Últimas Notícias
Primeira reunião desde 2018 acontece em base militar marcada pela história da Guerra Fria
Depois de anos de trocas de farpas e encontros apenas à distância, Donald Trump e Vladimir Putin voltam a dividir a mesma sala nesta sexta-feira,15, em um cenário carregado de simbolismo: a Base Conjunta Elmendorf-Richardson, no Alasca, que já foi palco da espionagem americana contra Moscou na Guerra Fria. O relógio está marcado para as 16h30 (horário de Brasília) e, ao que tudo indica, o mundo estará de olho quando os líderes tentarem transformar décadas de rivalidade — e três anos de guerra na Ucrânia — em uma rara conversa sobre paz.
O encontro será realizado a portas fechadas, com apenas tradutores presentes, e deve durar cerca de uma hora. A expectativa é de que Trump e Putin discutam diretamente uma proposta de cessar-fogo para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, conflito que já se estende por mais de três anos, e provocou milhares de mortes e deslocamentos.
Mudança significativa
A escolha de uma base militar com histórico de rivalidade estratégica entre os países adiciona simbolismo à reunião, que vem sendo acompanhada com atenção por governos e mercados internacionais. Analistas apontam que a iniciativa pode representar uma mudança significativa no tom das relações bilaterais, que nos últimos anos foram marcadas por sanções, acusações e tensões militares.
Na última quarta-feira, 13, Trump conversou por telefone com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que o alertou sobre um possível “blefe” de Putin em relação a um acordo de paz. Ainda assim, diplomatas próximos ao governo norte-americano afirmam que a reunião é uma oportunidade rara para abrir canais diretos de negociação e buscar uma solução diplomática para o conflito.