Alcova
dezembro 19, 2011 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Dei ordem,
Venha!
é agora
- vem conhecer.
Arrepio,
medo,
tremura
loucura,
- Querer.
Toc toc,
a porta,
é hora
- de abrir.
Perfume,
veneno.
Seu corpo
tua alma
- possuir.
Entra,
emudecida,
lentamente
- a me ver.
Olhos
nos olhos,
aos poucos,
dois loucos
- de prazer.
Roupas?
Arrancadas,
atiradas
- pelo chão.
Sobraram
murmúrios,
lascivos.
ativos
- de tesão.
O tempo
parou,
esperando
nossa vontade.
E nós
entregues,
completos,
sedentos
cumplicidade.
Em êxtase,
suados,
de veneno
- contaminados.
Repetimos,
com fome,
sem pressa,
sem promessa
- calados.
Silêncio,
momento,
completo,
- realizados.
Inesquecível,
nossa pele,
nosso cheiro
por inteiro
- saciados.
Por: Adilson Costa
News Feed
Andressa Sicles en ter, 26th out 2010 17:50
quen dera q eu pudesse viver isso um dia, amo tuas poesias mas essa até vou imprimir
Giorgia en sáb, 30th out 2010 10:21
“Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos.
Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.”
Clarice Lispector
FLOR en dom, 18th set 2011 7:28
Pois vivo esse amor proibido.E hoje fazem tres anos e estou enviamando ao meu amante essa poesia , é exatamente o que vivemos na cama.
è bom demais!
Elaine en seg, 2nd jan 2012 18:53
PERFEITA! ADOREI,.SEM COMENTÁRIOS.