Te Querer


Queria dizer,
mas as palavras não saem,
queria escrever mais poesias,
mas a inspiração não vem,
queria ser uma pessoa melhor para ti,
queria ter sido mais para você,
mas simplesmente não consegui.
Queria entrar em seus sonhos a noite,
queria poder reescrever a história de nossas vidas,
apagar a parte onde eu te magoei,
mas não consigo guiar meu próprio barco,
pois você é o leme dessa minha misera vida.
Hoje depois de um tempo vejo quanta falta sinto,
vejo o quanto perdi,
quanta falta desse Amor,
essa sensação estranha,
que se transforma em dor,
onde se junta ao meu cansaço,
é como uma faca cortante,
que me corta dia a dia,
pedaço a pedaço.
Queria poder tentar,
mas não tenho coragem de se aproximar,
tenho medo de sua reação,
tenho medo de ouvir um não de sua boca,
a mesma boca que sonho ainda voltar a beijar,
queria tanta coisa,
que às vezes penso que não adianta nada querer,
talvez seja uma loucura minha,
uma falha minha,
a questão é que o vazio existe,
é a falta de lhe ter,
e a dor persiste,
de tanto te querer.

Por: Adilson Costa
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Toc Toc

maio 1, 2010 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias

- Toc toc, você está ai?
Sim estou aqui,
mas e você onde está?
Escondida atrás desse teu mistério,
ou fumando um cigarro inventado na idéia?
Saia e venha ver o sol brilhante,
tiro todos da rua prometo que não terá platéia.

- Toc toc, me fala um oi então?
Sim falo um oi, um olá, um bom dia, um foda-se tudo,
falo mais do que devo sempre, esse é um problema,
sou porra-louca como você lembra-se disso?
Já que somos íntimos, somos amigos,
e somos estranhos em nossa mutabilidade,
eu te conheço como conheço as estrelas,
sei que existem no céu,
existem porque consigo vê-las,
apreciá-las,
mas não consigo tocá-las.

- Toc toc, o que você está fazendo?
Eu? (rsss.)
Estou ouvindo “Rest of My Life” S.O.J.A,
e vendo o que restou de mim,
se restou algo que eu possa aproveitar,
ou se meus erros, minhas escolhas serão
o estopim de minha implosão,
e se eu não implodir logo,
quem sabe ainda verei o brilho das estrelas
confundir-se ao brilho de seus olhos,
e sentir o vento ao pé do mar sacudir seus
cabelos enquanto caminhamos na areia de nossos sonhos.

- Toc toc, você quer me ver?
Sim vou agora se preciso for,
vou voando em meus desejos,
vou nadando em minhas emoções,
vou flutuando nas ondas de mim,
vou tremendo,
vou sorrindo e chorando de emoção,
mas vou, espere que já estarei ai,
irei te ajudar a recolher as roupas de seu corpo,
ou varrer a calçada de tua alma,
eu vou já estou indo,
preciso que diga “venha”!
só não se esqueça que quando chamar,
abra a porta para que eu possa entrar.

Ouça a Poesia:
  -

Por: Adilson Costa
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Ouça o que eu estava ouvindo quando escrevi Toc, Toc

“Rest of My Life” S.O.J.A

Seu Momento

abril 29, 2010 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias

É uma pena você não ter a coragem que tenho,
essa coragem que encobre meu medo de errar,
essa coragem que se camufla sob a tutela de um homem simples,
essa coragem que não reflete meu medo em momentos de solidão,
coragem louca como os raios de sol que rompem as nuvens em uma corajosa forma de se mostrar.

É uma pena eu não poder lhe transferir minha coragem, dividir o cetro de meu reino falido, ou te dar a coroa que ainda não tive a coragem de usar.

E uma pena que a figura do tempo ainda não se mostrou para ti como o carrasco que ele é, esse tempo que não marca a hora certa, ele simplesmente deixa o tempo correr em nossas vidas, mas correr para onde?

Ele corre para se aproximar da falta de coragem, dando mais poderes ao MEDO, é mais  fácil nos escondermos nos arbustos que encarar o frio na barriga, é mais fácil entrarmos no castelo como convidados “algo que não vai acontecer”, do que invadirmos e tomarmos o trono que estava à nossa disposição, mas o medo de arriscar não nos permitiu sermos Reis ou Rainhas do nosso momento.

É uma pena,  mas quem sabe as coisas irão acontecer algum dia, acontecer como planejado, como foi escrito no script desse tempo vadio,
ou irão mesmo acontecer no seu tempo,
até lá fico aqui solto,
sem amarras,
sem medos,
sem receios,
somente esperando
Seu Momento Chegar“.

Por: Adilson Costa
Ouça essa Poesia:
 

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Fazer sexo ou fazer Amor?

janeiro 11, 2010 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

fazer_amor

No distante sonho do desejo
Fomos apanhados pela vergonha
Como cães na caça com seu farejo
Cuja meta é expelir a langonha

Flores e um som com romantismo
Foram castrados e prostrados por terra
É triste divisar um agigantado abismo
E que o “Fazer Amor” quase se encerra.

Com a carne úmida de tesão
Os animais à caça ficam a planear
Onde a postura é algo vão
E a única meta é ejacular

A arte de conquistar está em decadência
Poucos admitem e dizem ser ilusório
Compram livros para ter experiência
Isso pouco existe meritório

Uma hora, custa tanto….!!
O que dizer dessa falência?
Compra do amor seu encanto
Salgando sua doce essência

Sou antigo ou antiquado
“Do tipo que ainda manda flores”
Sou um Homem apaixonado
Como os antigos Sonhadores

“Qual a forma de justificar o amor?
que estou a Fazer Amor ao invés de sexo?
” Isso é inexplicável meu leitor
Pois o Amor é complexo

A arte de Fazer Amor não se explica
A de Fazer Sexo é comprada
O Amor muitas vezes te suplica
Não deixe a magia estancada!!

Como se o fazer Amor fosse réprobo
E ser esquecido fosse seu fadário
Digo dessa arte e seu probo
Jamais serei um falsário

Façamos Amor em demasia
Trema, gema até expelir o prazer.
Realize no Fazer Amor sua fantasia
Terá mais sorriso em seu viver

O amor proibido deixa-me pasmo
O corpo treme sem parar
Dois são um no orgasmo
Delicioso, ocultamente amar

o Amor sem preconceitos
Avistamos paraísos esquecidos
O frio na barriga e seus trejeitos
É o legitimo prazer dos escolhidos

Com essas palavras descritas acima
Realmente a pretensão era explicitar
Como o Fazer Amor nos anima
Nos transportando ao sonhar

Nesse desfecho venho a licitar
Ame outro mesmo sem nexo
(Ache) outrem para gozar
Goze por Amor e não só por sexo.


Adilson Costa 14/05/2006 11:37

Como ser um Poeta?

outubro 3, 2009 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias

poesia
Lembranças de outro tempo
Quando não havia tanta maldade
Quando saudável era o vento
E tínhamos identidade

Essa fase não havia de acabar
E então novo tempo apareceu
É nossa sina o papel rabiscar
Não deixando de esquecer quem morreu

Os poetas que se foram
Nos deixaram doces lembranças
Obras que muitos ignoram
Mas ainda nos dão esperanças

Assis, Azevedo, Drummond e outros.
Fizeram sua parte há algum tempo
É chegada a hora dos reencontros.
Escrevamos com a alma
Basta ter calma
Sem dispor de muito tempo
Quer saber?
Não precisa de talento

Escreva, escreva e escreva.
Não precisa de rima
Basta escrever
Olhe para cima
Ou melhor, para dentro de ti.
Encontrará um poeta escondido
Pode estar sorrindo ou ferido
Que algo poderá escrever.
Escreva o que consta em sua alma
O que diz seu interior
Fale de coisas absurdas
Ou simplesmente do amor.

Não queira ser um Drummont.
Admira-lo é o bastante posso dizer
Pense como Azevedo
Seja um viciado em ler
Leia o passado
Serás capaz de escrever o futuro
Quando escrever algo e chorar
Digo-te, tu és um poeta, lhe juro.

Por: Adilson Costa

São somente Ciúmes

ciumes

Sentimento doloroso que me aflige,
aperta o peito muito forte,
como o sugar de um estrige,
me toma o corpo até a morte.

Desfaleço-me neste sentimento,
corrosivo e penetrante,
não sou assim eu lamento,
esse sentir é dilacerante.

Como posso pedir ou exigir?
Se eu mesmo lhe disse não ter o direito,
peço que me suporte e dê-me o seu sorrir,
para abrandar a dor em meu peito.

Sou tolo, sim talvez por querer lhe dar o trono,
faço a ti uma promessa sem temor,
não quero ser o seu dono,
de ti quero apenas amor.

As condições no momento não ajudam,
eu entendo a sua posição,
são somente os ciúmes que me perturbam,
precisamos agir com a razão.

Ponderarei mais eu lhe prometo,
e deixarei o tempo te mostrar,
preciso for tomarei até ‘brometo’,
e provarei que vale a pena me amar.

Por: Adilson Costa

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