Um Ano se passou
maio 12, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Por mais que pareça mentira,
um ano se foi desde que nos conhecemos,
pouco tempo perto do que ainda sinto,
ainda sinto o mesmo,
ainda gelo ao ouvir sua voz,
ainda tremo ao lembrar de nós,
sinto seus dias ruins,
sinto quando não está bem,
nossa ligação é grande,
sinto que te conheço a séculos,
sinto que em outra vida estivemos juntos,
que em outro mundo do qual nós viemos fomos pessoas próximas,
muito próximas, neste dia não tivemos bolo,
não foi cantado parabéns a nós,
em meu canto estou,
e junto a mim tem a solidão de meus sonhos e desejos,
em meu canto estou só,
chorar?
Sim chorei e chorei muito,
mas não chorei o suficiente para me perdoar,
chorei somente para sofrer por dentro,
sendo que por fora sou essa capa de engano,
sou essa parábola “mau” contada,
que poucas vezes é entendida,
pois na maioria das vezes sou desenganado de minha doença.
Doença? Sim sou doente, sempre fui doente, mas não sabia,
somente descobri quando te conheci,
a cura dela?
Sim existe cura, existe um remédio,
nada de cura paleativa ou milagres de “araque”,
eu sei e passei a conheçer essa cura a cerca de um ano,
e o meu único remédio é VOCÊ,
minha única chance de me ver livre dessa enfermidade
é ter você, é ter a chance de lhe ter, de compartilhar
novamente seus dias bons e ruins.
Não sei de que forma, de que jeito, mas essa é a única maneira,
só não tive ainda a coragem de lhe dizer isso,
de lhe dizer que te AMO como sempre,
que nunca deixei te amar,
já tentei deixar,
já tentei te arrancar,
mas foi em vão,
pois se conseguisse morreria,
pois você está tatuada em meu coração.
Te AMO.
Por: Adilson Costa
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Cadê a Poesia? Palavras Presas
novembro 5, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
Ouça essa poesia na voz do Autor
As palavras estão aqui,
embaralhadas, presas dentro de mim
tento tirá-las, trazê-las ao papel,
tento delinear o inferno ou o céu,
tento colocá-las lado a lado para darem sentido,
tento rimá-las, tento poetar,
fazer linhas de versos não batidos.
Mas elas insistem em não se agruparem,
ficam aqui borbulhando em minha mente,
entender isso?
Somente quem sente,
quem tem o coração cheio,
não adianta estar ao meio,
não precisa ser consciente,
basta compreender.
Venha poesia,
espalhe sobre essas linhas,
sobre essa folha que um dia teve vida,
mas que se foi por você,
para que você venha e se perpetue
com versos bem delineados,
que falem do passado e do presente,
que mostre o que sente
em forma de poesia.
Mas tudo bem,
hoje fique ai presa,
com vergonha de se mostrar,
quem sabe outro dia,
darás a mim a honra de te expor,
não importa o motivo,
seja dor ou amor,
mas venha preciso de ti,
preciso dos seus versos para continuar,
não sou nada sem a poesia,
sou um mero espectador da vida,
preciso de inspiração,
preciso da rima,
preciso da concatenação,
para saber onde vou,
preciso que saia e se mostre ao mundo,
somente assim saberei quem sou.
O Debelar das Feridas
outubro 5, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Essa ‘Dor terebrante’ que me revolta,
cortante, perfurante quase insuportável.
Coloca-me à mercê de um mundo instável,
preciso de ti e de sua escolta.
Essa ulceração aberta pela distância,
será dominada pela fé na vitória,
a perseverança está contraditória,
mas resisto, tenho em mim sua fragrância.
A relembrança do sentir seu ósculo,
por vezes promete a cura e tenta me embair,
adoro iludir-me, pois me faz sorrir,
sinto-me até um monóculo.
Não visualizo nada à frente,
penso estar doente,
e só vejo a ti.
Ferroa minha conturbada vida,
que perdeu-se e até esqueceu da dor,
fico hesitante, ofegante tenho medo do AMOR.
Retorno de minha viagem cinética,
e lembro-me das chagas em meu órgão pulsante,
almejo encontrar a cura,
escapando dessa vida obscura
que vivo neste momento.
Minha fé é dilatada,
acredito em meu triunfo,
e que as dores serão esquecidas,
pois quando tiver coragem,
debelarei minhas feridas.
Por: Adilson Costa
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