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Quinta, 25 Dezembro 2025 16:10

Papa Leão XIV faz apelo por Gaza e critica sofrimento de palestinos em sermão de Natal

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O papa Leão XIV fez um apelo direto sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza durante o sermão de Natal desta quinta-feira (25), em uma manifestação incomum para uma celebração tradicionalmente marcada por tom espiritual e solene.

Primeiro pontífice norte-americano da história, Leão XIV comparou o nascimento de Jesus em um estábulo às condições enfrentadas pelos palestinos deslocados pela guerra. “Como, então, podemos não pensar nas tendas em Gaza, expostas por semanas à chuva, ao vento e ao frio?”, questionou, ao afirmar que Deus “armou sua frágil tenda” entre os homens.

Celebrando seu primeiro Natal como papa — eleito em maio para suceder Francisco —, Leão XIV, conhecido por um estilo mais discreto e diplomático, costuma evitar referências políticas em seus sermões. Ainda assim, voltou a destacar a crise humanitária em Gaza, tema que já abordou em outras ocasiões, defendendo a criação de um Estado palestino como parte de uma solução duradoura para o conflito.

Em bênção posterior, o pontífice também lamentou a situação de migrantes e refugiados que atravessam o continente norte-americano, sem citar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem já criticou no passado por políticas migratórias. Na véspera de Natal, Leão afirmou que negar ajuda a pobres e estrangeiros equivale a rejeitar o próprio Deus.

Durante a celebração na Basílica de São Pedro, diante de milhares de fiéis, o papa recordou ainda as “feridas abertas” deixadas pelas guerras ao redor do mundo. Ele mencionou o sofrimento de populações civis, jovens forçados a lutar e pessoas privadas de moradia.

Na tradicional mensagem “Urbi et Orbi”, Leão XIV pediu o fim dos conflitos globais e citou guerras e tensões na Ucrânia, Sudão, Mali, Mianmar, Tailândia e Camboja. Sobre a Ucrânia, afirmou que o povo tem sido “atormentado” pela violência e pediu diálogo sincero com apoio da comunidade internacional.

Referindo-se aos confrontos na fronteira entre Tailândia e Camboja, que já deixaram dezenas de mortos, o papa pediu a restauração da “antiga amizade” entre os dois países e um caminho de reconciliação e paz.

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