Matar a Saudade
janeiro 28, 2012 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Quero matar a saudade com um tiro,
eu iria jogá-la longe de mim,
olhar nos olhos dela em seu último suspiro,
e dizê-la "esse é seu fim".
Distante desejo esse meu,
pois são tantas saudades a me consumir,
saudade dos beijos seus,
saudade de pessoas que decidiram partir.
E com suas partidas levaram um pedaço de mim,
os pedaços que fiquem por lá onde estiverem,
queria ter a chance de cuidar melhor do jardim,
de cuidar das flores que ganhei,
que com meu desprezo as joguei,
hoje vejo que eram as flores que sempre sonhei,
saudade "cretina" porque simplesmente não morre?
Porque não se joga no precipício que fizestes em mim?
Será que sentes prazer em meu sofrimento?
Sim sente, tenho plena convicção,
então tu serás minha eterna inimiga,
e direi aos ventos,
que farei o possível para te matar,
não que eu não suporte a dor,
mas você sorri de mim,
sorri enquanto choro,
não deixarei você fugir,
será minha prisioneira enquanto eu respirar,
e quem sabe quando eu partir,
levarei você comigo e assim conseguirei te matar.
Por: Adilson Costa
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Louco Apaixonado
julho 4, 2011 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
Sou um louco apaixonado
perdi-me nas entrelinhas da poesia,
onde eu tinha maestria
e hoje somente fico parado.
Sou um louco apaixonado
pela poção mágica do Amor,
corro o risco da dor,
para estar ao seu lado.
Sou um louco apaixonado
sinto isso dentro de mim,
vivo por ti, vivo assim
como um boêmio apaixonado.
Sou um louco apaixonado
não vejo mais nada em minha frente,
onde passa tanta gente
dizendo que estou errado.
Sou um louco apaixonado a esmo,
pois eu procurei esse Amor,
hoje faço um louvor
hoje gosto mais de mim mesmo.
Sou sim,
sou louco,
sou alucinado,
sou completamente
apaixonado por ti.
Hoje não me sinto mais perdido,
hoje me encontrei,
perdido eu estava antes de ti,
sem saber que rumo tomar,
sem o poder do sonhar,
eu quase morri.
Você me deu nova vida,
quero do teu lado viver,
do teu lado planejar,
do teu lado morrer.
Por: Adilson Costa
Entenda …
maio 25, 2011 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
Entenda que não entender já é um começo,
entenda que se ninguém te ama,
pode ser que você ainda não ama alguém.
Entenda que a vida não é para ser entendida,
e sim para ser saboreada sem entender nada.
Entenda que todos os dias é o seu dia,
nada de especial acontecerá sem você presente.
Entenda que os sonhos são pura realidade
quando não nos sobrar muito para sorrir.
Entenda que muitos são felizes com muito pouco,
e você pode ser mais feliz do que é hoje.
Entenda que você é tudo que precisa,
que você é a obra prima de tua vida,
basta complementar com pessoas que ama,
com momentos que valham a pena,
e descobrirá que não precisa entender mais nada.
Por: Adilson Costa
Se eu desistir eles Morrem
novembro 5, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Dessa vida resta-me pouco a passar,
creio eu nessa minha enorme ignorância,
pois muita coisa eu passei,
coisas com e sem importância,
já dormi numa tarimba no céu,
e do inferno o ar respirei,
abracei Deus em seu dia de fúria,
onde ele não quis me abraçar
e mesmo assim não chorei,
eita estrada traiçoeira,
pessoas traiçoeiras,
entre buracos e barrancos,
somados à poeira,
fez-me um ser melhor,
para quem melhorei?
Realmente não sei,
pode ser um plano divino,
desses que nós não entendemos,
o importante é respirar,
o coração bater
e a vida continuar,
às vezes sem rumo,
ás vezes rumo ao infinito,
pois tem gente que precisa da gente,
tem gente que não vive sem a gente,
então deixemos de conflitos,
o maldito relógio não para,
o "danado" do tempo corre,
deixa eu continuar a viver,
pois se eu parar muita gente morre.
Por: Adilson Costa
Não respeite o tempo
junho 13, 2010 por Adilson Costa
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Não respeite o tempo,
não espere ele passar para algo melhor acontecer,
levante de sua poltrona confortável,
faça algo por ti,
o tempo não cura as feridas,
mas suas atitudes podem melhorar sua dor,
somente atitudes podem cicatrizar seus ferimentos,
quem muito espera nada consegue,
e acredite o tempo não respeita ninguém,
e ele vai passar por você queira você ou não,
se você não reage por medo de errar,
esse é um grande erro,
se não reage por covardia,
esse é um grande erro,
se não reage pelo comodismo de seus erros,
esse é um grande erro.
Para encarar o tempo é preciso coragem,
e se mesmo você sabendo disso ainda não consegue reagir,
procure ajuda, procura um guia, um padre ou um louco qualquer,
não perca seu tempo sentado(a) em seu comodismo espiritual,
esperando a fada chegar,
ela não chegará,
mas a idade sim,
as rugas sim,
você conseguirá fazer plásticas em seu corpo,
conseguirá trocar peças de roupas,
mas não conseguirá fazer uma plástica de sua alma
se não entender a si mesmo(a)
Sabe porque?
Porque você perdeu tempo demais esperando o tempo CERTO.
Por: Adilson Costa
Ouça essa Poesia:
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Meu Caminho
junho 4, 2010 por Adilson Costa
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Se vivo torto nessa tortura que vivo,
é para sentir a falta de mim mesmo,
quando sinto que não me tenho por perto,
abro a janela do choro para o vento entrar,
assim não me sinto só,
e deixo o vento me acompanhar.
Se aprendo novas palavras sem sentido,
reparto com os outros o que não sei dizer,
bem no fundo sinto arrepios destorcidos,
e tenho mais vontade de viver,
abro minha alma para melhor se arrepiar,
assim me sinto bem
e sem medo deixo meu sangue esquentar.
Se encontro obstáculos pelo caminho que sigo,
não ligo para eles e continuo a caminhar,
encontro forças e somente sigo,
encaro tudo sem ao menos pestanejar,
e sem medo dos problemas sigo em frente,
na chuva, no sol ou na tempestade,
a questão é bem simples,
o que não posso é desistir,
então sigo minha vida,
enfrento meu caminho
sem medo de cair.
Autor: Adilson Costa
Onde está minha Virtude?
abril 23, 2010 por Adilson Costa
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Na espera doída que o tempo provoca,
aguardamos que algo bom aconteça,
moemos nossos sentimentos como camoca,
sobrando em nós as dores de cabeça.
A velha estrada já esquecida que passei,
deixou marcas, na pele e na lembrança,
os buracos fundos que na vida pisei,
me tornaram homem mesmo sendo criança.
A vela que acesa estava iluminando meu caminho,
eu mesmo apaguei, foi um erro aliado à minha atitude,
por isso hoje caminho na vida sem rumo e sozinho,
tentando me encontrar, encontrar em mim uma virtude.
Por: Adilson Costa
Quando a Morte Vier
abril 23, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Quando esse anjo de vestes branca ou negra chegar,
não tentarei me esconder ou correr rumo ao infinito,
irei encarar essa sina e deixarei ser levado,
ficarei ali parado,
pois eu sei que alguém me dedurou e não adianta fugir,
sabendo que pouco importará minha luta,
deixarei para traz a diária disputa,
que travo desde que nasci.
Saberei que é a minha hora,
hora de sumir de verdade,
hora de sair daqui.
Meu destino?
Onde estarei indo?
Importante não será,
pois meu destino fora traçado,
estando certo ou errado,
daqui serei levado.
Se existir vida além fronteiras,
se eu for levado ao céu ou ao inferno,
pouco me importa,
abrirei a porta e entrarei onde quer que seja,
e lá onde eu estiver,
continuarei sendo eu mesmo,
contando piadas sem graça,
sem rodeios, sem mágicas,
tentando animar os outros sempre,
tentando transmitir o pouco de energia que tenho,
e se não gostarem de mim mando todos ao "inferno",
e me mandem de volta,
pois mesmo não sendo um mundo descente,
eu 'amo' essa gente,
que me deduraram ao "Anjo da Morte",
mas eles não sabiam que eu não creio em sorte,
creio sim em merecimento,
creio em aproveitamento,
mas já aviso!
Caso eu volte,
nada mudarei,
continuarei sendo quem sou,
não terei em mim nenhuma revolta,
e se continuar a não agradar alguns,
que o 'Anjo' retorne e me leve de Volta.
Por: Adilson Costa
Ouça essa Poesia:
Quem é dono da natureza? – Parábola
abril 22, 2010 por Adilson Costa
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Carta que o cacique Índio Seattle, da tribo Duwamish, do Estado de Washington, escreveu ao Presidente Franklin Pierce, dos Estados Unidos, em 1855, depois de o governo ter dado a entender que desejava adquirir o território da tribo. Ecologia é uma palavra nova, mas o raciocínio ecológico não foi criado pelos homens de hoje. Leiam e aprendam!
"O Grande Chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é-nos estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos das campinas, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada!
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra e seu irmão - o céu como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.
Não há um sequer lugar calmo nas cidades do homem branco: Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou recendendo a pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô 0 seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que, (nós - os índios) matamos apenas para o sustento de nossa vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao nosso país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos; que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se as homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos: A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une família. Tudo está relacionado entre si.
Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama de vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará. Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmo uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver. De uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia a descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que O podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por Ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu Criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continua poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios dejetos! Porém, ao parecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial; lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça. O fim da vida e o começo da luta para sobreviver.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos pára o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos. E por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometeste. Lá, talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme desejamos. Depois de o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas florestas e praias, porque nós as amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse! E com toda a tua força, o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nós ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é por Ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.
Traduzido dos fragmentos publicados na revista Norsk Natur 10 (1), 1974, Oslo e United Nations. Enviroment Programme - Media Pack'76, por ROBERTO TAMARA.
Os vendavais de Minha vida
fevereiro 17, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
Minha vida esta sofrendo uma mistura de um tufão
com um ciclone tropical,
perco-me arrastado pelas montanhas da ilusão,
ou encontro-me após um forte temporal.
A lama das inundações me sufocam,
e minhas forças são poucas para suportar,
as cores de meus sonhos se desbotam,
com essa ventania perdi o desejo de sonhar.
São ventos fortes batendo de todos os lados,
sinto falta de um apoio, um ombro, uma ajuda,
a escuridão deixou-me cego, perdi todos os caminhos,
e não posso perder o controle de minha vida.
Ouço falar que temporais são passageiros,
quando passarem podemos reconstruir ou consertar,
tenho receio, tenho medo, de não ficar inteiro,
e que a esperança vá em outro canto morar.
Por: Adilson Costa
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