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Secretário-geral da aliança militar pressiona países do BRICS por manterem relações econômicas com Moscou
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira, 16, que Brasil, China e Índia poderão ser alvos de sanções secundárias caso continuem mantendo relações comerciais com a Rússia. O alerta foi feito durante uma audiência no Congresso dos Estados Unidos, como parte de uma ofensiva ocidental para pressionar parceiros econômicos de Moscou a se afastarem do país em guerra com a Ucrânia.
As chamadas sanções secundárias são punições aplicadas a países ou empresas que, mesmo sem envolvimento direto no conflito, apoiam economicamente uma nação já sancionada — no caso, a Rússia. Rutte declarou que, se Moscou não demonstrar seriedade nas negociações de paz nos próximos 50 dias, essas penalidades serão aplicadas. Ele chegou a sugerir que os líderes desses países entrem em contato com o presidente russo Vladimir Putin para evitar o agravamento da situação.
Guerra econômica
O pronunciamento ocorre um dia após o ex-presidente Donald Trump anunciar o envio de mais armas à Ucrânia e prometer tarifas de 100% sobre produtos russos. Trump também acusou o BRICS de tentar enfraquecer os Estados Unidos, e substituir o dólar como moeda global, ameaçando aplicar uma tarifa geral de 10% sobre produtos vindos do bloco.
A OTAN, formada por 31 países da América do Norte e da Europa, tem intensificado sua atuação política e econômica além da esfera militar, alinhando-se com os interesses dos Estados Unidos na tentativa de isolar internacionalmente a Rússia. A ofensiva contra Brasil, China e Índia evidencia a escalada da guerra econômica global e o aumento da pressão sobre países que buscam manter uma postura de neutralidade diante do conflito.