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Quinta, 07 Agosto 2025 10:34

Fusão bilionária transforma segundo homem mais rico do mundo Larry Ellison em magnata de Hollywood

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Acordo bilionário teve interferência de Donald Trump Acordo bilionário teve interferência de Donald Trump Arte: Lagoa Comunicação

União de US$ 8 bilhões entre a Paramount e a Skydance marca o ingresso do fundador da Oracle no centro do entretenimento global

Num roteiro digno de Hollywood, Larry Ellison — o segundo homem mais rico do mundo — e seu filho David Ellison acabam de assumir o papel principal em um dos maiores negócios da história do entretenimento. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA aprovou a fusão de US$ 8 bilhões (R$ 44,4 bilhões) entre a lendária Paramount e a Skydance Media, produtora comandada por David. A transação, que será concluída em 7 de agosto, coloca pai e filho no controle de um império midiático que abrange desde superproduções de cinema até canais de TV e jornalismo de alcance global.

David Ellison, de 42 anos, será o CEO da nova Paramount e terá 50% dos direitos de voto, ficando à frente de um portfólio com mais de 1.200 títulos de filmes e os direitos de distribuição de outros 2.400, além de canais como MTV, Nickelodeon,  e CBS News. Contudo, os documentos regulatórios revelam que o poder financeiro permanece nas mãos de Larry Ellison, de 80 anos, cofundador da Oracle. Ele detém todas as ações com direito a voto das holdings envolvidas na operação, por meio do Lawrence J. Ellison Revocable Trust.

Doação presidencial 

A aprovação da fusão só foi possível após concessões sensíveis de ambos os lados. A Paramount concordou em pagar US$ 16 milhões (R$ 88,8 milhões) ao presidente Donald Trump para sua futura biblioteca presidencial, encerrando um processo judicial ligado a uma polêmica edição de entrevista com Kamala Harris em 2024. Pouco depois, a CBS anunciou o fim do talk show de Stephen Colbert, um crítico frequente do presidente, justificando a decisão por razões orçamentárias.

Do lado da Skydance, a FCC exigiu garantias formais de que a nova empresa abraçaria a pluralidade de visões políticas e combateria vieses na cobertura jornalística, em resposta a críticas crescentes à credibilidade da mídia. Além disso, ajustes de última hora nos documentos entregues à agência confirmaram que Larry Ellison controla integralmente as ações com direito a voto na estrutura societária — o que, na prática, solidifica sua influência decisiva sobre os rumos da nova gigante da comunicação.

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