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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) sedia, neste final de semana, o Campeonato Estadual de Atletismo Sub-14 e o Troféu Mato Grosso de Atletismo Master, promovidos pela Federação de Atletismo de Mato Grosso (Famt). A abertura será nesta sexta-feira (17.10), às 18h, no Centro Regional de Desenvolvimento Esportivo da Unemat, com a presença de atletas nacionais que farão demonstrações de suas provas.

Mais de 200 atletas participam do evento. O Sub-14 reúne jovens de 12 e 13 anos, enquanto o Troféu Master é destinado a competidores acima de 30 anos. As provas do Sub-14 ocorrem nos dias 17 e 18, e o Master, no dia 19.

Destaques do atletismo brasileiro em Cáceres

Entre os convidados especiais estão atletas de destaque nacional e mundial:

  •  O mato-grossense Davi Souza de Lima, atleta de salto triplo que ocupa o topo do ranking mundial Sub-18, filho de Vicente Lenílson de Lima, velocista medalhista olímpico nos revezamentos 4×100 m (Sydney 2000 e Pequim 2008) e a triplista e participante dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, Maria Aparecida de Souza Lima, ambos seus treinadores;
  •  Arthur Monteiro (ou Arthur Curvo), terceiro melhor do Brasil no lançamento de dardo adulto;
  •  Lissandra Maysa, especialista em salto em distância, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e registrou 6,84 m no Kip Keino Classic, em Nairóbi, no Quênia;
  •  Lucas Martins, medalhista de ouro no Campeonato Brasileiro Sub-18 de salto em altura, com marca de 1,99 m, e convocado para o Campeonato Ibero-Americano.

Homenagem ao treinador Tide

O evento também prestará homenagem a Aristides de Andrade Junqueira Neto, o Tide, um dos mais respeitados treinadores de atletismo do país, com presença da família. Tide descobriu e treinou o bicampeão mundial indoor no salto em distância Mauro Vinícius da Silva (Duda), além de Nelson Carlos Ferreira Júnior, finalista mundial em 1997, e Maria Aparecida Barbosa de Souza (Cida), recordista brasileira do salto triplo e participante dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Prata da casa

O atleta João Marcos da Silva Campos (classe T54), velocista em cadeira de rodas do Centro de Referência Paralímpico da Unemat (CRPB-Unemat), que vem conquistado medalhas de ouro em provas de pista curta em eventos escolares/paralímpicos também apresentará suas habilidades.

A Unemat se destaca no cenário esportivo nacional por meio de suas iniciativas de pesquisa, extensão e inclusão, especialmente por meio do (CRPB-Unemat) e do Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Esporte e Exercício Físico (Cipeef-Unemat). Essas ações reforçam seu compromisso com a formação esportiva de excelência e a promoção do atletismo em Mato Grosso, oferecendo infraestrutura e apoio técnico para atletas de todas as idades e níveis de competição, promovendo o esporte como ferramenta de transformação social e desenvolvimento humano.

Programação do Campeonato:

  •  Sub-14: dias 17 e 18/10 – sexta-feira após a abertura e sábado, das 7h30 às 10h e das 15h até o encerramento.
    •    Troféu Master: dia 19/10 – das 7h30 até o término das provas.

De acordo com a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o diesel comum teve alta de 0,32% em seu preço médio na primeira quinzena outubro, em comparação com a média registrada no mesmo período do mês anterior. Com a alta, o preço médio do combustível chegou a R$ 6,19.

No mesmo período, o diesel S-10 foi comercializado, em média, por R$ 6,21, mantendo-se estável na comparação com a primeira quinzena de setembro.

“O diesel comum começou outubro em leve alta, reflexo de ajustes pontuais de mercado e diferenças regionais no custo de distribuição. Já o tipo S-10 manteve estabilidade, sustentado por uma demanda mais constante e por um mercado menos sujeito a variações”.

Renato Mascarenhas/Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade

Na análise por regiões, um dos destaques ficou com o Centro-Oeste, que registrou as maiores altas para os dois tipos de diesel nesta primeira quinzena de outubro. O comum ficou 0,81% mais caro na região (R$ 6,26) na comparação com a primeira quinzena de setembro, enquanto o S-10 teve alta de 0,16% (R$ 6,34).

Diesel1Valores médios e variações nacionais do diesel na comparação 1ª quinzena out/25 x 1ª quinzena set/25

Já a região Sul se destacou pelas maiores quedas e as menores médias do período: o diesel comum teve preço médio de R$ 5,98 na região, uma queda de 0,17%, enquanto o S-10 ficou 0,33% mais em conta, custando R$ 6,02.

Os preços médios mais altos seguiram no Norte: R$ 6,76 para o comum (+0,75%) e R$ 6,58 para o S-10 (-0,15%).

Na avaliação por estados, o destaque da primeira quinzena de outubro seguiu sendo o Acre. Mesmo registrando queda de 1,05%, o tipo comum alcançou o valor de R$ 7,52 no estado e seguiu como o mais caro do Brasil, assim como o S-10, que se manteve com preço médio de R$ 7,49, mesma média registrada na primeira quinzena de setembro. A maior redução para o diesel comum no País aconteceu em Alagoas, onde o preço médio do combustível recuou 2,05%, chegando a R$ 6,21. Já o maior recuo para o diesel S-10 ocorreu no Amazonas: de 2,38%, fazendo o combustível recuar ao preço médio de R$ 6,55 no estado.

Diesel2Valores médios e variações regionais do diesel na comparação 1ª quinzena out/25 x 1ª quinzena set/25

O menor preço médio para o diesel comum foi registrado nos postos do Paraná: R$ 5,94, após recuo de 0,67% na comparação com a primeira quinzena de setembro.

As médias mais em conta para o S-10 foram as de Pernambuco e do Paraná, ambas de R$ 5,96. Em Pernambuco, houve alta de 0,68%, enquanto no Paraná registrou-se queda de 0,83% para o combustível.

Vale destacar também que a maior alta para o diesel comum foi registrada no Rio Grande do Norte. No estado, o combustível subiu 2,67%, elevando o preço médio para R$ 6,15. O S-10 teve sua maior alta, de 0,76%, em Rondônia, onde o preço médio chegou a R$ 6,64.

A Central Estadual de Transplantes (CET), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), realizou uma captação de múltiplos órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) na tarde desta quinta-feira (16.10).

O procedimento começou às 12h06 e terminou às 15h50. As equipes captadoras são de Brasília (DF) e de Mato Grosso, e contaram com o suporte do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

“Graças à potencialidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e de seus profissionais, o Brasil pode contar com um serviço de transplante ágil e eficiente. É gratificante ver que, por meio da solidariedade e sensibilidade de uma família enlutada, cinco pessoas terão uma nova chance de vida”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Essa foi a 9ª captação de órgãos realizada em Mato Grosso neste ano. Durante o procedimento, foram captados dois rins, um fígado e duas córneas, que irão beneficiar cinco pacientes.

“Esta captação também é resultado do trabalho da gestão estadual, que investe na capacitação de profissionais das unidades captadoras, para a conscientização sobre o transplante de órgãos”, destacou a secretária-adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, informou que, ao longo de 2024, foram realizadas 13 captações de múltiplos órgãos, sendo captados 22 rins, 10 fígados e 4 corações.

“Mato Grosso tem trabalhado para ampliar a captação e o número de transplantes realizados dentro do Estado. A doação de órgãos pode salvar muitas vidas e, através deste ato de solidariedade, é possível transformar a dor da perda em esperança para quem espera por um transplante”, concluiu.

A Câmara Municipal de Várzea Grande realizou nesta quinta-feira (16), a primeira aula voltada à capacitação dos servidores da Casa. O encontro marcou o início de uma nova etapa de qualificação interna, voltada ao aprimoramento técnico e à valorização do serviço público.

A abertura foi conduzida pelo procurador da Câmara, Ismael Alves, e contou com a participação do vereador Alessandro Moreira, além de servidores e membros da gestão legislativa. A primeira aula foi ministrada pelo subprocurador da Casa, Thiago Coelho, que apresentou o tema “Processos do Legislativo” e destacou a importância da formação continuada.

“Tenho certeza de que todos vão aproveitar bastante o que será oferecido. Este é apenas o começo teremos ainda cursos de graduação e pós-graduação voltados aos servidores”, afirmou o subprocurador.

Durante a abertura, a secretária legislativa de Gestão e Planejamento, Lorineide Inhan, explicou que o IEL tem como foco a qualificação dos servidores e o fortalecimento das práticas administrativas e legislativas.

“Nosso objetivo é melhorar a qualificação dos servidores. A Procuradoria teve a iniciativa de preparar esta aula sobre os processos do Legislativo, e em breve concluiremos a reforma e a inauguração da sala do Instituto Escola do Legislativo. Também já estamos preparando futuras parcerias, como com o Senar, para ampliar a oferta de cursos e treinamentos”, destacou.

O vereador Alessandro Moreira, servidor público de carreira, parabenizou a iniciativa e ressaltou o impacto positivo que ações de capacitação trazem para o serviço público.

“Esses treinamentos fortalecem a valorização profissional e refletem diretamente na melhoria do atendimento à população. Reconhecemos o empenho da gestão desta Casa em oferecer oportunidades de aprendizado e crescimento aos servidores”, pontuou.

Com a aula inaugural, o futuro Instituto Escola do Legislativo (IEL) deve começar suas atividades com o propósito de se tornar um espaço permanente de formação e aperfeiçoamento dos servidores da Câmara Municipal de Várzea Grande, estimulando o conhecimento e a excelência na administração pública.

Polícia Civil e Vigilância Sanitária fecham fábrica clandestina de bebidas destiladas em Várzea Grande -

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Uma fábrica clandestina de bebidas destiladas, que funcionava no bairro Jardim dos Estados em Várzea Grande, foi interditada na tarde desta quinta-feira (16.10), em uma operação conjunta da Polícia Civil, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) com fiscais da Vigilância Sanitária do município. Os trabalhos contam com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O proprietário do local foi preso e será autuado em flagrante por crime contra a saúde pública de falsificação/adulteração de bebida alcoólica com pena de quatro a oito anos de reclusão e multa.


A ação foi desencadeada após informações anônimas recebidas no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por meio do disque denúncia da Polícia Civil, no número 197, que relatavam o envasamento de bebidas alcoólicas sem procedência e falsificadas em uma fábrica clandestina, instalada em um galpão, em Várzea Grande.

No local, os policiais da Decon e os fiscais da Vigilância Sanitária constataram a veracidade das informações, encontrando mais de 500 garrafas vazias, aguardando para ser envasadas, mais de 30 rolos de rótulos de marcas de bebidas conhecidas no mercado,  três bombonas de mil litros de bebida destilada (aguardente), além de diversos produtos quimícos e naturais que eram misturados na bebida para dar aroma e cor.


Todo material foi apreendido e será encaminhado para a Politec para análise laboratorial para verificar se o produto está contaminado, se contém metanol, ou alguma outra substância tóxica.  O local foi interditado pela Vigilância Sanitária e o proprietário conduzido à Decon para a lavratura do flagrante.


Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, aos olhos de uma pessoa leiga, os produtos poderiam ser facilmente confundidos com bebidas originais, trazendo grande risco à população.

"É um crime grave, uma vez que o reenvase de bebidas alcoólicas falsificadas é normalmente realizado em condições sanitárias precárias para a saúde pública, além de serem utilizados produtos que podem causar sérios problemas de saúde como doenças estomacais, cegueira e até mesmo a morte de quem consome o produto", disse o delegado. 

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), se reuniu na manhã de hoje (16), com os motoristas de ambulância do Município que pediram melhorias como atualização do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), melhorias salariais, entre outras demandas.

Diante dos servidores, Moretti reforçou mais uma vez que está disposta a ouvir e a discutir pleitos do funcionalismo. “A valorização dos nossos servidores foi um dos eixos prioritários da nossa campanha e sabemos o quão defasado é o salário do servidor várzea-grandense. Já levamos alguns PCCS à Câmara e estamos aguardando votação. Vou levar os pedidos e acompanhar o que já está sendo feito na Secretaria de Saúde e vamos continuar discutindo essas melhorias, deste modo, vamos nos reunir novamente e analisar com a equipe técnica os pedidos”, explicou a prefeita.

Motorista de ambulância há sete anos, Allan Raoni Glória da Costa, parabenizou a prefeita por recebê-los, além disso, contou que há três anos a categoria tenta agendar um encontro com a liderança máxima do Poder Executivo. “Estamos há anos tentando conversar com gestões anteriores, mas só agora fomos recebidos e fico feliz por abrir esse diálogo com a prefeita Flávia Moretti. A categoria precisava deste encontro para entender todo o processo, como também se aproximar mais da gestão municipal”, conta Allan.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Várzea Grande (Simvag), Carlino Neto, parabenizou a gestão por atender os servidores. “Esta é a missão da prefeita e ela está de parabéns por cumprir esse ofício com êxito. Fico feliz em acompanhar este trabalho que está buscando valorizar o serviço público do Município”, declara.

Nesta quinta-feira (16), durante a sessão da Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) usou a tribuna para reafirmar a manutenção da audiência pública da saúde, marcada para a próxima segunda-feira (20). A parlamentar destacou que o diálogo entre o Executivo, os sindicatos e o Ministério Público avançou de forma responsável e transparente na busca de soluções para a questão da insalubridade e do prêmio-saúde dos servidores.

“Assim que recebi o projeto que votado hoje, em regime de urgência especial, que tratou da insalubridade, remeti na íntegra para todos os sindicatos que participaram conosco da reunião na Presidência da Câmara, sendo confirmada a conformidade com o acordo firmado com o executivo, através das deliberações intermediadas pelos vereadores.

O Ministério Público aprovou a dilação de prazo solicitada pelas categorias, e o órgão prontamente atendeu, concedendo 72 dias adicionais, o que nos dá tempo para reformularmos, a lei do prêmio-saúde na sequência da lei de insalubridade”, explicou Maysa.

A vereadora lembrou que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que envolve o tema é antigo e não foi acompanhado na gestão anterior, mas que agora há um esforço conjunto para corrigir distorções. “Hoje, vemos todos os vereadores, junto com os servidores, empenhados em resolver uma situação que afeta diretamente os trabalhadores e a qualidade da saúde pública de Cuiabá”, afirmou.

Maysa Leão também reforçou que a situação da saúde em Cuiabá é resultado de uma herança que precisa ser enfrentada com seriedade. “A saúde é, sem dúvida, o calcanhar de Aquiles da nossa cidade. É vergonhoso saber que não temos orgulho da estrutura de nenhuma UPA e que muitas UBS estão em condições precárias. Isso precisa mudar, e passa por valorizar quem trabalha no atendimento aos munícipes”, pontuou.

A parlamentar ressaltou ainda que a audiência pública da saúde está mantida, para discutir a segunda fase da proposta: a reestruturação das carreiras e o prêmio saúde. “No dia 20, todos os 27 vereadores estão convidados. Vamos discutir, junto aos sindicatos — SINPEN/MT, SINODONTO/MT, SISPUMC, SINDIMED/MT, SINFISIO/MT, SINDPSI/MT, e demais entidades —, a construção de uma nova lei que assegure direitos ao prêmio saúde e garanta condições dignas de trabalho aos servidores. Porque hoje, se um servidor da saúde adoece e apresenta atestado, ele perde integralmente o prêmio saúde, o que é inaceitável”, concluiu a vereadora.

Celebrado em 5 de outubro, o Dia Internacional da Empresa Familiar reacende um debate urgente: o futuro das organizações que sustentam a economia brasileira. Segundo o IBGE, 90% das empresas do país têm origem familiar e são responsáveis por 65% do PIB nacional. No entanto, poucos percebem a ameaça invisível que ameaça que significa resistir ao tempo sem perder a essência.

Estudos recentes mostram que apenas 30% das empresas familiares chegam à segunda geração; 12% à terceira; e menos de 4% à quarta. A transição, quando mal conduzida, leva não só à perda de controle acionário, como à desintegração de vínculos, valores e identidades, aquilo que muitos chamam de a alma da empresa familiar.

Para a consultora Cristhiane Brandão, especialista em governança e sucessão familiar, esse é o ponto central do desafio contemporâneo: “A empresa familiar é um sistema orgânico, com vida própria. Ela nasce de uma história, de uma cultura e de um propósito. A profissionalização é o processo que permite que essa vida continue, sem que a essência se perca.”

A chegada do primeiro gestor externo, segundo Cristhiane, é o verdadeiro “momento de virada”. É também o período mais delicado, marcado por testes de confiança e adaptação cultural. “A contratação de um gestor independente é um movimento de maturidade emocional e cultural. Exige urgência na criação de novos instrumentos de governança que sustentem o crescimento e preservem a identidade do negócio”, explica.

O desafio da integração de lideranças não-familiares em empresas de gestão familiar é evidenciado por números preocupantes: o primeiro executivo externo contratado para um cargo de liderança costuma permanecer, em média, apenas um ano e meio no posto. Essa alta rotatividade não é aleatória; ela é impulsionada por um conjunto de fatores invisíveis e intrínsecos ao ambiente familiar. O sistema familiar estabelecido, a cultura enraizada e, notavelmente, a reação dos colaboradores, que frequentemente tendem a "testar" o novo líder, criam uma pressão complexa. O resultado são custos elevados de recrutamento e um impacto negativo na moral da equipe.

Para mitigar este cenário, Cristina Ohara, associada de RH da Brandão Governança, enfatiza que o sucesso da transição exige mais do que apenas competência técnica; ele depende de um preparo emocional e cultural robusto. A seleção deve ir além dos aspectos técnicos, avaliando a aderência cultural do candidato ao ambiente familiar da empresa.

“Além disso, a liderança familiar deve ser ativamente preparada para receber o executivo. Isso envolve a criação de um sistema de suporte claro, que inclua: definição de objetivos tangíveis, um sistema de avaliação de desempenho bem estabelecido e uma integração minuciosa que abranja o negócio, as pessoas e os processos”.

Ohara defende que o processo deve ser planejado desde o início, com papéis e níveis de autonomia rigorosamente definidos. É crucial delimitar com clareza a fronteira entre "a esfera familiar e a do executivo". Para consolidar a confiança mútua, a especialista sugere a implementação de alinhamentos semanais nos primeiros 90 dias, assegurando que as expectativas de ambas as partes permaneçam alinhadas.

Um exemplo prático de conciliação entre cultura familiar e gestão profissional é o caso da Paula Cravetz, gerente de operações da empresa Futura, que completa 15 anos na empresa onde começou como assistente contábil. Formada em Ciências Contábeis, ela viu no ambiente familiar um espaço de desenvolvimento e liberdade para inovar.

“O diferencial de uma empresa como a Futura é a confiança. Tenho autonomia para propor melhorias, errar, testar e aprender. Aqui, a gente fala com os donos, entende o negócio e trabalha com propósito”, afirma gestora.

Na visão de Cristhiane Brandão, o papel de um terceiro independente, seja consultor, conselheiro ou mediador, é essencial na travessia entre gerações. Ela o define como o guardião do equilíbrio, capaz de impedir que a família se perca nas emoções e que o negócio se afogue em tecnicismos frios. “É ponte, bússola e amortecedor ao mesmo tempo”, resume.

A urgência do tema é reforçada pela pesquisa da PwC (2024), que revela que 43% das empresas familiares no Brasil ainda não possuem planos formais de sucessão. Sem estrutura e governança, a longevidade - e o próprio legado - ficam em risco. Para Cristhiane, “a governança é o elo entre razão e emoção; é o que permite crescer sem romper o fio da identidade”.

Outras Informações

A Brandão Governança atua na formação de conselhos, sucessão familiar e implantação de boas práticas de governança corporativa em empresas familiares em todo o Brasil. Outras informações sobre como estruturar a sucessão, reduzir a rotatividade de talentos e aprimorar a governança de seu negócio. Contatos: www.brandaogovernanca.com.br/ (65) 98126-141.

Policiais militares da Força Tática do 14º Comando Regional apreenderam duas armas de fogo e porções de drogas, nesta quarta-feira (15.10), em Nova Mutum. A ação envolveu dois homens faccionados, que reagiram com tiros à abordagem e entraram em confronto com a PM.

Conforme o boletim de ocorrência, a Força Tática realizava abordagens de rotina em veículos suspeitos na rodovia MT-249, pela Operação Tolerância Zero, e flagrou um Chevrolet Ônix trafegando em alta velocidade, que não parou na barreira montada pelos policiais.

Diante da situação, os militares iniciaram acompanhamento e deram diversas ordens de parada, por meios de sinais sonoros e luminosos da viatura, que foram desrespeitadas pelos suspeitos. 

Após alguns quilômetros de perseguição pela rodovia, o veículo foi interceptado. Os dois suspeitos desceram do Ônix com armas de fogo em punho, apontando em direção aos policiais, que reagiram à ação com disparos, atingindo a dupla.

No local, os militares apreenderam as duas armas de fogo utilizadas pela dupla, sendo um revólver e uma pistola. Além disso, foram apreendidas no carro porções de maconha, cocaína e pasta base de cocaína. 

Os dois homens estavam com sinais vitais e foram conduzidos pela equipe da Força Tática até o Pronto Socorro de Nova Mutum, onde não resistiram e morreram. 

Os suspeitos foram identificados como Jeová Adrian da Silva Campos e Diego da Conceição Semeler, membros de facção criminosa e que somavam juntos 14 passagens policiais por crimes de tráfico de drogas, roubo, porte ilegal de arma, sequestro e cárcere privado, lesão corporal, entre outros.

A equipe da Força Tática fez o registro do boletim de ocorrência e tomou todas as medidas cabíveis que o caso requer.

Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Brasília (DF), 16/10/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira/Divulgação

Pesquisador brasileiro Eduardo Zimmer, da UFRGS, participa de estudo sobre diagnóstico do Alzheimer - Foto Instituto Serrapilheira/Divulgação

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador.

SUS

O diagnóstico por exame de sangue já é uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, são oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precisão, seu preço elevado reforça a importância de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.

O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro é preciso entender se ele vai ter a performance necessária. Em segundo lugar estabelecer a estratégia e a logística para a inclusão no SUS.

“Precisamos de várias avaliações para entender onde as análises serão feitas, quando esses exames vão ser utilizados, que população será beneficiada, se vai acelerar ou não o diagnóstico no SUS”, disse.

Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda há um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. Os resultados definitivos estarão disponíveis em cerca de dois anos. Apesar de a doença ser mais frequente em pessoas com 65 anos, serão iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.

“Vamos começar os estudos com indivíduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pré-clínica da doença de Alzheimer, que é quando a doença começa a se instalar, mas o indivíduo ainda não tem sintomas. A ideia é conseguirmos mapear também a prevalência desses indivíduos”, acrescentou Zimmer.
 

De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram reforçados em revisão internacional publicada em setembro, no periódico Lancet Neurology.

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