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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) capacitou esta semana mais de 120 servidores públicos municipais e profissionais liberais no curso de Habilitação da Descentralização da Gestão Ambiental. O evento ocorreu em Colíder e terminou nesta quinta-feira (13.11) com a participação de representantes de 35 municípios, que puderam se qualificar com aulas teóricas e diversas práticas em campo.
Uma parte relevante do curso foram os dois dias em campo, com visitas a empreendimentos de confinamento bovino, olaria, frigorífico e extração de argila e cascalho. Durante as práticas, os participantes conheceram de perto as atividades desenvolvidas pelos empreendimentos e posteriormente retornaram ao auditório onde puderam esclarecer suas dúvidas.
O instrutor das práticas de confinamento e frigorífico, e Analista de Meio Ambiente da Sema, Eliel Alves Ferreira, destacou a importância das aulas de campo para consolidar o aprendizado. “A importância da aula prática é orientar tecnicamente sobre o correto funcionamento do frigorífico, a respeito do abastecimento de água, tratamento de efluentes e gestão de resíduos sólidos”, explicou o instrutor.
Na prática de confinamento bovino, realizada na agropecuária Teles Pires, foram observados aspectos essenciais de uma vistoria, como localização do empreendimento, alimentação do gado, sistema de abastecimento de água, entre outros. No Frigorífico Frigolíder, a prática concentrou-se nas condições de funcionamento e operação do empreendimento conforme a legislação ambiental.
Capacitação
Iniciado na terça-feira (11), o curso contou com carga horária de 30 horas e teve como objetivo capacitar servidores municipais para atuar em ações de fiscalização, análise de processos de licenciamento, monitoramento e educação ambiental.
Além das práticas em campo, as aulas teóricas abordaram o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), a estruturação do órgão ambiental, as noções de fiscalização e os planos e projetos de educação ambiental para os municípios.
A capacitação é uma etapa essencial do processo de descentralização realizado pela Sema e ocorre regularmente. Somente este ano, já foram promovidas 4 edições, e a previsão é realizar mais quatro ou cinco eventos pelo estado em 2026.
Para a superintendente de Gestão de Desconcentração e Descentralização da Sema, Ellen Farias Ferreira, o curso é fundamental para capacitar os municípios já descentralizados e fortalecer aqueles em processo de descentralização, cumprindo o que prevê o Art. 14 da Resolução 41/2021 do Consema/MT.
“Hoje contamos com 60 municípios descentralizados e alguns em fase descentralização. Um dos pré-requisitos para ser descentralizado é ter técnicos habilitados, por isso a participação no curso é essencial, para que eles renovem o aprendizado e se capacitem”, destacou.
A iniciativa foi promovida pela Sema por meio da Superintendência de Gestão de Desconcentração e Descentralização (SGDD), com o apoio das Diretorias de Unidades Desconcentradas (DUDs) e da Secretaria Municipal de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente de Colíder.
O prazo das inscrições das Equipes e dos Atletas para o Campeonato Pixote 2025 foi prorrogado até às 0h de sábado (15). Oportunidade para clubes, projetos sociais e principalmente aos jovens atletas garantirem presença em uma das mais tradicionais competições de Cuiabá promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel). O cadastro deve ser feito exclusivamente pelo formulário disponível no site oficial da Prefeitura: https://www.cuiaba.mt.gov.br/secretarias/esportes-e-lazer.
Segundo o coordenador do Campeonato Pixote, Edson Luiz Manfrin, a etapa das inscrições é essencial para garantir a participação das equipes e dos atletas. “O prazo vai até a meia-noite de sábado (15). Quem não fizer a inscrição da equipe não conseguirá registrar seus atletas no sistema. É o primeiro passo para participar”, explicou.
Manfrin detalha que, após isso, os responsáveis pelas equipes deverão seguir para a etapa de entrega da documentação e credenciamento técnico, que acontecerá no dia 17 de novembro, das 8h às 17h, no Ginásio Dom Aquino. No dia 18 de novembro (terça-feira) será realizado o Congresso Técnico, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, Esporte, Cultura e Lazer, às 14h, quando serão repassados detalhes das competições. Os jogos tem previsão de início em 19 de novembro, conforme tabelas elaboradas pelos Coordenadores das Modalidades.
As modalidades oferecidas nesta edição são Futebol de campo, Futsal, Handebol, Basquete e Voleibol, com disputas nos naipes masculino e feminino. “Cada modalidade tem um coordenador específico que vai manter contato direto com técnicos e professores. Assim que as equipes forem confirmadas, serão montados grupos para organizar as tabelas e horários dos jogos”, destacou Manfrin.
O secretário municipal de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, ressaltou a importância do Pixote como um dos eventos esportivos mais tradicionais de Cuiabá, voltado à integração e ao desenvolvimento social de crianças e adolescentes. “O Pixote é mais do que uma competição: é um projeto de formação, que estimula o espírito de equipe, a convivência e o amor pelo esporte. Estamos preparando uma edição especial para 2026, com estrutura reforçada e o compromisso de valorizar nossos jovens talentos”, afirmou o secretário.
Jefferson também adiantou que a intenção da gestão é ampliar o evento nos próximos anos. “Para 2026, queremos incluir novas modalidades, como natação, judô e lutas, atletismo, vôlei de praia, xadrez, badminton entre outras, alcançando até 20 modalidades. O Pixote vai crescer junto com os nossos atletas”, destacou.
Com 30 anos de história desde sua criação em 1986, o Campeonato Pixote que não foi realizado nos anos de 2023 e 2024 é reconhecido por revelar talentos e fortalecer o esporte escolar e nos bairros em Cuiabá. Em 2025, a expectativa da Smecel é de um grande número de equipes inscritas, reunindo centenas de jovens atletas da capital.
O Governo de Mato Grosso entrega, nesta sexta-feira (14.11), 121 veículos e mais de 3,5 mil cartões de auxílio financeiro para apoiar ações de desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. O governador Mauro Mendes também irá formalizar o repasse para 30 municípios iniciarem e retomarem a construção de creches.
As entregas ocorrem à partir das 8h, no setor Oeste da Arena Pantanal (portão A), em Cuiabá.
Nas ações voltadas à agricultura familiar, serão entregues 70 tratores, 34 caminhões e 17 veículos, em um investimento que soma R$ 38,4 milhões.
Também serão entregues 3.589 cartões do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar, o Fundaaf, na modalidade “inclusão rural”, que busca oferecer apoio financeiro e técnico para que os pequenos produtores em situação de vulnerabilidade social possam desenvolver suas atividades no campo.
Esse auxílio, que totaliza R$ 21,4 milhões, é destinado aqueles inscritos no Cadúnico Rural, com renda per capita de até meio salário mínimo, e com prioridade para idosos, mulheres, jovens, indígenas, quilombolas e assentados.
Já os investimentos da Educação somam mais de R$ 80,9 milhões e são destinados a 30 municípios, para a construção de 23 novas creches e retomada de obras de 7 unidades. O recurso é oriundo do Fundo Estadual de Apoio à Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil e do Ensino Fundamental no Estado de Mato Grosso.
Participam do evento a primeira-dama Virginia Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, os secretários Alan Porto (Educação), César Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Andreia Fujioka (Agricultura Familiar), e os presidentes Mayran Beckman (Desenvolve MT) e Suelme Evangelista (Empaer).
O vereador Dr. Miguel (Cidadania) utilizou a tribuna, na última terça-feira (11), para agradecer o compromisso do senador Jayme Campos (União Brasil) com o município de Várzea Grande, após o pagamento de uma emenda parlamentar de R$ 2,5 milhões destinada à Secretaria Municipal de Saúde.
O recurso foi viabilizado por meio de articulação dos vereadores junto ao gabinete do senador. Do total, R$ 1 milhão foi indicado pelo presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), e R$ 1,5 milhão pelo próprio Dr. Miguel.
O parlamentar explicou que os recursos têm o objetivo de reforçar os investimentos na rede municipal de saúde, contribuindo para a melhoria dos serviços e o atendimento à população varzeagrandense. Ele também agradeceu à assessoria do senador, pelo acompanhamento das demandas apresentadas pelos vereadores.
Dr. Miguel também ressaltou que a conquista é resultado do trabalho conjunto entre o Legislativo e o Executivo Municipal, reforçando o compromisso de buscar melhorias concretas para as áreas prioritárias do município.
A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998. Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses é 4,68%, uma redução na comparação com os 5,17% dos 12 meses terminados em setembro. É a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, está ainda acima da meta do governo, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, no máximo 4,5%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A energia elétrica residencial recuou 2,39% no mês, representando impacto de -0,1 ponto percentual no IPCA.
A explicação está na migração da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para 1. No 2, há cobrança adicional de R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kilowatts (Kwh) consumidos. Já no nível 1, vigente em outubro, o extra é de R$ 4,46.
A cobrança extra é determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para custear usinas termelétricas em tempos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas. O adicional é necessário, pois a energia gerada pelas termelétricas é mais cara que a hidrelétrica.
De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, se não houvesse o alívio na conta de luz, o IPCA de outubro ficaria em 0,20%.
Depois de ter caído durante quatro meses seguidos, o grupo alimentação e bebidas, que tem o maior peso no custo mensal das famílias, apresentou estabilidade, variando 0,01%.
Essa variação de alimentos e bebidas é a menos para um mês de outubro desde 2017 (-0,05%).
O IBGE deu destaque às quedas do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). No sentido oposto, a batata-inglesa subiu 8,56% e o óleo de soja, 4,64%.
Confira como se comportaram os preços dos determinados grupos de produtos e serviços:
- Alimentação e bebidas: 0,01% (0,00 p.p.)
- Habitação: -0,30% (-0,05 p.p.)
- Artigos de residência: -0,34% (-0,01 p.p.)
- Vestuário: 0,51% (0,02 p.p.)
- Transportes: 0,11% (0,02 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,41% (0,06 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,45% (0,05 p.p.)
- Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
- Comunicação: -0,16% (0,00 p.p.)
De todos os 377 produtos e serviços pesquisados, as maiores altas foram do aluguel residencial (0,93%) e da passagem aérea (4,48%). Ambos responderam individualmente por 0,03 p.p. do IPCA.
O acumulado de 12 meses do IPCA é o 13º seguido fora do limite de tolerância do governo. Esse é um dos motivos principais para o Banco Central manter a taxa de juros básicos da economia, a Selic, em 15% ao ano, o maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).
O juro alto encarece o crédito e desestimula investimentos e o consumo, dessa forma, funciona como um freio na economia, reduzindo a procura por produtos e serviços e, consequentemente, esfriando a inflação.
O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de serviços, que traz os preços que sofrem mais influência do aquecimento ou esfriamento da economia - ou seja, mais suscetíveis à taxa Selic - e o de preços monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combustíveis.
A inflação de serviços marcou 0,41% em outubro e 6,20% em 12 meses. Já os monitorados recuaram 0,16% no mês e sobem 4,20% em 12 meses.
O boletim Focus dessa segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, estima que a inflação oficial ao fim de 2025 será de 4,55%. A Selic deve terminar o ano em 15%, aponta o Focus.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas - Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) instituiu parcerias com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) para viabilizar a melhoria da qualidade e eficiência dos processos de regularização fundiária e ambiental em todo o Estado dentro do programa MT Produtivo.
O programa executado pela Seaf foi lançado na última quinta-feira (6), e terá investimento total de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões financiados pelo Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões de contrapartida do Estado para impulsionar a cadeia de produção da agricultura familiar mato-grossense.
A Sema e o Intermat também atuarão na educação ambiental e formação de brigadistas nas regiões da agricultura de pequena escala e Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais (PIQCT). Para isso, já realizaram processo seletivo de títulos para contratar servidores que vão trabalhar no programa.
Conforme o superintendente de Regularização e Monitoramento Ambiental da Sema, Felipe Klein, o órgão contratou 10 analistas, que começam o treinamento nesta semana. “O pequeno proprietário muitas vezes não é muito assistido na parte da dinâmica da regularização fundiária e ambiental e, agora, com esse projeto, vai ter esse trabalho da Seaf e, também, da Sema para viabilizar cadastro, análise e validação e validação de 11 mil estabelecimentos da agricultura familiar”, destaca.
Ele prevê a viabilização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PAR) para os agricultores familiares.
Com a previsão de regularizar 1.907 imóveis em 35 assentamentos de seis municípios – Barra do Bugres, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Poxoréu e Santo Antônio do Leverger – o Intermat contratou 10 analistas e agentes fundiários e agrários, cinco analistas fundiários e cinco agentes fundiários, além da previsão de alugar pelo menos três caminhonetes, com pagamento de diárias, combustíveis e marco normativo pelo Banco Mundial.
“As famílias estão nesses assentamentos há mais de 20 anos. O agricultor familiar vai ao banco e não tem o documento legal para solicitar o crédito. Então, damos o documento definitivo e ele pode ir ao banco receber o dinheiro, para beneficiar a produção. Isso permite que ele tenha o respaldo para buscar a independência dele”, destaca o presidente do órgão, Francisco Serafim de Barros.
Ele lembra que, ao ir para os assentamentos, os moradores querem plantar e colher para sobreviver e comercializar o excedente.
“Nesse ponto entra o investimento da Seaf e o apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Uma coisa importante desse projeto são as cadeias produtivas. Os agricultores precisam saber a vocação de cada área e, nesse ponto, a Empaer ajuda muito”.
Ele avalia que o marco normativo vai melhorar as normas e procedimentos aplicados no Intermat. “Olhando outras práticas e experiências em outros estados”, complementa.
Francisco diz que o melhor ponto do projeto é a independência do pequeno produtor rural.
“Na hora que o produto estiver pronto para ser comercializado, queremos ajudar ele a vender no mercado central ou nos grandes atacadistas, por exemplo. O projeto traz o máximo de ganho ao produtor. Vamos orientar para que ele tenha o máximo possível de renda com o produto. Quando sobrar dinheiro, ele vai aplicar na própria atividade”.
O MT Produtivo será gerenciado pela Seaf, entre 2025 e 2030, por meio de uma coordenadoria específica. O objetivo é fortalecer a produção, aumentar a renda e promover a inclusão socioeconômica de cerca de 15 mil famílias de agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais em 61 municípios mato-grossenses.
A iniciativa investe em práticas agrícolas inteligentes em relação ao clima, na regularização fundiária e ambiental e no fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, o que estimula a geração de oportunidades, o empoderamento de mulheres e jovens e a valorização das comunidades tradicionais.
Desde 2019, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 720 milhões em equipamentos, máquinas, insumos, irrigação, melhoramento genético, entre outras ações, para o desenvolvimento da agricultura familiar no Estado.
O aluno-atleta da Escola Estadual de Tempo Integral Governador José Fragelli, de Cuiabá, David Henrique Oliveira Gomes, de 14 anos, foi convocado pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) para participar dos Jogos Sul-Americanos Escolares, que vão acontecer entre os dias 30 de novembro e 08 de dezembro em Assunção, no Paraguai.
David foi campeão na modalidade de judô nos Jogos Escolares Brasileiros (Jeb's) 2025, que aconteceu em Uberlândia (MG), no mês de outubro. Conquistando a medalha de Ouro, o estudante do 8º ano contou que os Jeb's foram importantes para criar novas amizades, conhecer outro estado e competir no esporte que ama.
De acordo com o judoca, já são mais de 11 anos treinando na categoria. “Entrei no judô com 3 anos de idade, mas venho me preparando para competir há 4 anos. Essa conquista é fruto de muito esforço”, disse ele.
O pai, que é professor e treinador do estudante, Thiago Campo Gomes, afirmou que os preparativos do filho são realizados todos os dias na escola, que é vocacionada ao esporte.
“Levar o nome da escola e do Estado de Mato Grosso a nível nacional e internacional tem sido único. Esse feito não acontece há mais de 10 anos, então estamos muito contentes”, completou o professor.
Entre pai e filho, o orgulho é o mesmo. David contou que se não fosse pelo pai, com certeza não praticaria o esporte. “Gosto muito de tê-lo comigo nos treinos desde quando era pequeno. É muito gratificante”.
Orgulhoso, Thiago concorda: “Me sinto feliz por ter colocado ele no esporte e ver o lugar no qual ele chegou, além de tudo o que vem conquistando. Ser pai e treinador é uma sensação muito boa”.
Thiago observa que o filho já está em contagem regressiva para ir aos Jogos Sul-Americanos Escolares. “Chegamos nesse nível internacional e a escola está animada para viver esse momento. Nossa família também está se organizando e esperando que dê tudo certo nessa competição. Esperamos que ele consiga trazer esse ouro para o Brasil”, completou Thiago.
Com mais de 50 medalhas conquistadas para o estado de Mato Grosso, os Jeb's reuniram mais de 5 mil jovens atletas, na categoria de 12 a 14 anos, representando os 26 estados e o Distrito Federal.
Os Jogos Escolares Brasileiros são realizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE). A participação mato-grossense na competição nacional foi coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), em parceria com a Federação Mato-grossense de Desporto Escolar (FMDE).
O mercado de milho no Brasil vive um momento de atenção. De um lado, os preços mostram força, retornando a patamares que não víamos desde meados do ano. Do outro, uma cautela estratégica toma conta tanto de quem vende quanto de quem compra.
O produtor, com as máquinas no campo para o plantio da safra de verão, observa esse cenário de valorização e segura a venda de novos lotes, priorizando os contratos que já estavam na mesa. Enquanto isso, a indústria e os compradores, com estoques considerados confortáveis para o momento, adquirem grãos de forma pontual, apostando que a iminente safra recorde poderá pressionar os valores para baixo. É nesse complexo cabo de guerra que o mercado se equilibra, e entender cada movimento é fundamental para tomar as melhores decisões.
Quando olhamos para os dados, a mensagem é clara. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), referência no setor, mostra que os preços do milho se consolidaram. Essa firmeza é um reflexo direto da postura do produtor rural.
Com a atenção voltada para a semeadura da safra verão 2025/26, a prioridade não é negociar no mercado à vista (spot), mas sim garantir que o plantio ocorra na janela ideal e nas melhores condições possíveis. Essa retração na oferta, mesmo que momentânea, dá sustentação aos preços. Vendedores que ainda possuem grãos da safra passada preferem aguardar, na expectativa de que a valorização continue. O indicador, age como um termômetro preciso, capturando essa hesitação vendedora e a consequente sustentação das cotações no mercado físico.
O foco atual na semeadura da primeira safra, conhecida como safra verão, é um ponto crucial para entender o futuro próximo do mercado. Em diversas regiões produtoras do Brasil, o clima tem sido um protagonista. Relatos de chuvas fortes deixam agricultores em alerta, pois o excesso de umidade pode trazer uma série de desafios.
Um bom planejamento agrícola precisa considerar essas variáveis, que impactam diretamente o potencial produtivo da lavoura. Atrasos no plantio ou problemas na germinação podem reduzir a produtividade esperada, afetando a oferta futura de grãos. Para o produtor, os desafios climáticos no dia a dia são bem conhecidos:
O mercado atual se assemelha a uma partida de xadrez, onde cada lado mede cuidadosamente o próximo movimento. De um lado, o produtor, capitalizado e otimista com as cotações, segura sua produção. Ele cumpre os contratos de venda antecipada, mas evita negociar grandes volumes no mercado spot, esperando que o preço suba ainda mais. Do outro lado, a indústria de ração e outros compradores de grande porte mostram tranquilidade. Eles afirmam ter estoques suficientes para atender à demanda de curto prazo e, por isso, não sentem a necessidade de ir ao mercado com agressividade. Essa dinâmica é bem explicada pelos pesquisadores do Cepea:
Esses agentes estão de olho na produção recorde desta temporada e na possibilidade de que vendedores precisem liberar armazéns e/ou fazer caixa.
Essa expectativa de uma oferta abundante no futuro limita o movimento de alta dos preços. Os compradores sabem que, em algum momento, o produtor precisará vender para liberar espaço nos armazéns para a nova safra ou para gerar fluxo de caixa, o que pode forçar uma queda nas cotações. Essa queda de braço define o ritmo dos negócios e a estabilidade dos valores que vemos no indicador MILHO/CEPEA.
Olhando para fora, o ritmo das exportações brasileiras de milho também traz informações importantes. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que os embarques em outubro, embora ainda robustos com 6,5 milhões de toneladas, ficaram abaixo do mês anterior. Essa leve desaceleração pode ser interpretada de várias formas. Pode refletir uma menor competitividade do grão brasileiro no mercado internacional em determinado momento ou simplesmente uma mudança na logística e no fluxo de navios.
No acumulado do ano, os envios totais registram uma pequena queda em comparação ao mesmo período do ano passado. Para o produtor, é essencial acompanhar o cenário externo, pois fatores como a demanda da China, a produção nos Estados Unidos e a variação do dólar influenciam diretamente o volume exportado e, por consequência, os preços internos. Informações atualizadas sobre o mercado agrícola podem ser encontradas em portais oficiais como o do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
O cenário para o milho permanece complexo e cheio de variáveis. A firmeza atual dos preços, impulsionada pela postura estratégica dos vendedores e pelas incertezas climáticas da safra verão, pode ser desafiada pela projeção de uma colheita recorde. Se o clima colaborar e a produtividade se confirmar, o aumento da oferta tenderá a pressionar os preços para baixo nos próximos meses. Contudo, qualquer revés climático ou uma demanda externa mais aquecida pode mudar esse quadro rapidamente. Para o produtor rural, este é um momento que exige monitoramento constante.
Em resumo, o mercado de milho vive um equilíbrio delicado. A valorização atual reflete uma oferta contida, enquanto a expectativa de uma grande safra futura segura o ímpeto dos compradores. Fatores como o clima durante o desenvolvimento da safra de verão e o comportamento das exportações serão decisivos para ditar a direção dos preços. Navegar neste cenário exige informação de qualidade e uma análise cuidadosa das tendências, permitindo que o produtor tome decisões mais seguras e bem fundamentadas para o seu negócio.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) participa da 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém (PA). Durante o evento, a corporação apresenta as ações estratégicas e integradas adotadas pelo Estado de Mato Grosso para a prevenção e o combate aos incêndios florestais.
A presença do CBMMT na COP30 reforça o protagonismo nacional da corporação em iniciativas voltadas ao enfrentamento dos incêndios florestais, à sustentabilidade e à proteção ambiental. A COP30, que teve início em 10 de novembro e segue até o dia 21, reúne representantes de diversos países para discutir medidas globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, promovendo o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de políticas ambientais em âmbito mundial.
Nesta quarta-feira, 12 de novembro, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, participará do painel “Inovação e Governança Ambiental: As Respostas de Mato Grosso aos Desafios do Fogo e da Produção Sustentável de Alimentos”, dentro da temática “Adaptação e Resiliência Climática”. O painel também contará com a presença do secretário executivo de Meio Ambiente (Sema-MT), Alex Marega, e do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber.
Segundo o coronel Glêdson, o CBMMT apresentará os resultados expressivos das estratégias de prevenção, preparação e resposta operacional implementadas em 2025, que levaram a uma redução histórica dos focos de calor no Estado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/BD Queimadas) apontam que, entre janeiro e outubro de 2025, Mato Grosso registrou 10.581 focos de calor, contra 49.665 no mesmo período de 2024, representando queda de 78,7%, quase cinco vezes menos ocorrências que no ano anterior.
O Estado também alcançou recordes de diminuição nas áreas queimadas e na quantidade de eventos de fogo. Segundo o Instituto Centro de Vida (ICV), com base na plataforma Amazon Fire Dashboard, da NASA, houve redução de 71% nas áreas afetadas por incêndios florestais em 2025. Entre janeiro e agosto deste ano, aproximadamente 859,5 mil hectares foram atingidos pelo fogo, sendo menos de 1% no Pantanal mato-grossense.
“Representar o Corpo de Bombeiros Militar em um evento global como a COP30 é motivo de grande responsabilidade. Estamos levando a voz de todos os bombeiros do Brasil, reforçando o papel estratégico dos bombeiros na construção de políticas públicas integradas, baseadas em ciência, tecnologia e prevenção. Participar desse diálogo internacional é também uma oportunidade de compartilhar experiências, aprender com outras nações e fortalecer nossa capacidade de resposta diante dos desafios climático”, disse o comandante.
Entre as estratégias apresentadas pelo CBMMT durante o painel está a adoção de tecnologias avançadas de monitoramento 24 horas, que permitiram atuação em tempo real de 1.420 bombeiros militares, brigadistas estaduais e municipais, apoiados por viaturas especializadas e uma frota aérea mobilizada. Ao todo, foram realizadas mais de 800 horas de voo em operações de combate e reconhecimento, além de centenas de ações terrestres executadas em todo o território mato-grossense, garantindo respostas rápidas e eficazes.
Outro destaque é o investimento de R$ 125 milhões realizado pelo Governo de Mato Grosso em ações de combate a incêndios florestais e ao desmatamento, aliado às parcerias estratégicas entre o poder público e o setor produtivo. Essas ações integradas têm se mostrado fundamentais não apenas para fortalecer a prevenção e a resposta imediata, mas também para promover práticas produtivas mais sustentáveis, consolidando Mato Grosso como referência nacional em gestão ambiental, ainda conforme o coronel Glêdson.
“Este painel contempla os principais eixos das ações que desenvolvemos ao longo do ano. Sabemos que o combate é essencial, mas deve ser tratado como etapa secundária diante da prevenção. É fundamental reforçar que a prevenção vem sempre em primeiro lugar, sem abrir mão da capacidade de resposta rápida quando necessário”, destaca o comandante-geral do CBMMT.
Comitiva de Mato Grosso
Integram a comitiva mato-grossense que participa da COP 30 o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente), representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Corpo de Bombeiros Militar, além do deputado estadual Carlos Avallone e do promotor de Justiça Marcelo Vacchiano.
A primeira-dama, Virginia Mendes, também acompanha o governador na comitiva, que conta ainda com servidores das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e de Agricultura Familiar (Seaf), além de representantes do Instituto PCI, Imac, Programa REM e Aprosoja-MT.
Os representantes do Estado participam de painéis e agendas sobre economia florestal e financiamento climático, destacando como a biodiversidade pode ser tratada como ativo estratégico e pilar de negócios regenerativos e sustentáveis.
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, realiza nesta quinta-feira (13.11) capacitação com o tema “Manejo da Dor em Pessoas com Doença Falciforme”. O evento será no auditório do Conselho Regional de Medicina (CRM), localizado no Centro Político Administrativo de Cuiabá, das 13h30 às 18h.
O público-alvo são profissionais da saúde das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e dos hospitais de Cuiabá e Várzea Grande. Os interessados podem se inscrever neste link.
A capacitação tem o intuito de habilitar os profissionais da saúde sobre a analgesia específica em pacientes com doença falciforme e de expandir o conhecimento dos participantes em relação ao protocolo estabelecido para o tratamento da dor.
A sensibilização sobre a doença falciforme refere-se à educação e conscientização sobre a patologia, visando melhorar a assistência, o diagnóstico e o tratamento humanizado.
O diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo, convida os profissionais da saúde a participarem da capacitação.
“Esta palestra foi planejada para dar mais visibilidade para a doença falciforme, para o atendimento e o tratamento adequado aos pacientes que possuem a patologia. Por isso, convido todos os profissionais da saúde a participarem desta capacitação e aprimorarem seus conhecimentos relacionados ao assunto”, ressaltou.
Mais sobre a doença
A doença falciforme é genética, hereditária e caracterizada por alterações nas hemácias do sangue. Os glóbulos vermelhos se tornam rígidos e assumem formato de foice, dificultando a passagem de oxigênio para cérebro, pulmões, rins e outros órgãos.
A enfermidade não tem cura e pode provocar o comprometimento das principais funções do organismo, caso o portador não receba a assistência adequada. O diagnóstico é feito na Triagem Neonatal, com o Teste do Pezinho, e pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
Entre os sintomas estão crises de dor, síndrome mão-pé, infecções, úlcera de perna, sequestro do sangue no baço, palidez, cansaço fácil e icterícia.
O MT Hemocentro é referência no tratamento da doença falciforme no Estado. No momento, a unidade atende 599 pacientes com a patologia.