Últimas Notícias
Casa Branca avalia punir Viviane Barci de Moraes com base na Lei Magnitsky; medida visa pressionar ministros do STF e aliados
O governo dos Estados Unidos iniciou discussões internas para aplicar sanções à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida seria uma retaliação direta à decisão do magistrado de decretar prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As discussões se intensificaram nesta terça-feira, 5, com apoio do presidente Donald Trump e de setores republicanos do Congresso.
Entre as ações em análise estão a ampliação do tarifaço contra produtos brasileiros, a aplicação da Lei Magnitsky a outros ministros do STF e a suspensão de vistos de juízes auxiliares, autoridades da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e políticos ligados ao Supremo. As sanções contra Viviane Barci são, até o momento, a proposta mais avançada e concreta em debate.
Recado ao STF
Washington considera que penalizar a advogada representa uma extensão simbólica, e prática das sanções já impostas a Moraes. O objetivo seria ampliar o cerco a figuras-chave que, segundo autoridades americanas, estariam envolvidas em ações que comprometem a estabilidade democrática e os direitos civis no Brasil.
Caso aprovada, a medida poderá inviabilizar a atuação internacional do escritório Barci de Moraes, impedindo contratos com norte-americanos, e com empresas ligadas aos Estados Unidos. O gesto também busca enviar um recado direto ao STF, demonstrando que medidas judiciais contra líderes políticos terão repercussões internacionais.