A viagem

janeiro 28, 2012 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Saí do nada em meio ao nada
e cá estou.
sou livre neste prisão onde vivo,
me destaco entre os loucos deste mundo,
somente porque ainda não fui onde quero.

Minha luta não será em vão,
minha batalha rumo ao céu não será fácil.
Se Deus por lá viver,
quero com ele conversar.

Um bate papo de amigo,
uma conversa sincera,
se ele beber tomaremos uma cerveja,
falaremos da vida, das lutas e decepções,
falaremos dos anjos, dos demônios
e dos falsos profetas.

Não quero ficar por lá,
acredito que o céu seja muito bom,
mas preciso voltar à terra,
aqui tem muita gente que precisa de mim,
e eu confesso adoro esse inferno.

Matar a Saudade

janeiro 28, 2012 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


Quero matar a saudade com um tiro,
eu iria jogá-la longe de mim,
olhar nos olhos dela em seu último suspiro,
e dizê-la "esse é seu fim".

Distante desejo esse meu,
pois são tantas saudades a me consumir,
saudade dos beijos seus,
saudade de pessoas que decidiram partir.
E com suas partidas levaram um pedaço de mim,
os pedaços que fiquem por lá onde estiverem,
queria ter a chance de cuidar melhor do jardim,
de cuidar das flores que ganhei,
que com meu desprezo as joguei,
hoje vejo que eram as flores que sempre sonhei,
saudade "cretina" porque simplesmente não morre?
Porque não se joga no precipício que fizestes em mim?
Será que sentes prazer em meu sofrimento?
Sim sente, tenho plena convicção,
então tu serás minha eterna inimiga,
e direi aos ventos,
que farei o possível para te matar,
não que eu não suporte a dor,
mas você sorri de mim,
sorri enquanto choro,
não deixarei você fugir,
será minha prisioneira enquanto eu respirar,
e quem sabe quando eu partir,
levarei você comigo e assim conseguirei te matar.

Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado

http://www.adilsoncosta.com/wp-content/uploads/2010/05/saudades.jpg

Como se escreve

janeiro 22, 2012 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas


Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do jardim de infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora e disse:

- Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula.

Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho.

Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela e disse.
- Mamãe, como a gente escreve...?

- Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta, foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso.

Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai e disse .

- Papai, como a gente escreve...?

- Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.

Os anos passaram...

Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e ela disse.

- Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou para o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo.

Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou.

- Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: amor, querida, amor se escreve com as letras T...E...M...P...O (TEMPO).

Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive.

Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição.
Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie.

Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha.

Autor Desconhecido

Confiando na alegria

janeiro 21, 2012 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas

alegria
No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Mas quando o vendedor soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, cheio de pena, deu-lhe o óleo. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido:

“ nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação”.

Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado, mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando um discípulo chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: “Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia” e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse:

— Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama.

- Por que não? - Perguntou o discípulo de Buda.

- Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício.

Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecido como Luz da Lâmpada

Histórias Budistas

Passando por lá

Sempre passo por lá,
lá naquele canto esquecido,
onde havia antes uma porteira,
onde se podia subir e brincar,
hoje nada existe,
somente um palanque persiste,
mas um dia ainda irão lhe queimar.
Sempre passo por lá,
lá naquele rio que pescávamos,
onde às vezes nos banhávamos
nos finais de tarde,
hoje pouco existe,
somente o lixo persiste
na barranca a encostar.Sempre passo por lá,
lá naquele banco da praça,
onde nos encontrávamos para conversar,
até altas horas sem se preocupar,
hoje o banco não existe,
somente uma placa com nome de praça,
é perigoso até de dia passar.
Sempre passo por lá,
lá nas lembranças de criança,
onde havia esperança de um mundo melhor,
onde existia a magia,
tenho medo que as lembranças sumam,
e que coisas ruins tomem seu lugar,
mas enquanto elas ainda existem em mim
continuarei passando por lá.
Por: Adilson Costa

Alcova

dezembro 19, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Dei ordem,
Venha!
é agora
- vem conhecer.
Arrepio,
medo,
tremura
loucura,
- Querer.

Toc toc,
a porta,
é hora
- de abrir.
Perfume,
veneno.
Seu corpo
tua alma
- possuir.

Entra,
emudecida,
lentamente
- a me ver.
Olhos
nos olhos,
aos poucos,
dois loucos
- de prazer.

Roupas?
Arrancadas,
atiradas
- pelo chão.
Sobraram
murmúrios,
lascivos.
ativos
- de tesão.

O tempo
parou,
esperando
nossa vontade.
E nós
entregues,
completos,
sedentos
cumplicidade.

Em êxtase,
suados,
de veneno
- contaminados.
Repetimos,
com fome,
sem pressa,
sem promessa
- calados.

Silêncio,
momento,
completo,
- realizados.
Inesquecível,
nossa pele,
nosso cheiro
por inteiro
- saciados.

Por: Adilson Costa

Paixão é isso

dezembro 19, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Para quem sente a Paixão,
aos sonhadores a dor,
aos perdedores a revolta,
aos céticos o riso,
aos amantes a desilusão.

A Paixão é curta,
ela se desenvolve no desejo,
ela se destaca nos cheiros,
da excitação,
da loucura,
do ciúme,
ela nos envolve por inteiros.

A Paixão é uma loucura,
ela é uma doença benigna,
ela nos adoece,
nos entristece,
e nos faz de tolos,
mas como é bom ser louco.

A Paixão é isso,
uma bomba prestes a explodir,
um gosto de quero mais,
um choro da partida,
um rio de vontades,
a Paixão é fogo,
Paixão é vida.

A paixão é a melhor maneira
de sabermos que ainda estamos vivos.
Apaixone-se.

Por: Adilson Costa

Conta corrente

dezembro 19, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Parábolas


Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã acorde com um saldo de R$ 86.400,00.
Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz???
Você iria gastar cada centavo é claro!
Todos nós somos clientes deste banco que estamos falando.
Chama-se "TEMPO". Todas as manhãs, é creditado para cada um 86.400 segundos. Todas as noites o saldo é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam. Não há volta.
Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário. Invista, então no que for melhor, na sua saúde, felicidade, sucesso!

O relógio esta correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

- Para você perceber o valor de "um ano", pergunte a um estudante que repetiu de ano.
- Para você perceber o valor de "um mês", pergunte para uma mãe que teve seu bebê prematuramente.
- Para você perceber o valor de "uma semana", pergunte a um editor de um jornal semanal.
- Para você perceber o valor de "uma hora", pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.
- Para você perceber o valor de "um minuto", pergunte a uma pessoa que perdeu um trem.
- Para você perceber o valor de "um segundo", pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
- Para você perceber o valor de "um milésimo de segundo", pergunte a alguém que venceu a medalha de prata em uma olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial, especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você.

Lembre-se, o tempo não espera por ninguém!
Ontem é história. O amanhã é um mistério. Hoje é uma dádiva.
Por isso é chamado de PRESENTE

Autor Desconhecido

Não Espere

dezembro 18, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

esperar
Não espere o Sol aparecer
para ficar feliz,
sorria mesmo nas trovoadas,
você irá atrair alegria para qualquer momento.

Não espere te fazerem sofrer,
assuma, faça, diga eu fiz,
e verá que é forte mesmo na enxurrada,
e não mais terá lamento.

Não espere a vida te trazer flores,
pois as flores tem espinhos,
e vão com certeza te machucar,
prepare-se para plantar seu jardim.

Não espere chegar ao máximo das dores,
pois te faltará caminhos,
não conseguirá caminhar,
e chegará antes ao fim.

Não espere nada a mais que você mereça,
e o que você merece?
Você já sabe,
seu coração não te engana
então busque o que é seu,
viva já, viva neste momento.
Você merece mais,
você pode mais,
você irá superar todos os dias suas metas,
você será capaz de ir onde jamais havia ido,
mas segure minha mão,
pois juntos podemos mais,
juntos somos mais,
somos juntos perfeitos,
então não espere vir até você,
agarre, cole, grude, pegue com
todas suas forças, pois serei sempre seu,
e não sairei do seu lado.

Por: Adilson Costa

A Galinha

a_galinha
Numa granja uma galinha se destacava entre todas as outras por sua coragem, espírito de aventura e ousadia. Não tinha limites e andava por onde queria.
O dono porém, não apreciava estas qualidades e estava aborrecido com ela. Suas atitudes estavam contagiando as outras, que achavam bonito este modo de ser e já o estavam copiando.

Um dia o dono fincou um bambu no meio do campo, arrumou um bastante de aproximadamente 2 metros e amarrou a galinha a ele. Desse modo, de repente, o mundo tão amplo que a ave tinha foi reduzido a exatamente onde o barbante lhe permitia chegar. Ali, ciscando, comendo, dormindo, estabeleceu sua vida. Dia após dia acontecia o mesmo. De tanto andar nesse círculo, a grama que era verde foi desaparecendo e ficou somente terra. Era interessante ver delineado um círculo perfeito em volta dela. Do lado de fora, onde a galinha não podia chegar, a grama verde, do lado de dentro só terra.
Depois de um tempo o dono se compadeceu da ave, pois ela que era tão inquieta e audaciosa, havia se tornado uma pacata figura. Então cortou o barbante que a prendia pelo pé e a deixou solta.

Agora estava livre, o horizonte seria limite, poderia ir onde quisesse. Mas, estranhamente, a galinha mesmo solta, não ultrapassava o limite que ela própria havia feito. Só ciscava e andava dentro do círculo, seu limite imaginário. Olhava para o lado de fora mas não tinha coragem suficiente para se “aventurar” a ir até ela. Preferiu ficar do lado conhecido. Com o passar do tempo, envelheceu e ali morreu.

Quem sabe esta história traga a memória a vida de alguém conhecido. Nasce livre, tendo somente seus desejos como limite, mas as pressões do dia-a-dia fazem com que aos poucos seus pés fiquem presos a um chão que se torna habitual pela rotina. Olha para além do limite, que ele mesmo cria, com grande desejo e alimentando fantasias a respeito do que lá possa haver. Mas não tem a coragem para sair e enfrentar o que é desconhecido. Diz: “Sempre se fez assim, para que mudar? Ou meu avô, meu pai sempre fizeram assim, como eu iria mudar agora?

Há pessoas que enfrentam crises violentas em suas vidas, sem a coragem de ir à frente e tentar algo novo que seja capaz de tirá-las daquela situação. Admiram que têm a ousadia de recomeçar, porém, eles próprios, queixando-se e lamentando-se, buscam algum culpado e vão ficando no lugar, dentro do limite o qual só existe na sua imaginação.
A características do mercado sempre foi, coroar com o reconhecimento aqueles que inovam, criam ou provocam situações que chamem a atenção. O segredo do sucesso está na criatividade. Criar significa pôr em prática alguma coisa que não existe. Arriscar significa correr risco de perdas. Isto é de fato, mas como se poderá saber o final da história se não se caminha até o fim

Autor desconhecido

Próxima Página »

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes
Não deixe de ler também ..
” Não peço a Deus uma estrada sem obstáculos, peço coragem para escalar alturas, força para superar as intempéries da viagem, ânimo nos momentos de exaustão e cerveja gelada quando me der sede” Adilson Costa