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Com a chegada do Ano-Novo, cresce a procura por banhos e simpatias que simbolizam renovação, proteção e abertura de caminhos. Práticas populares em diferentes regiões do país, esses rituais atravessam gerações e se mantêm vivos especialmente no fim de dezembro, quando pessoas buscam começar o novo ciclo com boas energias e esperança.
Em feiras livres, mercados populares e banquinhas de ervas, folhas como arruda, manjericão, alecrim, alfazema e guiné estão entre as mais vendidas. Usadas em banhos energéticos, as plantas são associadas à limpeza espiritual e ao fortalecimento emocional. O preparo costuma ser simples: as folhas são maceradas ou fervidas em água e o banho é jogado do pescoço para baixo, geralmente após o banho habitual.
Além dos banhos, simpatias tradicionais também ganham espaço na virada do ano. Pular sete ondas, vestir roupas brancas, acender velas e fazer pedidos à beira-mar estão entre os rituais mais comuns. Embora não tenham comprovação científica, essas práticas cumprem um papel simbólico importante, funcionando como momentos de pausa, reflexão e definição de intenções para o ano que começa.
As tradições têm forte ligação com religiões de matriz africana, indígenas e com o catolicismo popular. No candomblé e na umbanda, por exemplo, o uso das ervas carrega significados específicos e segue orientações religiosas, respeitando o conhecimento ancestral transmitido por sacerdotes e sacerdotisas. Já fora do contexto religioso, muitas pessoas adotam os rituais como forma de autocuidado e fortalecimento emocional.
Especialistas apontam que, mesmo sem efeitos comprovados sobre mudanças concretas na vida, o impacto psicológico é relevante. A sensação de proteção, recomeço e esperança pode contribuir para o bem-estar e para uma postura mais positiva diante dos desafios do novo ano.
Cuidados, no entanto, são recomendados. O uso de ervas para ingestão deve ser feito com cautela, já que algumas plantas podem causar efeitos adversos. Para banhos externos, a orientação é evitar misturas desconhecidas e dar preferência a plantas amplamente utilizadas e reconhecidas.
Entre crença, cultura e tradição, banhos e simpatias seguem como parte do imaginário coletivo brasileiro na virada do ano, reforçando o desejo comum de deixar para trás o que não faz bem e abrir espaço para um novo começo.