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Segunda, 08 Dezembro 2025 10:58

Enviado dos EUA diz que acordo de paz na Ucrânia está próximo

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O enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Ucrânia afirmou que um acordo para encerrar a guerra está “muito próximo”, dependendo apenas da definição de duas questões centrais. Moscou, porém, rebateu dizendo que são necessárias “mudanças radicais” em propostas apresentadas por Washington.

Trump, que busca consolidar uma imagem de “pacificador”, considera o fim do conflito — o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial — sua prioridade de política externa.

A guerra começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o território ucraniano após oito anos de confronto entre separatistas pró-Moscou e forças de Kiev na região de Donbas, formada por Donetsk e Luhansk.

 Duas questões pendentes: Donbas e usina de Zaporizhzhia

O enviado especial Keith Kellogg, que deixa o cargo em janeiro, disse no Fórum de Defesa Nacional Reagan que as negociações chegaram aos “últimos 10 metros”, etapa que classificou como a mais difícil.

Segundo ele, os impasses restantes envolvem:

  • o status territorial de Donbas, parcialmente ocupado pela Rússia;
  • o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia, maior da Europa, atualmente sob controle russo.

“Se resolvermos essas duas questões, o restante se encaixa”, afirmou Kellogg, destacando que o acordo está “muito, muito perto”.

 Conversas no Kremlin e pressões de Moscou

Na semana passada, o presidente Vladimir Putin manteve quatro horas de reuniões com o enviado de Trump, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro do ex-presidente. Yuri Ushakov, principal conselheiro de política externa do Kremlin, confirmou que “questões territoriais” foram discutidas — termo usado por Moscou para se referir às reivindicações sobre Donbas.

A Ucrânia ainda controla cerca de 5 mil km² da região, reconhecida internacionalmente como parte de seu território. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirma que ceder totalmente Donetsk sem referendo seria ilegal e abriria caminho para futuras ofensivas russas.

Ushakov disse à mídia russa que os EUA precisarão promover “mudanças sérias e radicais” em seus documentos sobre a Ucrânia, sem detalhar o que Moscou exige.

 Contatos paralelos

Zelenskiy relatou ter tido uma “longa e substancial” conversa telefônica com Witkoff e Kushner. O Kremlin declarou esperar que Kushner esteja à frente da elaboração de um possível acordo.

Última modificação em Segunda, 08 Dezembro 2025 11:06
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