Companheira Ilusão
novembro 14, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Entrei na sala escura da saudade,
a ilusão veio me acompanhar
disse estar arrependida,
disse ainda que crê nessa vida
e que iria me abandonar.
Cretina ilusão,
tanto tempo te carreguei comigo,
por fim me abandonas do nada
não se vá, fique!
Preciso de ti nas noites solitárias,
por pior que você seja,
mesmo por anos tendo me enganado,
não suportarei
sem você ao meu lado.
Então fique aqui te suplico,
me engane mais,
ajude a fantasiar meus dias,
seja companheira do meu choro,
sem você sobrará a solidão,
ela é má,
fique e me iluda um pouco mais,
com você virá a paixão,
eu não sabia como era importante nessa vida,
termos conosco a ilusão.
Por: Adilson Costa
Bons Tempos
novembro 14, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Esquecido está nosso tempo de criança,
saudades da modas de viola nas noites de São João,
da fogueira e do pau de sebo,
cai no poço e passar anel,
brincadeiras sadias sem malicia,
saudade do primeiro beijo
que sem dormir eu fiquei.
Meu cachorro leão que de leão nada tinha,
mas era companheiro nas pescarias do riacho,
saudades dos amigos de escola,
dos bons papos do recreio,
das paqueras e dos olhares,
dos recadinhos no papel.
Saudades de minha pipa de caderno,
colada com farinha de trigo e água,
onde eu apanhava escondido a linha de
minha finada mãe.
Saudades dos bons tempos,
hoje as crianças não brincam como antigamente,
não interagem entre si,
quando se encontram é para lutar,
as paqueras de escola viraram sexo,
os beijos nada trazem novidades,
as festas do Santo João se foram,
a viola está desaparecendo.
Hoje tenho outro cão,
mas em nada parece com o leão de infância,
é um bom cachorro acima de tudo
isso não posso negar.
Sinto-me triste ao ver as pipas de hoje,
cortam o céu como naves,
são armas de guerra,
são navalhas cortantes,
são frutos de uma infância perdida,
onde a disputa,
onde a conquista ganhou da camaradagem.
Bons momentos aqueles,
momentos que eternizo em palavras,
sabendo que momentos assim
fizeram parte da nossa história,
mas o pior é saber que momentos assim
somente vivem em nossa memória.
Por: Adilson Costa
O Ar que respiro
novembro 7, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Vivo a respirar,
esse ar contaminado
da evolução humana
que polui a mente
e meu pulmão.
Preciso respirar
não quero sufocar
com essa ganância mundana
que a gente sente
comendo o que nos dão.
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Mereço o ar da floresta,
que entre por uma fresta
antes da morte me levar,
sou um simples mágico,
sem uma cartola,
ou uma vara de condão.
Busco o ar da seresta,
em uma noite de festa
quero esse ar respirar,
mesmo que seja trágico,
não pegarei essa esmola
deixem parar meu coração.
Por: Adilson Costa
Ouça essa Poesia:
Fazer sexo ou fazer Amor?
novembro 7, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
No distante sonho do desejo
Fomos apanhados pela vergonha
Como cães na caça com seu farejo
Cuja meta é expelir a langonha
Flores e um som com romantismo
Foram castrados e prostrados por terra
É triste divisar um agigantado abismo
E que o “Fazer Amor” quase se encerra.
Com a carne úmida de tesão
Os animais à caça ficam a planear
Onde a postura é algo vão
E a única meta é ejacular
A arte de conquistar está em decadência
Poucos admitem e dizem ser ilusório
Compram livros para ter experiência
Isso pouco existe meritório
Uma hora, custa tanto....!!
O que dizer dessa falência?
Compra do amor seu encanto
Salgando sua doce essência
Sou antigo ou antiquado
“Do tipo que ainda manda flores”
Sou um Homem apaixonado
Como os antigos Sonhadores
“Qual a forma de justificar o amor?
que estou a Fazer Amor ao invés de sexo?
” Isso é inexplicável meu leitor
Pois o Amor é complexo
A arte de Fazer Amor não se explica
A de Fazer Sexo é comprada
O Amor muitas vezes te suplica
Não deixe a magia estancada!!
Como se o fazer Amor fosse réprobo
E ser esquecido fosse seu fadário
Digo dessa arte e seu probo
Jamais serei um falsário
Façamos Amor em demasia
Trema, gema até expelir o prazer.
Realize no Fazer Amor sua fantasia
Terá mais sorriso em seu viver
O amor proibido deixa-me pasmo
O corpo treme sem parar
Dois são um no orgasmo
Delicioso, ocultamente amar
o Amor sem preconceitos
Avistamos paraísos esquecidos
O frio na barriga e seus trejeitos
É o legitimo prazer dos escolhidos
Com essas palavras descritas acima
Realmente a pretensão era explicitar
Como o Fazer Amor nos anima
Nos transportando ao sonhar
Nesse desfecho venho a licitar
Ame outro mesmo sem nexo
(Ache) outrem para gozar
Goze por Amor e não só por sexo.
Adilson Costa 14/05/2006 11:37
Razão
novembro 4, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Já não quero rimas,
vindas de baixo ou de cima,
quero somente palavras,
que fiquem cravadas
no coração.
Só não quero viver,
esperando a hora de morrer,
sem palavras espalhadas,
ou que estejam descompassadas
dando ar de ilusão.
Esperei dias melhores,
vieram os piores,
esperei palavras benditas,
foram proferidas malditas
e me tiraram a munição.
Hoje nada espero,
busco e pego o que quero
não sofro ou lamento,
sei que tenho merecimento
só não sei se tenho razão.
Ouça essa Poesia:
Por: Adilson Costa
Verdade ou Mentira?
novembro 1, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

É verdade?
Claro que é mentira!
A verdade nos inspira a mentir
A mentira nos impõe o sorrir
É mentira?
Claro que é verdade!
O sentido não faz sentido.
Nascer sem ter morrido.
É verdade?
Claro que é mentira!
Acordar sem ter dormido.
E falar sem ser ouvido.
É mentira?
Claro que é verdade!
Andar desprotegido Sem ter receio do bandido.
É verdade?
Claro que é mentira! Correr livre do pecado.
Fazer o certo sendo errado.
É mentira?
Claro que é verdade!
Você é capaz de tudo.
Mas, creia eu te iludo.
Se é verdade ou mentira
Pouco nos importa
A verdade é falsa
Quando a mentira é verdadeira
A mentira é verdade
Quando a verdade é besteira
Por: Adilson Costa
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