Perder o Medo
julho 25, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Na distante profundeza da alma,
onde o sábio reflete seus medos,
tem um manso mar e uma brisa calma,
onde esconde seus segredos.
Como em uma montanha sombria,
tentamos tirá-lo do escondido,
tenta-se mostrar a alegria
que havia a muito perdido.
Se a alegria ira voltar,
é uma pergunta sem solução,
por enquanto continuo a imaginar,
que a luz vencerá a escuridão.
E se não for derrotada,
tão pouco irei me preocupar,
preciso continuar,
preciso não desistir,
preciso terminar meu choro,
terminando assim meu penar,
para voltar a sorrir,
mesmo que seja no escuro,
derrubarei esse muro.
Farei com que esse medo tenha um fim,
matando esse monstro que vive dentro de mim.
Por: Adilson Costa
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Procura-se um Amor
junho 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

Procuramos um Amor,
não precisa ser daqueles de novelas,
pode ser um bem simplesinho,
um desses que existem por ai,
daqueles que a gente treme ao ouvir a voz,
que a gente esquece a panela no fogo só de lembrar,
um pequeno Amor só queremos isso.
Não precisa de dinheiro,
tão pouco carro novo ou coisas do tipo,
podemos caminhar a pé na calçada dos sonhos,
queremos ouvir esse Amor bater em nosso peito,
queremos sentir as batidas fortes dentro de nós,
queremos compartilhar os momentos com ele,
queremos ser o cobertor nas noites de inverno,
queremos ser o ouvinte nas noites de papo,
queremos acender a fogueira nas noites de São João,
queremos um Amor comum mesmo.
Um simples e legítimo Amor,
desses que dizem existir por ai,
quem sabe até exista mesmo,
já lemos tanto sobre esse Amor,
se tanta gente fala dele é possível que seja verdade,
então procuramos, aqui, ali em todos os lugares,
deve estar bem escondido,
deve ser bem guardado,
em um desses cofres com senhas gigantes,
com travas codificadas.
Não desistimos e continuamos a procurar,
com o passar do tempo percebemos algo nas outras pessoas,
sentimos que tem tanta gente que procura esse mesmo Amor,
a questão é que somente procuram um Amor para si mesmo,
e esquecem-se de destravar seu próprio coração,
colocam um código nele tão complicado que se esquecem qual era,
esquecem de preparar a terra de sua alma para o plantio,
e quando alguém semeia a semente do Amor em nossa vida,
muitas vezes estamos inférteis, estamos despreparados,
e não percebemos a felicidade bater,
achamos que era somente decepção, “não era para dar certo”,
então continuamos a procurar,
continuamos a busca pelo tão sonhado Amor.
Um dia cansaremos dessa busca insólita,
o tempo não nos deu trégua e não nos esperou,
trouxe com ele as rugas que irão predominar em nossa alma,
vemos quanto tempo perdemos procurando o bendito do Amor.
Não busque o Amor,
ele está nos procurando,
esse Amor o tempo todo nos busca,
o tempo todo tenta entrar em nossas vidas,
e muitas vezes já está nela,
mas nossa ganância de querer o Amor dos sonhos não nos deixa sentí-lo,
o que precisamos fazer é destravar as amarras de nossa alma,
nos despir de nossa capa,
deixar a proteção de nossos sonhos e viver nossa vida,
basta viver,
e acreditar que o Amor é bem simples,
tão simples que às vezes é difícil de percebê-lo,
então fiquemos em silêncio,
e se prestar atenção ouvirá que ele está nos chamando.
beijo no coração de vocês
Por: Adilson Costa
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23 / 02 / 1991
Feche os Olhos
junho 21, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Sim feche os olhos e tente lembrar,
tente lembrar-se das noites que estive ao seu lado,
lembra dos dias de choro que te apoiei?
Isso não pode ser somente passado.
Feche os olhos e tente lembrar,
das viagens loucas sem planejamento,
não queríamos conhecer outros lugares,
queríamos fugir, queríamos nosso momento.
Feche os olhos e tente lembrar,
das flores que te enviei para que se lembrasse de mim,
do lenço em meus olhos na surpresa mais linda que tive,
do dia em que para mim me disseste “sim”.
Feche os olhos e tente lembrar,
em outra vida já vivemos uma louca paixão,
éramos jovens e não conhecíamos a vida,
terminamos cedo, e morremos na solidão.
Nessa vida que vivemos hoje,
é tudo diferente,
estamos ao revés,
passamos anos nos procurando,
sem sabermos a quem procurávamos,
até que o vento nos mostrou um ao outro.
começamos tortos,
sem lógica ou plano algum,
somente caminhávamos juntos,
mas está escrito que a tempestade irá passar,
e que essa vida que temos hoje é a nossa chance,
não será somente um romance.
Está escrito em algum lugar do passado,
eu li tudo te juro,
nossa ligação é forte demais
e que a nós dois pertence esse futuro.
A outra vida foi somente para nos conhecermos,
na outra vida foi somente uma preparação,
nessa vida morreremos juntos,
e será o fim da solidão.
Feche olhos e acredite,
o Amor existe em mim e é somente seu,
breve não haverá mais dúvidas,
que para viver ao teu lado existe somente “EU”.
Matar a Saudade
junho 13, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Quero matar a saudade com um tiro,
eu iria jogá-la longe de mim,
olhar nos olhos dela em seu último suspiro,
e dizê-la “esse é seu fim”.
Distante desejo esse meu,
pois são tantas saudades a me consumir,
saudade dos beijos seus,
saudade de pessoas que decidiram partir.
E com suas partidas levaram um pedaço de mim,
os pedaços que fiquem por lá onde estiverem,
queria ter a chance de cuidar melhor do jardim,
de cuidar das flores que ganhei,
que com meu desprezo as joguei,
hoje vejo que eram as flores que sempre sonhei,
saudade “cretina” porque simplesmente não morre?
Porque não se joga no precipício que fizestes em mim?
Será que sentes prazer em meu sofrimento?
Sim sente, tenho plena convicção,
então tu serás minha eterna inimiga,
e direi aos ventos,
que farei o possível para te matar,
não que eu não suporte a dor,
mas você sorri de mim,
sorri enquanto choro,
não deixarei você fugir,
será minha prisioneira enquanto eu respirar,
e quem sabe quando eu partir,
levarei você comigo e assim conseguirei te matar.
Por: Adilson Costa
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Febre de Amor
junho 12, 2010 por Adilson Costa
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Cada encontro, cada olhar,
nossos corpos queimam de desejo.
Seria uma doença?
Seria um vírus que nos contaminou?
E nosso beijo?
Ele queima, ele arrepia,
se isso for doença não quero me curar,
quero mais e mais adoecer,
quero mais e mais me entregar,
deixe o coração virar brasa,
deixe nossos corpos vibrarem,
esse é o nosso momento.
Não há termômetro que possa aferir
a temperatura desse AMOR,
não há ciência que possa explicar
a fonte desse calor.
Existem muitas palavras escritas
sobre essa febre sentimental,
alguns se inspiram em livros,
outros em sonhos,
outros jamais serão inspirados,
mas poucos tem o privilégio
de ser contaminado com essa ‘doença’
Poucos tem a honra de sentir essa febre.
Um vírus como esse não se busca,
ele não pode ser engarrafado,
ele não pode ser repassado,
ele aparece talvez pelas mãos do destino,
pelas asas de uma BORBOLETA
ou quem sabe pela flecha de um anjo,
não importa,
pouco importa de onde veio.
Quem sentir essa febre é mais feliz,
é mais alegre,
é mais emotivo,
é mais Humano,
somos seres de pura emoção,
onde às vezes devemos esquecer a razão.
Somente assim viveremos mais intensamente
essa pequena passagem nesse planeta.
Abra seu coração,
chore olhando para você mesmo(a) no espelho,
deixe a energia de seu corpo ser sentida pelas
pessoas que você ama,
se não tiver ninguém para amar,
me desculpe pois, sua vida não tem sentido,
estás a viver uma pobre vida,
acorde agora,
olhe para dentro de si,
se ame e deixe as pessoas te amarem,
tenha certeza que a Febre do Amor
irá até você,
e você será um feliz ‘doente’ de AMOR
Por: Adilson Costa
Lembranças de teus Beijos
junho 12, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Por essa minha boca, louca de desejos
fito tua lembrança na mente a borbulhar,
revivo na saliva o gosto de seus beijos,
que impulso insano tenho pra te beijar.
Tua boca de lábios carnudos me enlouquece,
é uma fruta rara, doce como mel da floresta,
e a lembrança desse gosto me estremece,
e convido os anjos a celebrar minha gesta.
Ao menos as lembranças não consegues me tirar,
na minha boca o teu gosto do meu gosto se apossou,
e com teu gosto convivo, nesse desejo de te beijar,
e nós sabemos que foi o poeta quem te beijou.
Sublimes noites acordei, e simplesmente te olhei,
teu sono de anjo, fiquei velando e a chorar,
pedi que nada tirasse esse momento e chorei,
sentia na alma que estava sim a se findar.
Hoje, sem tua boca, aquela que me deixa louco,
não tenho vontade e menos ainda desejo de beijar,
tenho medo de perder a lembrança do teu gosto,
que ainda sinto e guardo ao tua boca lembrar.
Tua boca? Pela eternidade prometo não esquecer,
morrerei um dia, e quando esse dia chegar,
por favor segurem minha vida, não me deixem morrer,
sem que sua boca a minha torne a beijar.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Download da Poesia
Tu não mereces meu Amor
junho 1, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Se tento não ser quem sou,
de nada adianta, pois não serei eu mesmo,
se tento ser quem sou,
de nada adianta, pois você quer mais,
se tento ser melhor do que sou,
de nada adianta, pois você diz que minto,
se tento sumir sem rumo,
tu me procuras como a uma cura impossível,
se apareço do nada em sua frente,
me perguntas por que veio,
se choro em sua frente ao te olhar nos olhos,
me falas que sou fraco,
se fico firme à sua frente,
me dizes que sou sensível demais,
se te dou flores,
me perguntas por que te dei,
se te ligo ao fim do dia e pergunto como estás,
tu me dizes que foi péssimo.
Querida sabe o que foi péssimo? Péssimo foi o meu dia,
ruim foi o meu dia, e mesmo assim lembrei-me de ti, mesmo assim ao terminá-lo
sabia que tinha ainda algo bom naquele dia,
e era ouvir sua voz, mas como sempre tendes a ser
negativa, tendes a ser somente mais um ser vivo nada mais que isso,
não precisas de mim, muito menos de meu ombro, creio
que precisas da solidão como companhia, precisas que o
vento da saudade lhe visite e depois se vá,
precisas entender que a felicidade é algo que se conquista
dia a dia, que a felicidade é uma praga boa em nosso jardim,
e eu somente tentei por todos esses anos lhe dar a felicidade
que em mim transborda em forma de Amor.
Hoje tenho a plena convicção que você jamais saberá o que é Amor,
então irei continuar minha caminhada,
irei continuar pela estrada de minha simples vida,
irei à procura de alguém que possa ao menos sorrir,
que possa ao menos sensibilizar-se quando eu disser Te Amo.
Por: Adilson Costa
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Ouvir sua voz novamente
maio 17, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Palpitou forte em meu peito,
lembranças de um curto passado,
preciso sofrer eu aceito,
afinal sou sempre eu o errado.
Senti um frio na barriga,
seu nome na tela a chamar,
atendi com pressa “eu quem lhe diga”,
com minhas mãos a tremular.
Que tolo eu sou,
que tolo eu fui,
perdoe minhas atitudes,
mas não menti nos sentimentos,
pensei que poderia,
evitar sofrimentos,
errei, sofro,
sei que jamais irei corrigir,
viverei o resto de meus dias
com nosso tempo na lembrança,
quero crer,
quero acreditar na falada esperança.
O que dizer?
O que falar?
O que responder?
Foram segundos te ouvindo,
foram segundos somente,
e foi muito bom
ouvir sua voz novamente.
Liga de novo para mim!!
Por: Adilson Costa
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Te Querer
maio 16, 2010 por Adilson Costa
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Queria dizer,
Por: Adilson Costa
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Um Ano se passou
maio 12, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Por mais que pareça mentira,
um ano se foi desde que nos conhecemos,
pouco tempo perto do que ainda sinto,
ainda sinto o mesmo,
ainda gelo ao ouvir sua voz,
ainda tremo ao lembrar de nós,
sinto seus dias ruins,
sinto quando não está bem,
nossa ligação é grande,
sinto que te conheço a séculos,
sinto que em outra vida estivemos juntos,
que em outro mundo do qual nós viemos fomos pessoas próximas,
muito próximas, neste dia não tivemos bolo,
não foi cantado parabéns a nós,
em meu canto estou,
e junto a mim tem a solidão de meus sonhos e desejos,
em meu canto estou só,
chorar?
Sim chorei e chorei muito,
mas não chorei o suficiente para me perdoar,
chorei somente para sofrer por dentro,
sendo que por fora sou essa capa de engano,
sou essa parábola “mau” contada,
que poucas vezes é entendida,
pois na maioria das vezes sou desenganado de minha doença.
Doença? Sim sou doente, sempre fui doente, mas não sabia,
somente descobri quando te conheci,
a cura dela?
Sim existe cura, existe um remédio,
nada de cura paleativa ou milagres de “araque”,
eu sei e passei a conheçer essa cura a cerca de um ano,
e o meu único remédio é VOCÊ,
minha única chance de me ver livre dessa enfermidade
é ter você, é ter a chance de lhe ter, de compartilhar
novamente seus dias bons e ruins.
Não sei de que forma, de que jeito, mas essa é a única maneira,
só não tive ainda a coragem de lhe dizer isso,
de lhe dizer que te AMO como sempre,
que nunca deixei te amar,
já tentei deixar,
já tentei te arrancar,
mas foi em vão,
pois se conseguisse morreria,
pois você está tatuada em meu coração.
Te AMO.
Por: Adilson Costa
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