Antiga Rodoviária de Maringá

maio 20, 2010 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias, Reflita Comigo

rodoviaria
Foto: J Carlos Cecilio

Saudoso tempo do saudoso Américo,
que desejou fontes na cidade jorrar
se hoje vivo, estaria colérico,
ao ver o prédio que leva seu nome,
virar ruínas e seus pedaços a espalhar.

Oh antiga rodoviária da nossa cidade canção,
chega choro de tristeza ao te ver,
sempre foi monumento de orgulho,
hoje abandonada sem razão,
vejo nossa história virar entulho.

Latões lhe cercam como se fosse culpada,
fizeste o que podias, resistiu como pode,
mas sem nosso povo viraste em nada.

Tantos pais, avós e famílias inteiras,
lhe atravessaram para um abraço,
foste o centro e fiel companheira,
e de forasteiros tiraste o cansaço.

Falta mais desvelo e dedicação de nossa gente,
para por ti lutar e deixar que fique em pé,
para que não reste lembranças e fotos somente,
lutemos por ti, deixemo-nas como  ela é.

Que a ganância de poucos seja tirada,
esqueçam prédios de compras ou obras do futuro,
essa conversa chocha não valerá de nada,
tiremos e revivamos ela do monturo.

Acordem minha gente e por ela vamos lutar,
reformem-na, tombem-na e deixe nossa história viver,
deve ser orgulho de um povo o passado zelar,
e seremos um povo pobre se do passado esquecer.

Essas palavras são somente um desabafo,
de um forasteiro que a essa terra aprendeu Amar,
construamos uma cidade do futuro,
com luzes neon, túneis rodovias em seu entorno,
mas por favor não deixem algo importante de lado.
Nenhum povo desse mundo tem futuro
se simplesmente apagarem seu passado.

Por: Adilson Costa

Ouça a Poesia na voz do Autor:

 

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes