Refletindo em voz alta
agosto 2, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Dizem que no tempo certo tudo dará certo,
dizem que se tivermos paciência tudo se encaixa,
falam até que quem espera sempre alcança,
que a última que morre é a esperança,
não creio que possa ser assim,
deve ter algo a mais que somente regras,
deve ter uma magia escondida,
algo ainda escondido da maioria de nós,
uma solução mágica que cure as feridas,
e se não tiver essa solução,
para algumas coisas procurei resposta.
Ninguém jamais saberá o tempo certo,
ele pode ser esse momento, o já, o agora
e nós inocentes o deixamosele passar.
Ter paciência é ótimo, nos ajuda em muitas coisas,
mas nos deixa à mercê de quem nos conhece,
ficamos previsíveis, perca a paciência à vezes e veja o resultado.
Esperar, esperar e esperar creio que quem espera algo, é por que
não sabe como conseguir, não consegue forças e acredita que
esperar é a solução mágica, não espere acontecer, faça acontecer!
E por último a esperança.
Se a esperança for à última que morre, infelizmente estamos (ferrados),
analise bem, ela foi à última, então nós já morremos há muito tempo, então
prefiro continuar vivo quando a esperança morrer.
beijo no coração de vocês.
Parei de Pedir a DEUS
julho 22, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Não peço mais nada a ti Senhor
Me deste mais do que mereço,
o que tenho e sou não tem preço
e ainda tenho seu Amor.
Não peço mais nada a ti meu Pai,
pois tenho mais do que queria,
tenho uma família, tenho grandes amizades,
tenho paixão, tenho amor e tenho felicidades
Sinto-me realizado,
tenho saúde, tenho coragem e
tenho vontade de sorrir,
me falta coragem de se ajoelhar e pedir.
Ao orar peço sim,
peço para as crianças violentadas pela covardia,
peço pelos menos favorecidos,
peço pelos esquecidos da vida,
peço para que finde as guerras,
peço para que acabe a violência,
ao orar peço sim,
mas não consigo pedir nada para mim.
Parei de pedir a cinco anos,
pois tenho mais do que preciso,
Deus nos colocou aqui dotados de tudo.
De força de sentimentos e da razão,
uns buscam mais outros buscam menos,
mas no fim todos somos iguais,
a maior diferença é o tamanho do coração.
Os problemas em minha vida,
são testes de sabedoria,
são somente a preparação,
são somente pequenas folhas na qual limpamos
e ateamos fogo.
Nas dificuldades não são necessárias intervenções divinas,
basta ter fé, ter amigos e ter coragem de resolver.
Deus sempre estará do seu lado, pegue nas mãos dele.
Todo dia pode ser um recomeço
Parei de pedir a Deus
hoje só agradeço
obrigado
obrigado
e obrigado.
Autor:
Adilson Costa
Procura-se um Amor
junho 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Procuramos um Amor,
não precisa ser daqueles de novelas,
pode ser um bem simplesinho,
um desses que existem por ai,
daqueles que a gente treme ao ouvir a voz,
que a gente esquece a panela no fogo só de lembrar,
um pequeno Amor só queremos isso.
Não precisa de dinheiro,
tão pouco carro novo ou coisas do tipo,
podemos caminhar a pé na calçada dos sonhos,
queremos ouvir esse Amor bater em nosso peito,
queremos sentir as batidas fortes dentro de nós,
queremos compartilhar os momentos com ele,
queremos ser o cobertor nas noites de inverno,
queremos ser o ouvinte nas noites de papo,
queremos acender a fogueira nas noites de São João,
queremos um Amor comum mesmo.
Um simples e legítimo Amor,
desses que dizem existir por ai,
quem sabe até exista mesmo,
já lemos tanto sobre esse Amor,
se tanta gente fala dele é possível que seja verdade,
então procuramos, aqui, ali em todos os lugares,
deve estar bem escondido,
deve ser bem guardado,
em um desses cofres com senhas gigantes,
com travas codificadas.
Não desistimos e continuamos a procurar,
com o passar do tempo percebemos algo nas outras pessoas,
sentimos que tem tanta gente que procura esse mesmo Amor,
a questão é que somente procuram um Amor para si mesmo,
e esquecem-se de destravar seu próprio coração,
colocam um código nele tão complicado que se esquecem qual era,
esquecem de preparar a terra de sua alma para o plantio,
e quando alguém semeia a semente do Amor em nossa vida,
muitas vezes estamos inférteis, estamos despreparados,
e não percebemos a felicidade bater,
achamos que era somente decepção, “não era para dar certo”,
então continuamos a procurar,
continuamos a busca pelo tão sonhado Amor.
Um dia cansaremos dessa busca insólita,
o tempo não nos deu trégua e não nos esperou,
trouxe com ele as rugas que irão predominar em nossa alma,
vemos quanto tempo perdemos procurando o bendito do Amor.
Não busque o Amor,
ele está nos procurando,
esse Amor o tempo todo nos busca,
o tempo todo tenta entrar em nossas vidas,
e muitas vezes já está nela,
mas nossa ganância de querer o Amor dos sonhos não nos deixa sentí-lo,
o que precisamos fazer é destravar as amarras de nossa alma,
nos despir de nossa capa,
deixar a proteção de nossos sonhos e viver nossa vida,
basta viver,
e acreditar que o Amor é bem simples,
tão simples que às vezes é difícil de percebê-lo,
então fiquemos em silêncio,
e se prestar atenção ouvirá que ele está nos chamando.
beijo no coração de vocês
Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado
23 / 02 / 1991
A árvore dos problemas
junho 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas, Reflita Comigo

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu da seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
“Ah”, respondeu o carpinteiro, “esta é a minha planta dos problemas.
“Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.”
“E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior…”
Autor desconhecido
Dia dos Namorados não existe
junho 7, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Especial, Poesias, Reflita Comigo

Ridículo pensar que existe esse dia,
assim como das mães dos pais e outros por ai.
O comércio é mais forte,
é carniceiro,
é traiçoeiro,
datas e comemorações do dinheiro,
é isso somente o tempo inteiro,
No Natal vemos milhares de luzes,
árvores cheias de presentes,
e esquecemos das cruzes.
Na páscoa coelhos pulam de alegria,
toneladas de chocolate são embalados,
mas esqueceram o porque desse dia.
Não deixe isso te contaminar,
não existe dia dos namorados,
ame, namore todos os dias
e me corrija se eu estiver errado.
Muitos estão sem condições,
de distribuir presentes materiais,
mas amam, e expõem suas emoções.
Não precisa de presentes.
Precisa de amor.
Não precisamos de uma data,
precisamos dar valor.
Valorize e valorize-se.
Ontem foi o dia, hoje e amanhã também.
Esqueça o dia dos namorados.
Ame, ame muito, se doe por completo,
seja mais que um objeto,
neste mundo capitalista
Mais que um simples dia,
mais que uma simples data,
todo dia é o dia certo,
de amar ou dar presentes
peço perdão se eu estiver errado,
mas para mim,
não existe dia dos namorados
Quem são os analfabetos? (Soneto)
maio 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Especial, Poesias, Reflita Comigo
Deveras quero contar-lhes o acontecido,
embora muitos já saibam o que vou dizer,
o hábito de saborear livros foi esquecido,
hoje somente figuras ou fotos querem ver.
Tem outro costume martirizando a cultura,
de jantar e viver em frente ao televisor,
saboreando as novelas e perdendo a postura,
perdendo toda família para algo sem valor.
Enquanto sebos estão por aí nos esperando,
espalhando cultura por um preço irrisório,
gastamos fortunas comprando quase de tudo,
entregamos nossa vida e o nosso território
Nós aceitamos tudo e perdemos a galhardia,
somos assim, os analfabetos de hoje em dia.
********************************************
Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado
Antiga Rodoviária de Maringá
maio 20, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Saudoso tempo do saudoso Américo,
que desejou fontes na cidade jorrar
se hoje vivo, estaria colérico,
ao ver o prédio que leva seu nome,
virar ruínas e seus pedaços a espalhar.
Oh antiga rodoviária da nossa cidade canção,
chega choro de tristeza ao te ver,
sempre foi monumento de orgulho,
hoje abandonada sem razão,
vejo nossa história virar entulho.
Latões lhe cercam como se fosse culpada,
fizeste o que podias, resistiu como pode,
mas sem nosso povo viraste em nada.
Tantos pais, avós e famílias inteiras,
lhe atravessaram para um abraço,
foste o centro e fiel companheira,
e de forasteiros tiraste o cansaço.
Falta mais desvelo e dedicação de nossa gente,
para por ti lutar e deixar que fique em pé,
para que não reste lembranças e fotos somente,
lutemos por ti, deixemo-nas como ela é.
Que a ganância de poucos seja tirada,
esqueçam prédios de compras ou obras do futuro,
essa conversa chocha não valerá de nada,
tiremos e revivamos ela do monturo.
Acordem minha gente e por ela vamos lutar,
reformem-na, tombem-na e deixe nossa história viver,
deve ser orgulho de um povo o passado zelar,
e seremos um povo pobre se do passado esquecer.
Essas palavras são somente um desabafo,
de um forasteiro que a essa terra aprendeu Amar,
construamos uma cidade do futuro,
com luzes neon, túneis rodovias em seu entorno,
mas por favor não deixem algo importante de lado.
Nenhum povo desse mundo tem futuro
se simplesmente apagarem seu passado.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Em Busca da Perfeição
maio 13, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Essa Jornada Comecei
Quando não tinha rugas
Muitas lagrimas derramei
E gastei minhas balugas.
Era moço ainda
Quando comecei a procurar
(A Mulher perfeita
Que fosse direita
Que não houvesse suspeita)
Dura missão fui começar.
Inúmeras conheci
De várias maneiras
De várias cores
De várias idades
De várias idéias
De vários gostos
De muitas besteiras
De vários odores
De muitas maldades
Algumas loucas
Algumas lúcidas
Algumas safadas
Algumas taradas
Mesmo assim nada de completo
Uma busca interminável
De energia sentia-me locupleto
Pois sou incansável
Anos e anos se passaram
A mulher perfeita passou por mim
Eu simplesmente não reconheci
Pois minha mente me enganou…
Não existe perfeição…
Somos imperfeitos…
Não existe Amor eterno…
Um de nós vai morrer….
Vivamos intensamente…
Lágrimas vamos chorar
No riso vamos sorrir
O importante é amar
O importante é sentir
Busquei a perfeição
Foi uma atitude imperfeita
Encontrei a solidão
Aprendi com o calor da maleita
Eu sou imperfeito
Com o tempo e os tombos aprendi
Dos tombos! Dei um jeito
O tempo passou e morri
Não deixe o tempo passar voando
Segure firme mesmo sendo imperfeito
Ame por um dia, por uma hora ou ame chorando
Poderá ser o melhor a ser feito
Hoje só tenho minha alma
Tenho saudades das várias canetas
Das linhas escritas com calma
Pois somente elas foram perfeitas
Por: Adilson Costa
Pensando com meus Botões
abril 29, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Contos, Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Estava eu cá pensando com meus botões,
sim botões de minha velha camisa de linho,
camisa de fino tecido que não se usa mais,
encolhido pelo tempo e corroída pelas traças,
a encontrei hoje jogada,
perdida no fundo de meu também antigo roupeiro,
resta-me somente aproveitar os botões,
botões que em sua longa vida a serviram,
irei usá-los em uma nova camisa?
Ou guardá-los como amuleto de sorte?
Sei lá continuo aqui com eles,
não acredito mesmo nessa tal de sorte,
ah que saudades dessa velha camisa,
boas lembranças de quando era somente ela,
não tinha outras para escolher,
era ela ou ela,
o que faço com os botões?
Estou com pena de arrancá-los,
mas será isso que farei,
irei decapitá-los de suas funções,
e o resto de tecido que ainda não fora corroído pelas famigerados traças,
jogarei em um canto qualquer para que alguém possa limpar os pés,
ou até mesmo um animal de grande estima possa nele descansar,
mas não abandono meu botões,
são botões especiais,
imagina,
levarei eles comigo de agora em diante onde eu vá,
dessa forma ainda continuarei com meus botões a pensar.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia:
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado
Escopofobia
abril 29, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Na serenagem de suas vestes,
criado divinamente pelo erro Divino,
voando em sua ubiqüidade mundana,
em seu disfarce de gagino,
enganando até os seres da galatéia,
faz eclodir desejos extintos
em toda sua platéia.
Quem te assiste sofre com edemas,
na propositura já pensada por ti,
teu acalento falso entoa,
tine como um som de uma cinira,
tua face dissimulada um dia irá se mostrar,
por terra ou abaixo dela vai cair,
e finalmente suas escoras vão se soltar.
Por: Adilson Costa
Respeite os Direitos Autorais, ao usar algum conteúdo desse site favor citar o Autor e a Fonte do site obrigado
News Feed


