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Grupo liderado por Flávio Bolsonaro propõe “pacote da paz” com foco no perdão a condenados por 8 de janeiro
Senadores e deputados da oposição protestaram nesta terça-feira, 5, contra a decisão de colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar. A medida judicial causou forte reação entre aliados do ex-chefe do Executivo, que classificaram a ação como uma perseguição política e anunciaram a intenção de reagir institucionalmente dentro do Congresso Nacional.
Como forma de resposta imediata, o grupo oposicionista informou que iniciará um movimento de obstrução dos trabalhos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. A estratégia busca pressionar o Legislativo, e ampliar a mobilização contra decisões judiciais envolvendo figuras ligadas ao bolsonarismo. O clima entre os parlamentares é de confronto direto, e a avaliação é de que a prisão inflamou o retorno das atividades parlamentares após o recesso.
Pacote da paz
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, foi o principal porta-voz das ações anunciadas. Em pronunciamento, ele revelou o lançamento do que chamou de “pacote da paz”, uma série de medidas que, segundo ele, visam à pacificação política do país. A proposta inclui projetos e articulações com foco em anistiar os condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A anistia a esses condenados é uma antiga demanda da base bolsonarista, mas vinha encontrando resistência para avançar no plenário da Câmara. Agora, com a prisão domiciliar de Bolsonaro como catalisador político, a oposição aposta em uma ofensiva mais agressiva para retomar a tramitação do texto e fortalecer sua pauta junto à opinião pública e à base conservadora no Congresso.