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A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza em Mato Grosso caiu de 2,6% em 2023 para 1,6% em 2024, uma redução de um ponto percentual. No mesmo período, o percentual de moradores vivendo na pobreza recuou de 17,2% para 13,1%, queda de 4,1 pontos percentuais. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada na quarta-feira (3) pelo IBGE.
Segundo o levantamento, Mato Grosso registrou o terceiro menor índice de pobreza do país no ano passado, ficando atrás apenas de Santa Catarina (8,0%) e Rio Grande do Sul (11,1%). Na outra ponta, os estados com maiores taxas foram Acre (45,9%), Maranhão (45,8%) e Ceará (43,3%).
Apesar das reduções, o Estado — que possui um dos maiores PIBs do país — ainda contabilizava 60,6 mil pessoas em extrema pobreza e 496,2 mil em situação de pobreza, considerando uma população estimada em 3,788 milhões de habitantes. Em Cuiabá, os índices chegaram a 1,5% (extrema pobreza) e 14,4% (pobreza).
Como o Brasil não possui uma linha oficial de pobreza, o IBGE utiliza parâmetros internacionais do Banco Mundial, calculados pela Paridade do Poder de Compra (PPC). Em 2024, foram considerados:
No cenário nacional, a pobreza caiu de 27,3% para 23,1% entre 2023 e 2024, o equivalente a 8,6 milhões de pessoas a menos nessa condição. A extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%, redução de 1,9 milhão de indivíduos.
Entretanto, sem os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, a proporção de pessoas em extrema pobreza saltaria de 3,5% para 10%, e a pobreza aumentaria de 23,1% para 28,7%.
“A manutenção dos valores pagos pelo Bolsa Família em patamar superior ao período pré-pandemia colaborou para a continuidade da redução da pobreza e da extrema pobreza”, aponta o IBGE. O instituto destaca também que o mercado de trabalho mais aquecido contribuiu para a melhora dos indicadores.
Em 2024, o rendimento médio do trabalho no país alcançou R$ 3.208, enquanto em Mato Grosso o valor foi de R$ 3.506, o sétimo maior do país. Distrito Federal (R$ 5.037) e São Paulo (R$ 3.884) lideram o ranking.
A pesquisa revela que a pobreza atinge proporcionalmente mais mulheres (24,0%) do que homens (22,2%). Entre mulheres pretas ou pardas, as taxas são ainda mais altas:
Entre homens brancos, os indicadores são significativamente menores:
Pessoas pretas e pardas representavam 56,8% da população brasileira, mas concentravam 71,3% dos pobres em 2024. A taxa de pobreza foi de 25,8% entre pessoas pretas, 29,8% entre pardas e 15,1% entre pessoas brancas. Já a extrema pobreza atingiu 3,9% dos pretos e 4,5% dos pardos, contra 2,2% dos brancos.