Nos Trilhos da Vida – Parte 3
maio 5, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Contos, Destaques, Poesias
... tudo que eu via,
tudo que eu sentia começava a fazer sentido,
sentia a felicidade dos outros,
sentia a tristeza e outros sentimentos.
Sabia que era uma jornada,
tinha que estar preparado,
tinha que estar pronto para sentir mais,
queria sentir e entender,
encontrei pessoas,
encontrei estranhos e conhecidos,
tudo era válido,
comecei a ler em minha poltrona,
lia sobre a vida,
sobre contos e mentiras,
ria, chorava e absorvia.
O trem continuava sem parar,
muitas pessoas não faziam nada,
somente dormiam em suas poltronas,
outras não conseguiam ficar paradas,
estavam sempre em movimento e
eram sempre requisitadas em outras
poltronas.
Eu queria percorrer outros vagões desse trem,
mas tinha medo, tinha receio de me perder,
andava somente pelo vagão onde estava minha poltrona,
pois quando me afastava ainda conseguia ver
onde estava meu número.
Olhava pela janela,
contemplava tudo,
ficava horas olhando e imaginando,
dentro de mim criavam expectativas,
criavam sonhos,
agora não são sonhos de criança,
pois já me sentia diferente.
Depois de algum tempo,
criei coragem,
disse a mim mesmo que iria conhecer outros vagões,
e em um lindo dia me levantei e fui,
curiosidade,
tudo diferente,
pessoas diferentes,
gestos e gostos que eu não conhecia,
tinham cheiros ruins,
tinham pessoas ruins,
e em algumas janelas desse vagão,
a paisagem não era tão bela quanto a de outras,
algumas tinham nuvens negras passando,
outras via escuridão,
tive medo,
tive receio de não conseguir voltar
ao meu vagão e à minha poltrona,
passara-se muito tempo e então resolvi voltar,
olhei para os lados e não sabia para onde ir,
até que .....
Continua em breve....
Por: Adilson Costa
Nos Trilhos da Vida – Parte 1
maio 5, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Contos, Destaques, Poesias
Quando eu era pequeno,
tinha pequenos problemas e os achavam enormes,
tinha pequenos sonhos e os achavam gigantes,
um dia o trem da vida passou e me levou,
começara minha jornada pelo conhecimento humano,
pelos trilhos da decepção,
pelas alegrias das curvas e
as surpresas dos campos verdes.
Não fazia parte dos meus planos conhecer e não entender,
poucos acertos e muitos enganos,
mas não tem volta,
uma vez dentro desse trem temos que crer,
temos que tentar entender os outros.
Fui crescendo e percebendo que não havia
ponto de parada.
Não havia estação e o sinal de emergência não funcionava.
Alguns passageiros desse trem me diziam:
"Fique calmo estamos ao seu lado vamos te ajudar!"
Mentiras e mais mentiras,
na quase totalidade das vezes cada qual se preocupa
com sua poltrona e com seu ponto de parada,
cada um quer seguir o seu próprio caminho,
não querem ajudar e finalmente descobri que estava sozinho.
Percebi que eu não tinha o conhecimento e que,
outras pessoas desenhavam a minha rota,
percebi que eles guiavam minha vida,
eu não tinha controle sobre mim.
Sem conhecer a estrada que vinha,
não tinha o que fazer depois,
não conhecia os trilhos,
não conhecia como a locomotiva funcionava,
e tão pouco como parar,
estava eu dentro dessa fornalha a vapor,
seguindo os trilhos da vida,
sem entender o sentido,
sem entender o porque isso acontecia,
como uma fruta que amadurece à força
eu estava sendo preparado para entender
como funcionam as coisas ....
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Por: Adilson Costa
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