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Fotos oficiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seus três mandatos
Foto: Divulgação Presidência da República/Ricardo Stuckert
Uruguai e Argentina se tornam destinos para quem busca alívio tributário, segundo dados da Receita Federal
O número de brasileiros que transferiram oficialmente seu domicílio fiscal para o Uruguai aumentou 381% entre 2022 e 2024, segundo dados divulgados pela Receita Federal. A tendência coincide com o período que marca a eleição e o início do novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aponta para um movimento crescente de migração de pessoas em busca de regimes tributários mais favoráveis.
Além do Uruguai, a Argentina também entrou no radar de brasileiros interessados em pagar menos impostos. O país vizinho passou a ser um dos destinos de quem busca vantagens fiscais, o que chamou a atenção das autoridades tributárias brasileiras. Embora os números absolutos não tenham sido detalhados, a Receita confirmou o aumento do interesse por territórios sul-americanos com carga tributária mais leve ou regras de tributação mais atrativas.
A Receita Federal ainda não finalizou os dados referentes a 2025, mas especialistas acreditam que a tendência deve se manter ou até se intensificar, considerando o atual cenário econômico e fiscal do Brasil. O aumento da carga tributária, especialmente sobre rendas mais altas e patrimônios, tem sido apontado como um dos fatores que motivam essa evasão legal.
Perda de arrecadação
Embora a mudança de domicílio fiscal seja permitida pela legislação, o movimento preocupa o governo, pois representa uma potencial perda de arrecadação em um momento de pressão por equilíbrio fiscal. Em muitos casos, a mudança não significa apenas uma alteração burocrática: famílias inteiras têm se mudado de fato, estabelecendo residência permanente fora do Brasil.
O fenômeno reacende o debate sobre a competitividade do sistema tributário brasileiro em comparação com países vizinhos. Para analistas, se não houver uma reforma tributária que traga mais equilíbrio e previsibilidade, o país pode continuar perdendo contribuintes — e, junto com eles, receita e investimentos.