Matar a Saudade

janeiro 28, 2012 por  
Arquivo em Destaques, Poesias


Quero matar a saudade com um tiro,
eu iria jogá-la longe de mim,
olhar nos olhos dela em seu último suspiro,
e dizê-la "esse é seu fim".

Distante desejo esse meu,
pois são tantas saudades a me consumir,
saudade dos beijos seus,
saudade de pessoas que decidiram partir.
E com suas partidas levaram um pedaço de mim,
os pedaços que fiquem por lá onde estiverem,
queria ter a chance de cuidar melhor do jardim,
de cuidar das flores que ganhei,
que com meu desprezo as joguei,
hoje vejo que eram as flores que sempre sonhei,
saudade "cretina" porque simplesmente não morre?
Porque não se joga no precipício que fizestes em mim?
Será que sentes prazer em meu sofrimento?
Sim sente, tenho plena convicção,
então tu serás minha eterna inimiga,
e direi aos ventos,
que farei o possível para te matar,
não que eu não suporte a dor,
mas você sorri de mim,
sorri enquanto choro,
não deixarei você fugir,
será minha prisioneira enquanto eu respirar,
e quem sabe quando eu partir,
levarei você comigo e assim conseguirei te matar.

Por: Adilson Costa
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O Ar que respiro

novembro 7, 2011 por  
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ar
Vivo a respirar,
esse ar contaminado
da evolução humana
que polui a mente
e meu pulmão.

Preciso respirar
não quero sufocar
com essa ganância mundana
que a gente sente
comendo o que nos dão.

--------------------------

Mereço o ar da floresta,
que entre por uma fresta
antes da morte me levar,
sou um simples mágico,
sem uma cartola,
ou uma vara de condão.

Busco o ar da seresta,
em uma noite de festa
quero esse ar respirar,
mesmo que seja trágico,
não pegarei essa esmola
deixem parar meu coração.

Por: Adilson Costa

 

Ouça essa Poesia:

 

Mulher é Tudo

setembro 15, 2011 por  
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Mulher é tudo,
mulher é a lógica de nossa existência,
sem ela nada temos,
sem ela nada somos,
sem ela não nascemos.

Mulher é tudo,
mulher é a obra mais perfeita,
onde se ama,
onde se cria,
sem ela não há colheita.

Mulher é tudo,
a melhor invenção divina,
somos seus frutos,
homem sem ela
é um pão sem margarina.

Mulher é tudo,
é a raiz de nossos maiores desejos,
com ela sonhamos,
por ela vivemos,
e rastejamos pelos seus beijos.

Mulher é tudo,
é o sol que nos aquece ao anoitecer,
flores nascem por elas,
o vento sopra por elas,
sem elas não podemos viver.

Por: Adilson Costa

O Amor e a Paixão

setembro 15, 2011 por  
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De nada adianta amar sem razão,
amar é conseguir sentir a brisa do mar,
é não ter medo de dores no coração,
é ligar a luz e deixá-la bilhar.

De nada adianta viver sem paixão,
apaixonar-se é livrar-se, é ter liberdade,
quem não se apaixona, perde a razão,
somente respira e não vive de verdade.

De nada adianta passar por esse mundo
sem ter amado ou se apaixonado,
seríamos um vazio profundo
e no futuro não teríamos um passado.

Ame se puder,
apaixone-se sem querer,
viva mais intensamente tua vida,
sem magoas,
pode ter dúvidas,
mas não tenhas receios de viver,
o Amor é raro,
às vezes muito caro de se procurar,
mas não desista,
tente todos os dias o encontrar,
mas jamais passe pela vida
sem se apaixonar.

Por: Adilson Costa

Louco Apaixonado

julho 4, 2011 por  
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apaixonado

Sou um louco apaixonado
perdi-me nas entrelinhas da poesia,
onde eu tinha maestria
e hoje somente fico parado.

Sou um louco apaixonado
pela poção mágica do Amor,
corro o risco da dor,
para estar ao seu lado.

Sou um louco apaixonado
sinto isso dentro de mim,
vivo por ti, vivo assim
como um boêmio apaixonado.

Sou um louco apaixonado
não vejo mais nada em minha frente,
onde passa tanta gente
dizendo que estou errado.

Sou um louco apaixonado a esmo,
pois eu procurei esse Amor,
hoje faço um louvor
hoje gosto mais de mim mesmo.

Sou sim,
sou louco,
sou alucinado,
sou completamente
apaixonado por ti.

Hoje não me sinto mais perdido,
hoje me encontrei,
perdido eu estava antes de ti,
sem saber que rumo tomar,
sem o poder do sonhar,
eu quase morri.

Você me deu nova vida,
quero do teu lado viver,
do teu lado planejar,
do teu lado morrer.

Por: Adilson Costa

Desejos Adormecidos

julho 3, 2011 por  
Arquivo em Destaques, Poesias

adormecer

No distante desejo
Existe a realização
O medo não é empecilho
Somente sufoca a emoção
Quebrar esse dogma
Esquecer as possíveis lágrimas
Ferver de prazer
Era preciso dar vazão

O adormecido desejo
De se realizar como mulher
Sentir calafrios
Subir ao inimaginável
É o que a maioria quer

Ter coragem
Usar como aprendizagem
Deixar de ser personagem
E assumir a pilotagem
Passando a ser protagonista
E dar sentido à sua vida
Sentir-se como alpinista
Ao conquistar a montanha
E dirigir na estrada
Que toda mulher sonha

Tu és privilegiada
Pois tevês a coragem de não ter medo
A vontade de ter segredo
E se destacar na multidão
São poucas mulheres assim
Que assumem as rédeas
Que enfrentam as pedreiras
E soltam os desejos adormecidos
Enquanto muitas se enganam
Outras sorriem falsamente
Somente por aparência
Com vontade de ser “gente”

Sou seu admirador ...
Sou seu amante ...
E poderia ser ate seu “tutor”
Mas sou somente entusiasta
Que te admira
E se emudece ao pensar
Nos momentos passados
E pelos que poderão vir.
Momentos que jamais serão esquecidos
Pois despertastes em mim
Profundos  “DESEJOS ADORMECIDOS”

Por: Adilson Costa

São somente Ciúmes

junho 26, 2011 por  
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ciumes

Sentimento doloroso que me aflige,
aperta o peito muito forte,
como o sugar de um estrige,
me toma o corpo até a morte.

Desfaleço-me neste sentimento,
corrosivo e penetrante,
não sou assim eu lamento,
esse sentir é dilacerante.

Como posso pedir ou exigir?
Se eu mesmo lhe disse não ter o direito,
peço que me suporte e dê-me o seu sorrir,
para abrandar a dor em meu peito.

Sou tolo, sim talvez por querer lhe dar o trono,
faço a ti uma promessa sem temor,
não quero ser o seu dono,
de ti quero apenas amor.

As condições no momento não ajudam,
eu entendo a sua posição,
são somente os ciúmes que me perturbam,
precisamos agir com a razão.

Ponderarei mais eu lhe prometo,
e deixarei o tempo te mostrar,
preciso for tomarei até 'brometo',
e provarei que vale a pena me amar.

Por: Adilson Costa

Como ser um Poeta?

maio 30, 2011 por  
Arquivo em Destaques, Poesias

poesia
Lembranças de outro tempo
Quando não havia tanta maldade
Quando saudável era o vento
E tínhamos identidade

Essa fase não havia de acabar
E então novo tempo apareceu
É nossa sina o papel rabiscar
Não deixando de esquecer quem morreu

Os poetas que se foram
Nos deixaram doces lembranças
Obras que muitos ignoram
Mas ainda nos dão esperanças

Assis, Azevedo, Drummond e outros.
Fizeram sua parte há algum tempo
É chegada a hora dos reencontros.
Escrevamos com a alma
Basta ter calma
Sem dispor de muito tempo
Quer saber?
Não precisa de talento

Escreva, escreva e escreva.
Não precisa de rima
Basta escrever
Olhe para cima
Ou melhor, para dentro de ti.
Encontrará um poeta escondido
Pode estar sorrindo ou ferido
Que algo poderá escrever.
Escreva o que consta em sua alma
O que diz seu interior
Fale de coisas absurdas
Ou simplesmente do amor.

Não queira ser um Drummont.
Admira-lo é o bastante posso dizer
Pense como Azevedo
Seja um viciado em ler
Leia o passado
Serás capaz de escrever o futuro
Quando escrever algo e chorar
Digo-te, tu és um poeta, lhe juro.

Por: Adilson Costa

O Debelar das Feridas

fevereiro 2, 2011 por  
Arquivo em Destaques, Poesias

coracao
Essa 'Dor terebrante' que me revolta,
cortante, perfurante quase insuportável.
Coloca-me à mercê de um mundo instável,
preciso de ti e de sua escolta.

Essa ulceração aberta pela distância,
será dominada pela fé na vitória,
a perseverança está contraditória,
mas resisto, tenho em mim sua fragrância.

A relembrança do sentir seu ósculo,
por vezes promete a cura e tenta me embair,
adoro iludir-me, pois me faz sorrir,
sinto-me até um monóculo.

Não visualizo nada à frente,
penso estar doente,
e só vejo a ti.
Ferroa minha conturbada vida,
que perdeu-se e até esqueceu da dor,
fico hesitante, ofegante tenho medo do AMOR.
Retorno de minha viagem cinética,
e lembro-me das chagas em meu órgão pulsante,
almejo encontrar a cura,
escapando dessa vida obscura
que vivo neste momento.
Minha fé é dilatada,
acredito em meu triunfo,
e que as dores serão esquecidas,
pois quando tiver coragem,
debelarei minhas feridas.

Por: Adilson Costa

A Descoberta.

novembro 10, 2010 por  
Arquivo em Destaques, Poesias

Descobri a poesia
em tempos de turbulências,
quando me faltava à alegria
e sobravam experiências.

A poesia surgiu
em meio ao nada que eu estava,
ressuscitou e saiu
soube que a muito me procurava.

Essa poesia que muito chora
e aos poucos me faz rir,
fez em mim raiar a aurora
pouco antes de partir.

A poesia é covarde
e às vezes me abandona,
procurei por ela sem alarde
tentando trazê-la à tona.

Descobri então um segredo
a poesia fica sempre escondida,
talvez ela tenha um certo medo
de aparecer em nossa vida.

Então ela aprendeu a se mostrar
de uma forma complicada,
às vezes aparece no amar
às vezes surge do nada.

Descobri então seu pseudônimo
que hoje é minha grande paixão,
trouxe a mim novo ânimo
e descobri que poesia é a INSPIRAÇÃO.

Por: Adilson Costa

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