Alcova

Dei ordem,
Venha!
é agora
- vem conhecer.
Arrepio,
medo,
tremura
loucura,
- Querer.

Toc toc,
a porta,
é hora
- de abrir.
Perfume,
veneno.
Seu corpo
tua alma
- possuir.

Entra,
emudecida,
lentamente
- a me ver.
Olhos
nos olhos,
aos poucos,
dois loucos
- de prazer.

Roupas?
Arrancadas,
atiradas
- pelo chão.
Sobraram
murmúrios,
lascivos.
ativos
- de tesão.

O tempo
parou,
esperando
nossa vontade.
E nós
entregues,
completos,
sedentos
cumplicidade.

Em êxtase,
suados,
de veneno
- contaminados.
Repetimos,
com fome,
sem pressa,
sem promessa
- calados.

Silêncio,
momento,
completo,
- realizados.
Inesquecível,
nossa pele,
nosso cheiro
por inteiro
- saciados.

Por: Adilson Costa



.

Comentários

4 Comments on "Alcova"

  1. Andressa Sicles en ter, 26th out 2010 17:50 

    quen dera q eu pudesse viver isso um dia, amo tuas poesias mas essa até vou imprimir

  2. Giorgia en sáb, 30th out 2010 10:21 

    “Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
    Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”

    Clarice Lispector

  3. FLOR en dom, 18th set 2011 7:28 

    Pois vivo esse amor proibido.E hoje fazem tres anos e estou enviamando ao meu amante essa poesia , é exatamente o que vivemos na cama.
    è bom demais!

  4. Elaine en seg, 2nd jan 2012 18:53 

    PERFEITA! ADOREI,.SEM COMENTÁRIOS.

Por favor deixe seu comentário, terei o maior prazer em respondê-lo(a) Obrigado





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