A árvore dos problemas
junho 21, 2010 por Adilson Costa
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Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu da seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
"Ah", respondeu o carpinteiro, "esta é a minha planta dos problemas.
"Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte."
"E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior..."
Autor desconhecido
Quem são os analfabetos? (Soneto)
maio 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Especial, Poesias, Reflita Comigo
Deveras quero contar-lhes o acontecido,
embora muitos já saibam o que vou dizer,
o hábito de saborear livros foi esquecido,
hoje somente figuras ou fotos querem ver.
Tem outro costume martirizando a cultura,
de jantar e viver em frente ao televisor,
saboreando as novelas e perdendo a postura,
perdendo toda família para algo sem valor.
Enquanto sebos estão por aí nos esperando,
espalhando cultura por um preço irrisório,
gastamos fortunas comprando quase de tudo,
entregamos nossa vida e o nosso território
Nós aceitamos tudo e perdemos a galhardia,
somos assim, os analfabetos de hoje em dia.
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Por: Adilson Costa
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Antiga Rodoviária de Maringá
maio 20, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Saudoso tempo do saudoso Américo,
que desejou fontes na cidade jorrar
se hoje vivo, estaria colérico,
ao ver o prédio que leva seu nome,
virar ruínas e seus pedaços a espalhar.
Oh antiga rodoviária da nossa cidade canção,
chega choro de tristeza ao te ver,
sempre foi monumento de orgulho,
hoje abandonada sem razão,
vejo nossa história virar entulho.
Latões lhe cercam como se fosse culpada,
fizeste o que podias, resistiu como pode,
mas sem nosso povo viraste em nada.
Tantos pais, avós e famílias inteiras,
lhe atravessaram para um abraço,
foste o centro e fiel companheira,
e de forasteiros tiraste o cansaço.
Falta mais desvelo e dedicação de nossa gente,
para por ti lutar e deixar que fique em pé,
para que não reste lembranças e fotos somente,
lutemos por ti, deixemo-nas como ela é.
Que a ganância de poucos seja tirada,
esqueçam prédios de compras ou obras do futuro,
essa conversa chocha não valerá de nada,
tiremos e revivamos ela do monturo.
Acordem minha gente e por ela vamos lutar,
reformem-na, tombem-na e deixe nossa história viver,
deve ser orgulho de um povo o passado zelar,
e seremos um povo pobre se do passado esquecer.
Essas palavras são somente um desabafo,
de um forasteiro que a essa terra aprendeu Amar,
construamos uma cidade do futuro,
com luzes neon, túneis rodovias em seu entorno,
mas por favor não deixem algo importante de lado.
Nenhum povo desse mundo tem futuro
se simplesmente apagarem seu passado.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Em Busca da Perfeição
maio 13, 2010 por Adilson Costa
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Essa Jornada Comecei
Quando não tinha rugas
Muitas lagrimas derramei
E gastei minhas balugas.
Era moço ainda
Quando comecei a procurar
(A Mulher perfeita
Que fosse direita
Que não houvesse suspeita)
Dura missão fui começar.
Inúmeras conheci
De várias maneiras
De várias cores
De várias idades
De várias idéias
De vários gostos
De muitas besteiras
De vários odores
De muitas maldades
Algumas loucas
Algumas lúcidas
Algumas safadas
Algumas taradas
Mesmo assim nada de completo
Uma busca interminável
De energia sentia-me locupleto
Pois sou incansável
Anos e anos se passaram
A mulher perfeita passou por mim
Eu simplesmente não reconheci
Pois minha mente me enganou...
Não existe perfeição...
Somos imperfeitos...
Não existe Amor eterno...
Um de nós vai morrer....
Vivamos intensamente...
Lágrimas vamos chorar
No riso vamos sorrir
O importante é amar
O importante é sentir
Busquei a perfeição
Foi uma atitude imperfeita
Encontrei a solidão
Aprendi com o calor da maleita
Eu sou imperfeito
Com o tempo e os tombos aprendi
Dos tombos! Dei um jeito
O tempo passou e morri
Não deixe o tempo passar voando
Segure firme mesmo sendo imperfeito
Ame por um dia, por uma hora ou ame chorando
Poderá ser o melhor a ser feito
Hoje só tenho minha alma
Tenho saudades das várias canetas
Das linhas escritas com calma
Pois somente elas foram perfeitas
Por: Adilson Costa
Pensando com meus Botões
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Estava eu cá pensando com meus botões,
sim botões de minha velha camisa de linho,
camisa de fino tecido que não se usa mais,
encolhido pelo tempo e corroída pelas traças,
a encontrei hoje jogada,
perdida no fundo de meu também antigo roupeiro,
resta-me somente aproveitar os botões,
botões que em sua longa vida a serviram,
irei usá-los em uma nova camisa?
Ou guardá-los como amuleto de sorte?
Sei lá continuo aqui com eles,
não acredito mesmo nessa tal de sorte,
ah que saudades dessa velha camisa,
boas lembranças de quando era somente ela,
não tinha outras para escolher,
era ela ou ela,
o que faço com os botões?
Estou com pena de arrancá-los,
mas será isso que farei,
irei decapitá-los de suas funções,
e o resto de tecido que ainda não fora corroído pelas famigerados traças,
jogarei em um canto qualquer para que alguém possa limpar os pés,
ou até mesmo um animal de grande estima possa nele descansar,
mas não abandono meu botões,
são botões especiais,
imagina,
levarei eles comigo de agora em diante onde eu vá,
dessa forma ainda continuarei com meus botões a pensar.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia:
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Escopofobia
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Na serenagem de suas vestes,
criado divinamente pelo erro Divino,
voando em sua ubiqüidade mundana,
em seu disfarce de gagino,
enganando até os seres da galatéia,
faz eclodir desejos extintos
em toda sua platéia.
Quem te assiste sofre com edemas,
na propositura já pensada por ti,
teu acalento falso entoa,
tine como um som de uma cinira,
tua face dissimulada um dia irá se mostrar,
por terra ou abaixo dela vai cair,
e finalmente suas escoras vão se soltar.
Por: Adilson Costa
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Eu queria Dormir…
abril 29, 2010 por Adilson Costa
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Eu queria dormir e voltar ao passado,
queria esquecer as faltas e magoas,
queria concertar o que fiz de
errado.
Eu queria dormir para esquecer o que fiz,
queria refazer as falas tortas que pronunciei,
tais palavras me fazem até hoje um ser
infeliz.
Eu queria dormir sob as luzes do céu estrelado,
queria contar as estrelas uma a uma,
mas de nada adiantará sem ter você do meu
lado.
Eu queria dormir para quem sabe conseguir sonhar,
queria nesse sonho sentir você novamente,
tocar seu rosto e sua boca voltar a
beijar.
Eu queria ser Deus ao menos um momento,
queria reescrever a minha história lá em cima,
onde com meu poder eu voltaria o
tempo.
Eu queria te encontrar nas curvas dessa estrada sem fim,
queria te provar que vale a pena lutar,
que vale a pena brigar por
mim.
Eu queria tanta coisa que até de dormir me esqueço,
passo as noites em claro pensando em nós,
pensando em meus erros, pois por eles eu paguei um alto
preço.
Perdi VOCÊ
Por: Adilson Costa
Ouça essa Poesia:
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Lendo e Escrevendo
abril 4, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Quando leio me sacio,
quando escrevo me completo,
lendo eu fantasio,
vejo coisas,
sonho utopias,
fica tudo mais perto.
Escrevendo me alivio
das dores que a alma tem,
fico leve, faceiro arredio,
querendo aproximar-me de alguém,
seja para conversar, nos divertir ou beber,
assim me arriscar em uma nova paixão,
sabendo que paixões nos fazem sofrer
e sufocam o coração,
dessa forma volto a me aliviar
tornando versos a escrever.
Por: Adilson Costa
Eu e o Riacho
abril 4, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Nasce a água da terra, limpa cristalina
Nasce no topo da serra, pura e alcalina
Desce sua ladeira
Vai crescendo
Arrastando
Quebrando
Não teme os obstáculos e vai
Passa sobre tudo e cresce
Fica grande, não tem medo
Esquece o topo da serra
Aquela que tinha gosto de terra
Terra pura, terra limpa em meio ao arvoredo.
Aumenta a velocidade, corre e vai descendo
Agora tens gosto de lixo, sujo e contaminado
Tu és grande, percebemos ao te olhar.
Achas que pode, mas não pode!
Outro maior vai te derrotar
Somos como essa nascente
Nascemos com uma missão
Crescemos e misturamos à tanta gente
Gente boa e também sem coração.
Tantos dejetos,
Tantos venenos,
Tantos desafetos,
Não crescemos,
Nós inchamos,
E somos ainda mais pequenos.
Gostaria de ainda estar na serra,
sentindo o gosto da terra,
sem me preocupar com meus ais
Hoje só vejo guerra,
A gente muito mais erra,
Ao tentar encontrar a Paz.
O riacho vai encontrar o que merece
Quando a ladeira terminar,
Aos poucos ele desaparece.
Será engolido pelo Mar.
Por: Adilson Costa
A espera de um Milagre
março 30, 2010 por Adilson Costa
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De joelhos pedimos
Coisas absurdas em vão
É somente o que sentimos
O egoísmo da razão
Aguardamos algo acontecer
Algo que nos ajude
Pois é difícil reconhecer
Depende de ti para que algo mude
Levante não espere
Acorde e crie coragem
Ganhe da covardia e se supere
O sol é democrático
A vida não é bobagem
Tens a herança do Pai
Assim como a semelhança
Crescemos, olhe para você!!
Jã não mais sois criança.
Pegue a toalha de volta
Levante-se e acredite
Você tem o Pai como escolta
E um tempo para que medite
Vamos mostrar essa coragem?
Erguer a espada da perseverança?
Lute contra sua covardia
E cuide do resto de esperança
O sol está surgindo
E com ele mais um dia
Esqueça o ontem, pois ele está fugindo.
O hoje lhe pede que sorria.
O amanhã está dormindo
E se prepara para ser acordado
Ele aguarda que faça algo certo
E que aprenda com o errado.
: Adilson Costa
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