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Sede da Petrobras no Rio, marco da arquitetura modernista
Foto: Divulgação Agência Petrobras/André Motta de Souza
Ícone modernista na Avenida Chile passa por restauração bilionária, com preservação do projeto original e possível museu do petróleo
O emblemático edifício-sede da Petrobras, conhecido como Edise, seguirá fechado por mais dois anos. A estatal prevê a reabertura do prédio apenas para setembro de 2027, ao fim daquela que é considerada a maior reforma de sua história. Inaugurado nos anos 1970, e marco da arquitetura modernista brasileira, o prédio passa por obras orçadas em R$ 1,3 bilhão, que incluem desde a substituição completa da fachada até intervenções estruturais e adequações às normas mais recentes de segurança — tudo sem descaracterizar o traço original dos arquitetos nem os jardins suspensos de Burle Marx, que continuam preservados.
Quem passa pelo Largo da Carioca já nota as mudanças: a ausência dos tradicionais brises metálicos escancara os andares vazios, colunas expostas e um visual que lembra um prédio ainda em construção. A obra está a cargo da empresa Engemon, que também cuida da revitalização do edifício-garagem Gedise. O contrato prevê a entrega de todo o projeto executivo, execução da reforma, montagem de sistemas, comissionamento e operação assistida da estrutura.
Museu do Petróleo
A Petrobras também tem discutido ideias para tornar o prédio mais acessível ao público e ao entorno. Uma das propostas em avaliação é a criação de um museu do petróleo nas instalações do Edise, o que reforçaria o vínculo da empresa com a memória do setor e ampliaria a circulação de visitantes no local. Outra novidade é a abertura de uma nova entrada pela Avenida República do Paraguai, com o objetivo de aumentar o fluxo de pessoas por todo o perímetro do edifício.
Mesmo em meio ao canteiro de obras, o Edise segue como referência no skyline da Avenida Chile e símbolo da presença da Petrobras no centro do Rio de Janeiro. A expectativa é que, ao final da reforma, o prédio reúna inovação, funcionalidade e preservação histórica em um só espaço, consolidando-se como um marco renovado da paisagem urbana carioca.