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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, criticou duramente o andamento das obras do BRT que ligará Cuiabá a Várzea Grande, classificando a situação como de “caos total” e atribuindo os problemas à falta de planejamento do poder público.
Segundo o conselheiro, inspeções recentes identificaram trechos alagados, canteiros vazios e intervenções paralisadas, especialmente após chuvas registradas nos últimos dias. Para ele, a paralisação de frentes de trabalho e a desorganização logística indicam que o cronograma da obra foi elaborado sem considerar fatores previsíveis, como o período chuvoso na região.
Sérgio Ricardo afirmou ainda que o projeto começou sem preparo técnico suficiente e que os atrasos acumulados já provocam impactos diretos na mobilidade urbana, com transtornos no trânsito e prejuízos a comerciantes e moradores das áreas afetadas.
O BRT é uma das principais obras de mobilidade urbana do estado e já vinha sendo alvo de questionamentos por parte de órgãos de controle. Em avaliações anteriores, o TCE chegou a sugerir medidas mais rigorosas, incluindo eventual rescisão contratual caso o ritmo de execução não fosse normalizado.
O governador Mauro Mendes tem afirmado que dificuldades para contratação de empresas e escassez de mão de obra especializada estão entre os fatores que contribuíram para a lentidão das obras. O Governo de Mato Grosso sustenta que medidas administrativas estão sendo adotadas para acelerar os serviços.
O Tribunal de Contas deve intensificar o monitoramento do contrato e pode emitir novas recomendações técnicas caso sejam constatadas irregularidades ou riscos de prejuízo aos cofres públicos. A previsão oficial de entrega do sistema já foi adiada e ainda não há nova data definitiva confirmada.
Se quiser, adapto o texto para versão mais curta, nota urgente ou matéria ampliada com bastidores políticos.