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Quarta, 13 Agosto 2025 00:31

EUA acusa Lula e Alexandre de Moraes de censura

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Protesto na avenida paulista para pedir impeachment do Ministro Alexandre de Moraes e anistia aos presos de 8 de janeiro Protesto na avenida paulista para pedir impeachment do Ministro Alexandre de Moraes e anistia aos presos de 8 de janeiro Foto: RS via Fotos Públicas

Relatório do Departamento de Estado afirma que situação dos direitos humanos no Brasil piorou e critica prisão de bolsonaristas

Em um tom duro e sem espaço para sutilezas diplomáticas, o governo dos Estados Unidos disparou contra Brasília. No relatório anual sobre direitos humanos, divulgado nesta terça-feira, 12, o Departamento de Estado acusou o Brasil de ter visto sua situação “se deteriorar” no último ano, mirou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e não poupou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem rotulou como “censor”.

Além das críticas às autoridades brasileiras, o documento condena a prisão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusados de participação na tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023. Segundo o texto, as detenções seriam um exemplo de “abuso de poder” e de “uso político do Judiciário” no país. O relatório também cita preocupações com a liberdade de expressão e acusa o governo brasileiro de sufocar opositores.

Europa na mira

O relatório não se restringe ao Brasil. No capítulo sobre o cenário global, os EUA também criticam a Europa por supostas violações de direitos e, em contrapartida, afirmam não haver “abusos significativos de direitos humanos” em El Salvador, governado pelo presidente Nayib Bukele — aliado próximo de Trump. A avaliação sobre o país centro-americano contrasta com denúncias de entidades internacionais que apontam excessos no combate ao crime organizado.

A divulgação do documento ocorre em um momento de tensões diplomáticas, já que o Brasil e os EUA sob a liderança de Donald Trump vêm adotando posturas divergentes em fóruns internacionais. As críticas ao Judiciário brasileiro, e à gestão Lula devem gerar reações no governo brasileiro, que já se posicionou em outras ocasiões contra declarações de Washington sobre questões internas. O relatório poderá ser usado por opositores de Lula como munição política no cenário interno.

Última modificação em Quarta, 13 Agosto 2025 00:45
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