Bons Tempos


Esquecido está nosso tempo de criança,
saudades da modas de viola nas noites de São João,
da fogueira e do pau de sebo,
cai no poço e passar anel,
brincadeiras sadias sem malicia,
saudade do primeiro beijo
que sem dormir eu fiquei.

Meu cachorro leão que de leão nada tinha,
mas era companheiro nas pescarias do riacho,
saudades dos amigos de escola,
dos bons papos do recreio,
das paqueras e dos olhares,
dos recadinhos no papel.

Saudades de minha pipa de caderno,
colada com farinha de trigo e água,
onde eu apanhava escondido a linha de
minha finada mãe.

Saudades dos bons tempos,
hoje as crianças não brincam como antigamente,
não interagem entre si,
quando se encontram é para lutar,
as paqueras de escola viraram sexo,
os beijos nada trazem novidades,
as festas do Santo João se foram,
a viola está desaparecendo.

Hoje tenho outro cão,
mas em nada parece com o leão de infância,
é um bom cachorro acima de tudo
isso não posso negar.

Sinto-me triste ao ver as pipas de hoje,
cortam o céu como naves,
são armas de guerra,
são navalhas cortantes,
são frutos de uma infância perdida,
onde a disputa,
onde a conquista ganhou da camaradagem.

Bons momentos aqueles,
momentos que eternizo em palavras,
sabendo que momentos assim
fizeram parte da nossa história,
mas o pior é saber que momentos assim
somente vivem em nossa memória.

Por: Adilson Costa

O Ar que respiro

novembro 7, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

ar
Vivo a respirar,
esse ar contaminado
da evolução humana
que polui a mente
e meu pulmão.

Preciso respirar
não quero sufocar
com essa ganância mundana
que a gente sente
comendo o que nos dão.

--------------------------

Mereço o ar da floresta,
que entre por uma fresta
antes da morte me levar,
sou um simples mágico,
sem uma cartola,
ou uma vara de condão.

Busco o ar da seresta,
em uma noite de festa
quero esse ar respirar,
mesmo que seja trágico,
não pegarei essa esmola
deixem parar meu coração.

Por: Adilson Costa

 

Ouça essa Poesia:

 

Fazer sexo ou fazer Amor?

novembro 7, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

fazer_amor

No distante sonho do desejo
Fomos apanhados pela vergonha
Como cães na caça com seu farejo
Cuja meta é expelir a langonha

Flores e um som com romantismo
Foram castrados e prostrados por terra
É triste divisar um agigantado abismo
E que o “Fazer Amor” quase se encerra.

Com a carne úmida de tesão
Os animais à caça ficam a planear
Onde a postura é algo vão
E a única meta é ejacular

A arte de conquistar está em decadência
Poucos admitem e dizem ser ilusório
Compram livros para ter experiência
Isso pouco existe meritório

Uma hora, custa tanto....!!
O que dizer dessa falência?
Compra do amor seu encanto
Salgando sua doce essência

Sou antigo ou antiquado
“Do tipo que ainda manda flores”
Sou um Homem apaixonado
Como os antigos Sonhadores

“Qual a forma de justificar o amor?
que estou a Fazer Amor ao invés de sexo?
” Isso é inexplicável meu leitor
Pois o Amor é complexo

A arte de Fazer Amor não se explica
A de Fazer Sexo é comprada
O Amor muitas vezes te suplica
Não deixe a magia estancada!!

Como se o fazer Amor fosse réprobo
E ser esquecido fosse seu fadário
Digo dessa arte e seu probo
Jamais serei um falsário

Façamos Amor em demasia
Trema, gema até expelir o prazer.
Realize no Fazer Amor sua fantasia
Terá mais sorriso em seu viver

O amor proibido deixa-me pasmo
O corpo treme sem parar
Dois são um no orgasmo
Delicioso, ocultamente amar

o Amor sem preconceitos
Avistamos paraísos esquecidos
O frio na barriga e seus trejeitos
É o legitimo prazer dos escolhidos

Com essas palavras descritas acima
Realmente a pretensão era explicitar
Como o Fazer Amor nos anima
Nos transportando ao sonhar

Nesse desfecho venho a licitar
Ame outro mesmo sem nexo
(Ache) outrem para gozar
Goze por Amor e não só por sexo.


Adilson Costa 14/05/2006 11:37

Razão

novembro 4, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

razao
Já não quero rimas,
vindas de baixo ou de cima,
quero somente palavras,
que fiquem cravadas
no coração.

Só não quero viver,
esperando a hora de morrer,
sem palavras espalhadas,
ou que estejam descompassadas
dando ar de ilusão.

Esperei dias melhores,
vieram os piores,
esperei palavras benditas,
foram proferidas malditas
e me tiraram a munição.

Hoje nada espero,
busco e pego o que quero
não sofro ou lamento,
sei que tenho merecimento
só não sei se tenho razão.

Ouça essa Poesia:  
		
		


Por: Adilson Costa

Verdade ou Mentira?

novembro 1, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

mentira
É verdade?
Claro que é mentira!
A verdade nos inspira a mentir
A mentira nos impõe o sorrir
É mentira?
Claro que é verdade!
O sentido não faz sentido.
Nascer sem ter morrido.
É verdade?
Claro que é mentira!
Acordar sem ter dormido.
E falar sem ser ouvido.
É mentira?
Claro que é verdade!
Andar desprotegido Sem ter receio do bandido.
É verdade?
Claro que é mentira! Correr livre do pecado.
Fazer o certo sendo errado.
É mentira?
Claro que é verdade!
Você é capaz de tudo.
Mas, creia eu te iludo.
Se é verdade ou mentira
Pouco nos importa
A verdade é falsa
Quando a mentira é verdadeira
A mentira é verdade
Quando a verdade é besteira

Por: Adilson Costa

Amor mais Louco

outubro 29, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

Você dilacerou minha vida,
e mesmo assim te Amo.
Você entornou a raiva dos outros em mim,
e mesmo assim te Amo.
Você me enlouqueceu com seus ciúmes,
e mesmo assim te Amo.
Você se apossou de minha alma,
e mesmo assim te Amo.
Você me viciou em teu perfume,
hoje sou um dependente dele.
Você se foi na poeira de minha falta,
e sem ti sou um mensageiro sem mensagem.
Sou um poeta sem rimas na vida,
onde o choro me acompanha.
Tenho saudades das tempestades,
tenho saudade de sua insanidade.
Você é muito 'complicada',
e o pior é que te AMO mesmo,
só não sei ainda o que é o AMOR.

Por Adilson Costa

Ouça esse Poema:
 

Viver e Morrer em Maringá

outubro 12, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

maringa

Vim do barro para cá,
em um apelo sublime do destino
deparei-me com você Maringá
e deixei de ser menino.

Contigo as palavras revelam poesia
as rimas se encaixam com exatidão,
um tempo aqui é uma antalgesia,
e por ti sinto gratidão.

Viajei para outros recantos,
fui obrigado te confesso,
afastei-me de ti fui aos prantos,
foi inevitável meu regresso.

Aqui o pulso entoa no ponto,
o teu cheiro revigora,
tu conheces nosso acuponto,
nossa amada genitora.

Não saireis mais da tua sombra
espalharei mais o teu nome
irei ainda mais te sementar,
o mundo deve saber,
onde fica o paraíso,
recheado de sorrisos,
de um povo de muitas cores,
onde a cabocla do Ingá,
deu o nome para ti,
e assim se perpetuar.

Escreverei mais versos,
Por amor a ti te confesso,
que quero em ti falecer,
não quero nenhum pranto,
sua terra será meu manto
obrigado por nessa terra viver.

Por: Adilson Costa

Minha Mãe

outubro 10, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo


mae


Como é bom recordar.
Como é triste não te ver.
Como é bom saber que existiu.
Uma mulher assim.
Suas palavras a entoar.
Conselhos de como viver.
E na tempestade não desistiu.
Dando um rumo para mim.

Minha Mãe tu foste para não voltar.
Se eu pudesse fazer seu coração bater.
Daria o meu a ti sem pensar.

Mulher firme, corajosa e decidida.
Viveu para criar seus filhos
Penso que foi o prazer da sua vida

Choro ao lembrar de ti Minha Mãe.
Sorrio ao lembrar de ti Mamãe.
Como aprendi contigo.
Fui mais que filho.
Fui seu amigo.

Hoje anos se foram desde sua partida.
Sinto viva sua presença.
Sinto nítida sua voz.
Tu és um espelho em minha vida.
Pois tu sorrias mesmo na dor.
Fazia isso para que o filho não a visse chorar.
Isso é a maior prova de Amor.

Obrigado Minha Mãe por tu ter existido.
Obrigado a DEUS por permitir algo assim
Posso hoje não ser um exemplo de Ser Humano.
Cometo muitos enganos.
Tenho até pensamentos insanos.
Mas minha Mãe Tereza não teve um fim.
Ela está em minha alma dia a dia.
Está em meu coração a cada momento.
Algo que não se apaga com o tempo.
Isso é algo que DEUS deu para mim.

Ouça essa Poesia:
 

Por:
Adilson Costa em homenagem à Tereza Bernardo da Costa

Guiado pelo Coração

outubro 1, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias

coracao_02


Já usei a razão,
nas entrelinhas do engano,
já usei a lógica e
entrei pelo cano,
já usei técnicas infalíveis
que com o tempo desanimei,
já corri contra o tempo
e sem chegar ao final me cansei,
já escrevi poesias com regras,
mas não foram bem aceitas pelos leitores,
já achei que amei,
mas eram sentimentos de ilusão,
onde somente eu achei.

Já vivi outras vidas,
onde abandonei a minha ao léu,
já dormi de olhos abertos
com preocupação e pedindo aos céus,
já estraguei minha vida um vez,
agora tenho a certeza que
não usarei a razão,
agora mudarei meu foco,
serão mudanças em loco,
e um novo sonho implantarei,
darei chance a mim mesmo,
serei mais ousado e atrevido,
deixarei a felicidade me levar,
e seguirei outro caminho,
irei buscá-la a qualquer custo,
não viverei mais no susto,

Não acredito mais na razão,
pois por ela fui enganado,
escutarei mais meu coração,
e me deixarei por ele ser guiado.

Por: Adilson Costa

Ouça a Poesia na voz do Autor:
 

A Velha Desculpa do Tempo.

setembro 16, 2011 por  
Arquivado em Destaques, Poesias


O tempo é algo passageiro,
passa correndo em nossas vidas,
quando menos esperamos,
as lembranças são esquecidas.

A culpa é mesmo do tempo,
esse tempo que sempre corre,
e nós arrumamos sempre desculpas,
só não lembramos que o tempo não morre.

Quem morre somos nós seres esquecidos,
pois ficamos esperando o tempo passar,
ao invés de levantarmos e agirmos,
e assim aprender a vida saborear.

Quem dera esquecêssemos as desculpas
essas que fazemos sobre o tempo que nos resta,
aproveitaríamos mais nossa passagem,
e sentiríamos de verdade o ar da floresta.

Não temos tempo para isso ou aquilo,
muito menos tempo para amar de verdade,
a correria desse tal mundo moderno,
é pura mentira é pura falsidade.

Então parei de me desculpar,
aproveito meu tempo e sinto meu coração pulsar,
saboreio a brisa da tarde e o brilho das estrelas,
e posso dizer que aprendi a me AMAR

Por: Adilson Costa
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