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O governo de Taiwan, que rejeita as reivindicações territoriais de Pequim, voltou a acusar a China de distorcer a história ao afirmar que a República Popular da China sequer existia em 1945. Taiwan mantém oficialmente o nome República da China.
Pequim, porém, sustenta que a República Popular da China é o Estado sucessor da República da China e, por isso, detém “naturalmente” a soberania sobre a ilha.
Em Taipei, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hsiao Kuang-wei, rebateu a interpretação chinesa e afirmou que Taiwan “absolutamente não faz parte” da República Popular da China e jamais foi administrada por ela. Ele destacou ainda que “somente o governo democraticamente eleito de Taiwan pode representar os 23 milhões de habitantes da ilha na comunidade internacional e em fóruns multilaterais”.
Questionado sobre a justificativa de Pequim para o uso de radar contra jatos militares japoneses no fim de semana, o secretário-chefe do Gabinete japonês, Minoru Kihara, reafirmou a posição de Tóquio, contestando a versão chinesa. Segundo ele, “a iluminação intermitente de feixes de radar é um ato perigoso que ultrapassa os limites da segurança e do necessário”. Kihara não confirmou informações da imprensa de que a China teria ignorado chamadas feitas pelo Japão por meio da linha direta bilateral criada em 2018.