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O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) está realizando a padronização de cavaletes e redes de água nos bairros Manga, Construmat e Alameda. A ação faz parte do esforço da autarquia em ampliar a regularidade e a qualidade do abastecimento, garantindo mais segurança hídrica para a população.

A região reúne 3.098 ligações de água e acumula um montante de R$ 13.469.909,54 em inadimplência, o que reforça a importância do trabalho para equilibrar o sistema e viabilizar investimentos.

A intervenção nesses bairros exige um trabalho complexo. Isso porque as redes dessa região são antigas e profundas, o que dificulta o processo de localização e manutenção. Além disso, muitos ramais são de ferro ou de materiais inadequados, que precisam ser substituídos de acordo com as normas técnicas estabelecidas pelo DAE.

Outro desafio é a necessidade de apoio da própria comunidade. Para que o serviço seja concluído, muitas vezes é preciso que os moradores permitam a entrada da equipe nos imóveis, a fim de identificar corretamente onde passa a ligação e acessar os cavaletes internos.

Entre os serviços executados, estão:

Padronização dos cavaletes, que passam a ficar do lado externo do imóvel.

Retirada de vazamentos e correção de ligações inadequadas, corte de inadimplentes, instalação de novos hidrômetros e substituição dos antigos, correção de ramais com problemas estruturais e, se necessário, substituição de trechos da rede.

Segundo o diretor-presidente do DAE, Zilmar Dias, o processo é mais delicado e demorado, mas necessário para garantir avanços.

“Estamos lidando com redes antigas e pouco adequadas, mas nosso compromisso é avançar com o mesmo padrão realizado em outros bairros. É um trabalho de melhoria e precisamos muito da colaboração da população para que tudo aconteça da forma correta e traga resultados para todos”, destacou.

O DAE reforça que a padronização é um passo fundamental para o fortalecimento do sistema de abastecimento, evitando perdas, garantindo eficiência no controle do consumo e preparando a rede para atender às demandas futuras.

O Hospital Regional de Colíder, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), implantou o Ambulatório de Hansenologia para dar suporte às equipes básicas de saúde dos municípios da região e melhorar o atendimento aos pacientes com hanseníase pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

“O ambulatório foi criado como estratégia para combater a doença na região Norte de Mato Grosso, devido à importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da prevenção de sequelas. As pessoas precisam saber que a hanseníase tem cura, mas tem que ser tratada de forma completa”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

De acordo com a diretora do Hospital Regional de Colíder, Grazielle Guimarães, o ambulatório tem auxiliado as prefeituras, principalmente em relação às definições diagnósticas mais difíceis, reações hansênicas de difícil controle e de intolerância medicamentosa, suspeitas de insuficiência terapêutica após o tempo padrão de tratamento, suspeitas de recidivas e investigação de resistência antimicrobiana em hanseníase.

“A nossa região tem muitos casos de hanseníase e praticamente toda a regional do norte mato-grossense faz parte de área endêmica para a doença, segundo o boletim epidemiológico em hanseníase de 2025”, destacou.

É fundamental que as pessoas que tiveram contato com doentes não tratados façam o exame para detectar a doença. “Quem apresentar sintomas deve buscar tratamento imediatamente, pois a hanseníase é contagiosa. Além disso, se não tratada, a doença pode provocar incapacidades físicas e deformidades nas mãos, pés e olhos”, destacou Grazielle.

Segundo o médico responsável pelo ambulatório, José Luiz de Oliveira, a apresentação clássica da hanseníase se manifesta por manchas na pele (brancas, amareladas, acastanhadas ou avermelhadas), que são ressecadas e tem redução de sensibilidade no tato e perda de pelo; eventualmente, aparecem alguns nódulos.

“São manchas que, normalmente, não incomodam a pessoa. Ela não sente dor, não sente coceira, não sente nenhum incômodo significativo e é esse um dos motivos que a leva a demorar a procurar a assistência médica. Porém, as manchas na pele ocorrem porque o nervo da área foi comprometido antes”, esclareceu.

O médico destacou outra forma de apresentação da doença que tem ganhado relevância pela dificuldade no diagnóstico, com manifestações neurológicas que não são exclusivas da hanseníase. Elas podem acontecer em outras neuropatias periféricas (lesões nos nervos fora do cérebro e da medula espinhal) e em outras doenças neurológicas.

“São sintomas que podem preceder o surgimento dessas manchas. De sensação de formigamento e dormência. Pode aparecer uma perda de força na musculatura, geralmente nas extremidades de mãos, dedos das mãos, pés e dedos dos pés. Então a pessoa percebe que está deixando objetos caírem da mão, começa a tropeçar, ter câimbras e outras alterações na parte motora dos músculos da área comprometida, de forma assimétrica”, detalhou.

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, que não faz o tratamento, elimina a bactéria no ar, por meio da fala, tosse ou espirro, infectando outras pessoas de convívio próximo. 

“Não há outra maneira de se evitar a doença a não ser com a identificação dos doentes na comunidade e a realização do tratamento efetivo deles. Enquanto existir alguém com hanseníase sem tratamento, ele estará contaminando outras pessoas”, concluiu Oliveira.

O ambulatório atende toda terça e quinta-feira, sendo três pacientes de manhã e três pacientes à tarde. Eles são encaminhados pela regulação do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Colíder para serem tratados na unidade. A equipe do ambulatório é composta pelo médico, por uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem.

Ações da SES contra a doença

Os dados da SES apontam que Mato Grosso já registrou mais de 23 mil casos novos de hanseníase entre 2019 e 2025. Foram 4.671 casos novos no ano passado e 2.273 só neste ano, até o dia 1º de setembro.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, os números deste ano, com taxa preliminar de 70 novos casos por 100 mil habitantes, indicam a continuidade da transmissão ativa da doença no Estado.

“Os dados parciais de 2025 reforçam que o cenário epidemiológico ainda exige vigilância constante e resposta ativa dos serviços de saúde. O diagnóstico precoce, a vigilância ativa de contatos e o tratamento oportuno são estratégias fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades físicas”, explicou Alessandra.

A hanseníase pode ser tratada inicialmente nas unidades municipais de saúde. Em casos mais graves, os pacientes são direcionados para os Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER) ou para o Centro de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), em Cuiabá. 

Mato Grosso conta com AAER em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande. “Esses ambulatórios oferecem diagnóstico, acompanhamento e tratamento dos pacientes com hanseníase, integrando a estratégia estadual de enfrentamento da doença”, concluiu a superintendente.

O Governo de Mato Grosso e a O.N.E. Amazon vão firmar um convênio, no valor de US$ 100 milhões, para ações de preservação e desenvolvimento sustentável dos três biomas do estado (Pantanal, Cerrado e Amazônia).

Na contrapartida, o Estado irá realizar a conservação da floresta amazônica nos Parques Estaduais Cristalino I e II, localizados entre Novo Mundo e Alta Floresta.

A parceria será formalizada no dia 22 de setembro, durante a Semana do Clima de Nova Iorque (Climate Week NYC), nos Estados Unidos (EUA). A O.N.E. Amazon é um fundo de impacto com sede nos EUA, dedicado à promoção de investimentos públicos e privados para a preservação e restauração da floresta amazônica, redefine conservação como investimento com propósito. 

Os recursos destinados às ações de preservação e conservação dos parques virão da O.N.E. Amazon, aplicados por investidores institucionais e governamentais de todo o mundo, por meio da venda de um ativo digital, conhecido como token, disponível no mercado financeiro.

 “O futuro depende de parcerias globais em governança, tecnologia e natureza. Mato Grosso está pronto para servir como um laboratório vivo deste novo modelo. Com a O.N.E Amazon, pretendemos conectar a produção e a preservação com padrões globais de certificação, tokenização e blockchain ambiental,” afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. 

As áreas prioritárias do fundo de investimento incluem: (1) o desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis que valorizem a cultura e a biodiversidade locais; (2) a promoção de sistemas agrícolas integrados que conservem a floresta e produzam alimentos de alto valor nutricional; e (3) a implementação de soluções energéticas limpas e tecnologias que aprimorem a infraestrutura regional.

Além do investimento financeiro, o convênio com a O.N.E. Amazon apoiará a Sema em suas atividades de proteção ambiental, com a implantação da Internet das Florestas (IoF™), um sistema avançado de monitoramento alimentado por satélites, LiDAR e sensores conectados através de redes LoRaWAN e Wi-Fi. Esta tecnologia fornece dados ecológicos em tempo real, reforçando a soberania, auxiliando na formulação de políticas e orientando novos mecanismos financeiros para escalar a conservação. 

Esta parceria de US$ 100 milhões é o primeiro passo em um movimento mais amplo para transformar florestas, água, minerais e patrimônio cultural em ativos globais, tornando a conservação mais valiosa do que o desmatamento.

“Estamos entusiasmados em começar a aplicar o nosso modelo O.N.E Amazon com a liderança do Estado de Mato Grosso, uma equipe completa que sabe a importância da conservação, tem o conhecimento e está totalmente comprometida com este propósito”, enfatizou Rodrigo Veloso, Fundador e CEO da O.N.E. Amazon. 

Arrecadação inovadora

A receita obtida pela O.N.E., por meio da comercialização de token no mercado financeiro, será distribuída da seguinte forma: 70% para um fundo de investimento para desenvolvimento das ações de preservação e desenvolvimento (US$ 70 milhões), 15% para o governo de Mato Grosso e 15% para a própria O.N.E. Amazon (US$ 15 milhões). Dessa forma, 85% dos recursos permanecerão no estado, ampliando as ações de conservação.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CMMT) mantém controlados 10 focos de incêndios e realiza o combate, neste domingo (21.9), de outros 9 incêndios florestais em diversas regiões do Estado.

Os incêndios, que estão controlados e não apresentam risco imediato de propagação por estarem contidos dentro de um perímetro seguro, localizam-se nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, com três focos sob monitoramento; Pontes e Lacerda e Barra do Garças, ambos com dois focos monitorados cada, além dos municípios de Nova Maringá, Novo Santo Antônio e Paranaíta.

As equipes seguem atuando no controle dos incêndios em Paranaíta e Pontes e Lacerda, onde há dois focos ativos em cada município. Os bombeiros combatem ainda incêndios em Cuiabá, na região de Coxipó do Ouro, Vila Bela da Santíssima Trindade, Tesouro, Guarantã do Norte e Rosário Oeste.

O combate aos incêndios conta com equipes atuando diretamente no campo, com o apoio de máquinas pesadas, caminhões-pipa e aeronaves, que compõem a estrutura disponível para reforçar o enfrentamento das chamas. As operações seguem de forma contínua, com controle dos focos e proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.

As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), além da Polícia Militar, que atuam de forma integrada.

Monitoramento

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento de 46 focos de calor em todo o Estado, incluindo os que estão em combate e controlados. Desse total, 35 são incêndios florestais e outros 11 focos restantes correspondem a queimadas irregulares. Nas terras indígenas, são registrados 9 incêndios.

As ocorrências em terras indígenas incluem: três focos na Terra Indígena Zoro, em Rondolândia, dois focos na Terra Indígena Gleba Iriri, em Matupá; além da Terra Indígena Roosevelt, em Rondolândia; na Terra Indígena Capoto/Jarina, em Peixoto Azevedo; na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte, e na Terra Indígena Tereza Cristina em Santo Antônio de Leverger.

No caso de áreas indígenas, o combate deve ser feito por órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar. Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar não foi acionado.

Fiscalização – Operação Infravermelho
 
Os outros 11 focos de calor decorrentes do uso irregular do fogo estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho, cujo monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar de forma antecipada áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de 208 incêndios.

Os municípios são: Acorizal, Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Boa Vista, Alto Paraguai, Alto Taquari, Apiacás, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Barão de Melgaço, Bom Jesus do Araguaia,  Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Cocalinho, Colíder, Colniza, Comodoro, Confresa, Conquista D’Oeste, Cotriguaçu, Cuiabá, Denise, Diamantino, Feliz Natal, Figueirópolis do Oeste,  Gaúcha do Norte, General Carneiro, Guarantã do Norte, Guiratinga, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Itaúba, Jaciara, Jauru, Juara, Juscimeira, Juína, Lucas do Rio Verde, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nossa Senhora do Livramento, Nova Bandeirantes, Nova Brasilândia, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Nova Maringá, Nova Monte Verde, Nova Mutum, Nova Nazaré, Nova Santa Helena, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Mundo, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Poconé, Pontal do Araguaia, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Primavera do Leste, Querência, Ribeirão Cascalheira, Rondolândia, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Carmem, Santa Cruz do Xingu, Santa Rita do Trivelato, Santa Terezinha, Santo Afonso, Santo Antônio de Leverger, Santo Antônio do Leste, São Félix do Araguaia, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José do Xingu, Sapezal, Serra Nova Dourada, Sinop, Sorriso, Tabaporã, Tapurah, Terra Nova do Norte, Tesouro, Torixoréu, União do Sul, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e  Vila Rica.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 42 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme última checagem às 17h, no Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Destes, 18 são na Amazônia e 22 no Cerrado e dois no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

É importante destacar que um foco de calor isolado não caracteriza, por si só, um incêndio florestal. No entanto, um incêndio florestal geralmente envolve o acúmulo de diversos focos de calor em uma mesma área.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. De 1º de junho até 31 de dezembro está proibido o uso do fogo no Pantanal. Nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período proibitivo teve início em 1º de julho e vai até 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

Em caso de qualquer indício de incêndio florestal, a orientação é que a denúncia seja feita imediatamente pelos números 193 (Corpo de Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).

Duas edições da Operação Lei Seca realizadas em Cuiabá, na madrugada deste domingo (22.9), resultaram na prisão de 16 pessoas.

Quinze foram presas por embriaguez ao volante (artigo 306 do Código de Trânsito) e uma por adulteração veicular (crime previsto no Código Penal, artigo 311).

As ações ocorreram simultaneamente nos dois sentidos na Avenida Miguel Sutil, nos bairros Cophamil e Jardim Cuiabá. 


 

De acordo com o relatório da ação divulgado, 87 veículos foram fiscalizados e 89 testes de alcoolemia foram realizados nas duas operações, resultando na remoção de 31 veículos, sendo 25 carros e 6 motocicletas.

As operações foram iniciadas por volta das 3h da madrugada e se estenderam até às 6h, resultando, ainda,  na aplicação de 66 multas, das quais 35 relacionadas ao consumo de álcool. As demais, por falta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), licenciamento obrigatório, entre outras irregularidades.

Nos casos de prisões por embriaguez, além da autuação criminal com exigência do pagamento de fiança para responder pelo crime em liberdade, a multa inicial é de R$ 2,9 mil, podendo chegar a R$ 5,8 mil em caso de reincidência, além da suspensão da CNH, entre outras implicações legais.

A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), sob a coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Nesta edição, foram empregadas equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBM-MT), Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

Em Cáceres, distante 220 quilômetros de Cuiabá, uma simples horta escolar está transformando o jeito de aprender na Escola Estadual Professor Demétrio Costa Pereira. O projeto ‘Horta Escolar e Aulas de Inglês: Uma Experiência de Sucesso no Aprendizado Ativo’, já trouxe resultados surpreendentes ao integrar o cultivo de plantas com o ensino de inglês.

Idealizado pela equipe da escola, liderada pelo diretor Regis Aparecido de Oliveira, com apoio das coordenadoras pedagógicas Gisele Faria da Rocha e Marisa Farias dos Santos, e dos professores Rosemeyre Pinheiro (Geografia), Urandi Artiaga e Eurico Cabreira dos Santos (Ciências), o projeto transformou a horta em um laboratório vivo de aprendizagem.

Com isso, as aulas da professora de Inglês, Maria Helena, saíram da sala e foram para o canteiro de hortaliças e frutas. Os estudantes aprenderam a identificar plantas e ferramentas em inglês, criaram etiquetas e cartazes bilíngues, e passaram a seguir comandos como “water the plants” (regar as plantas) e “pull the weeds” (arrancar as ervas daninhas), entre outras.

Além disso, eles também escreveram diários em inglês, registrando o crescimento das plantas e treinando a escrita de forma contextualizada.


Trabalho em equipe e participação ativa são os grandes frutos desse projeto educacional

Segundo Maria Helena, a avaliação contínua demonstrou um progresso linguístico notável, tanto nas produções escritas quanto nas interações orais, que se tornaram mais espontâneas e confiantes. “Esse modelo criado pela escola é muito eficiente não apenas para ensino da disciplina de Inglês, mas também geografia e ciências”.

Para o diretor, o projeto respondeu com sucesso à questão de como a horta escolar pode favorecer o desenvolvimento de habilidades. Os resultados observados foram extremamente positivos.

De acordo com o diretor, a experiência superou as expectativas. “Queríamos tornar o aluno protagonista do seu aprendizado, e conseguimos. Eles se engajaram, trabalharam em equipe e aplicaram o inglês de maneira prática”, comemora Regis.

Os resultados foram claros, segundo ele. “Melhora na confiança para falar inglês, participação ativa de todos os alunos e fortalecimento do trabalho em equipe. Já para os professores, o aprendizado deixou de ser algo abstrato e passou a ser vivido no dia a dia”, completou o diretor.

A iniciativa também aproximou os estudantes de temas relacionados a ciências, biologia e educação ambiental, mostrando a importância do inglês como língua global. “A horta virou um espaço de experimentação, onde teoria e prática se encontram. O aprendizado se tornou mais duradouro e significativo”, destaca a coordenadora Gisele Faria da Rocha.

Para Marisa Farias dos Santos, que também é coordenadora, mais do que ensinar vocabulário, o projeto promoveu autonomia, cooperação e consciência ambiental. “Para a escola, o maior ganho foi ver os alunos motivados, confiantes e preparados para enfrentar novos desafios de forma crítica e criativa”.

Com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) e do Programa REM Mato Grosso (REDD Early Movers) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), o pequeno produtor Marcos dos Santos transformou a realidade do Sítio Estrela Seleste, em Aripuanã. A iniciativa permitiu o cultivo de 1.111 pés de cacau em uma área de apenas um hectare, promovendo renda e segurança para a família. O projeto é um dos 157 apoiados na Fase I do Programa REM MT, que reconhece os resultados do Estado na redução do desmatamento com recursos dos governos da Alemanha e do Reino Unido

“Esse trabalho integrado entre o REM, a Seaf e a Empaer tem permitido que a agricultura familiar avance de forma estruturada em todas as regiões de Mato Grosso. Pequenos produtores estão transformando áreas degradadas em unidades produtivas, com geração de renda e permanência no campo com dignidade”, destacou a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.

Morador da propriedade desde a infância, Marcos dos Santos comprou o sítio dos pais há oito anos, com o sonho de manter suas raízes e construir ali sua família ao lado da esposa Aline Gomes. No início, as dificuldades foram muitas. Sem renda na terra, ele fazia serviços diários para vizinhos, até que teve acesso a R$ 50 mil por meio do REM, viabilizado com apoio da Seaf e assistência da Empaer.

“A gente sempre tentou, mas não tinha recurso para montar uma irrigação ou fazer um tanque. Quando fomos contemplados, começamos a produzir e fazer o melhor possível”, lembra o produtor.

A cultura do cacau foi escolhida como atividade principal, utilizando a banana como sombreamento temporário até que as mudas estivessem fortes o suficiente para o sol pleno. O técnico em agropecuária da Empaer de Aripuanã, Walison Mendonça de Souza, explica que foram utilizadas variedades recomendadas pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), adaptadas à agricultura familiar e de fácil condução.

“Essas plantas têm cerca de três anos, o mais interessante é o tempo de vida delas. Em uma visita técnica em Rondônia vimos pés com 40 anos, ainda produtivos. Como é nativa da Amazônia, é uma cultura que oferece estabilidade no longo prazo, e esse é nosso caso”, explicou o técnico da Empaer.

Segundo ele, a assistência técnica da Empaer acompanha os produtores desde o preparo do solo até a comercialização, incluindo orientação sobre processamento, embalagem e venda em programas institucionais como o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que compra alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), que adquire produtos de pequenos produtores para distribuição a famílias em situação de vulnerabilidade.

“A gente chega em situações como a do Marcos, com pastagem degradada, e em pouco tempo transformamos em área produtiva, com renda real. Isso é gratificante”, destaca.

Marcos e sua esposa valorizam o apoio técnico e acredita que sua dedicação foi reconhecida. “Quando comecei, nem sabia de onde vinha o cacau. Algumas mudas morreram, mas a Seaf fez a reposição e garantiu apoio contínuo. Acho que os técnicos viram que eu estava tentando, mesmo com pouca condição. Agora, estou conseguindo colher e planejar o futuro”, afirma. Ele sonha em ampliar a produção e envolver os filhos no trabalho, com a expectativa de futuramente investir também em produção de leite.

A parceria entre Estado, município e produtores tem gerado impactos reais em Aripuanã. De 2019 a 2025, os investimentos do Governo do Estado por meio da Seaf no município ultrapassam R$ 8 milhões, promovendo o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.

“O mais importante é que o produtor entenda que sua área é uma agroindústria rural. Quando ele percebe isso, começa a sonhar diferente, com mais renda e qualidade de vida. O apoio que temos do estado para fomentar e mudar a vida dessas pessoas é extraordinário”, afirmou, o secretário municipal de Agricultura, Antônio Mota.

Hoje, o Sítio Estrela Seleste representa mais do que uma propriedade produtiva, é símbolo de transformação e exemplo de como políticas públicas bem aplicadas podem mudar destinos.

“Com o comprometimento da família e o apoio certo, a agricultura familiar colhe resultados reais”, destacou a secretária Andreia Fujioka.

A Escola Estadual Cívico-Militar Joaquim Nunes Rocha, em Rondonópolis, recebe, nesta segunda-feira (22.09), a partir das 8h, o evento “Conexão Grêmios: Rumo ao SAEB”, que reunirá cerca de 29 escolas de forma presencial e outras 31 pelo Google Meet. Ao todo, participam aproximadamente 120 estudantes representantes de grêmios estudantis e 60 professores interlocutores.

O encontro, promovido pela Diretoria Regional de Educação (DRE) do polo Rondonópolis, tem o objetivo de mobilizar os grêmios para desenvolver ações de conscientização sobre a importância do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica). A ideia é engajar os estudantes na valorização da prova, destacando que participar do exame é um ato de cidadania e compromisso coletivo.

A diretora da DRE, Andreia Cristiane de Oliveira, reforça que a ação busca potencializar estratégias de mobilização.

“Os integrantes dos grêmios vão pensar juntos ações para motivar suas escolas na reta final de setembro e outubro, intensificando as atividades do Movimenta SAEB”, explica.

De acordo com a coordenadora da COGER/DRE, Ester Landvoigt da Silveira, a mobilização fortalece o papel dos estudantes dentro da escola.

“O SAEB é uma oportunidade de mostrar a força da nossa rede. Cada resposta representa todo o esforço da comunidade escolar”, afirmou.

A programação inclui rodas de conversa, campanhas de conscientização, murais, dinâmicas, simulados motivacionais, apresentações culturais e sorteio de brindes, criando um ambiente atrativo e participativo.

Para a estudante Ana Paula Martins de Moraes, presidente do Grêmio União Estudantil da escola anfitriã, o papel dos grêmios é fundamental.

“Nosso papel é incentivar os colegas e mostrar que o SAEB é uma oportunidade de contribuir para o crescimento da escola”, disse.

O estudante Lucas Bastos Minzon, presidente do Grêmio Pindorama em Ação, destaca o caráter motivacional do encontro: “É o momento de mostrar tudo o que aprendemos em língua portuguesa e matemática ao longo dos anos”.

Segundo o coordenador dos grêmios estudantis da Seduc, Matheus Silva, a ação chega na hora certa. “É um momento estratégico para traçarmos medidas junto às escolas e engajar os estudantes de forma consciente”, concluiu.

A iniciativa integra um movimento maior da Seduc para fortalecer a rede de ensino em torno do SAEB, visto como ferramenta essencial para planejar melhorias, valorizar o trabalho das escolas e ampliar a escuta dos estudantes.

A Prefeitura de Cuiabá concluiu na sexta-feira (19) a segunda etapa da qualificação de 162 professores recém contratados que já trabalham na recomposição de aprendizagem das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática nas escolas públicas de Cuiabá.

A segunda etapa da formação, destinada aos professores que lidam diariamente com crianças de 7 a 11 anos, ocorreu no auditório Maestro China, localizado na sede da Secretaria Municipal de Educação (SME), no bairro Bandeirantes. Pela manhã, participaram 81 professores. No período vespertino, a mesma quantidade de professores. Todos assistiram a uma palestra conduzida pelo professor Paulo César Magri, que também é pedagogo, pós-graduado em metodologia do ensino da matemática, palestrante e escritor.

"Cuiabá tem a meta de avançar no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Por isso, a qualificação dos professores é muito importante. Quanto mais qualificado o profissional, melhor será o aprendizado em sala de aula", afirma o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes.

A qualificação dos professores visa ao melhor desempenho dos estudantes da rede pública nas provas do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Trata-se de uma avaliação realizada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), que medirá o conhecimento dos estudantes matriculados no 2º, 5º e 9º ano.

As provas deverão ocorrer no período de 20 a 31 de outubro deste ano.

A professora Thatiane Correa, mentora da aprendizagem e ponto focal do programa "Um Giro Pela Aprendizagem", ressaltou a importância da qualificação. "É um compromisso da Secretaria Municipal de Educação em oportunizar todas as condições de trabalho aos professores. As escolas com crianças matriculadas do 2º ao 5º ano receberão estes profissionais nos próximos dias. A capacitação e o diálogo será permanente visando os melhores resultados nas escolas".

A Secretaria Municipal de Educação mantém desde 19 de agosto à execução do programa “ViraEduc 100 Dias”, destinado a intensificar o ensino de Língua Portuguesa e Matemática em cada uma das 82 EMEBs (Escolas Municipais de Educação Básica).

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria-Adjunta Especial de Defesa Civil, liderada pelo Coronel BM Alessandro Borges Ferreira, está em total prontidão para as chuvas atípicas e tempestades previstas para a próxima segunda-feira, dia 22 de setembro.

"Com uma probabilidade superior a 60% de ocorrência de fenômenos intensos, incluindo ventos de até 60 km/h, a gestão municipal reforça seu compromisso com a segurança e o bem-estar da população, mobilizando equipes e implementando estratégias proativas para mitigar riscos e garantir o apoio necessário em caso de incidentes", explica o coronel Alessandro Borges, coordenador da Defesa Civil de Cuiabá.

Ele destaca a importância da preparação e da colaboração da comunidade. “Nós já estamos de prontidão, com duas equipes preparadas para atender a qualquer solicitação que possa surgir”, afirmou, sublinhando o trabalho integrado que visa proteger os cidadãos e seus bens. A Prefeitura de Cuiabá e a Defesa Civil enfatizam que a prevenção é a melhor ferramenta e que a participação ativa dos moradores, com a adoção de medidas simples, é crucial para reduzir os impactos das intempéries.

Ações integradas da Prefeitura e Defesa Civil para enfrentar as tempestades

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Defesa Civil Municipal, tem demonstrado um planejamento robusto para lidar com o período chuvoso. O Coronel Alessandro Borges Ferreira ressalta que as chuvas mais fortes, esperadas para a próxima segunda-feira, são características do rompimento da massa de ar seco, trazendo consigo tempestades e ventos intensos. "Diante desse cenário, já mobilizamos duas equipes de prontidão, garantindo uma resposta rápida e eficiente a qualquer emergência", tranquilizou.

Além da prontidão operacional, a gestão municipal investe continuamente em ações preventivas e de conscientização. "A segurança da população é a prioridade máxima. A cooperação entre os órgãos municipais, como a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Assistência Social, é fundamental no empenho da Prefeitura em assegurar um ambiente seguro para todos os cuiabanos", destaca o secretário, enfatizando o trabalho coordenado que envolve segurança pública, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, sempre com o foco em proteger a população. , enfatizou, destacando.

Orientações essenciais para a população: prevenção é a chave

O Coronel Alessandro Borges Ferreira enfatiza que a participação ativa da população é crucial para minimizar os riscos durante o período de chuvas intensas. Confira as medidas preventivas simples, mas eficazes, da Defesa Civil de Cuiabá, que devem ser adotadas antes, durante e após as tempestades:

Antes da tempestade

  • Verificação de telhados: É fundamental inspecionar a situação dos telhados e das estruturas de suporte. Recomenda-se, se possível, realizar a amarração das beiradas das telhas. Essa medida simples pode evitar que ventos fortes as levantem, causando destelhamento e danos significativos à residência.
  • Poda de árvores: Para quem possui árvores no quintal, é importante verificar se estão sadias e bem fixadas ao solo. Árvores com galhos secos ou comprometidas podem tombar durante vendavais, atingindo casas, veículos ou pessoas. A poda preventiva, quando necessária e realizada por profissionais, é uma medida de segurança importante.

Durante a tempestade

  • Proteção doméstica: Mantenha todas as janelas e portas bem fechadas. Isso impede a entrada de ventos fortes que podem derrubar móveis, quadros e outros objetos, causando ferimentos e prejuízos materiais.
  • Desligamento de aparelhos eletrônicos: Desconecte e retire da tomada todos os equipamentos elétricos e eletrônicos. Essa ação protege os aparelhos contra surtos de energia e descargas elétricas, que são comuns durante tempestades e podem causar danos irreversíveis ou até incêndios.
  • Busca por abrigo seguro: Se estiver na rua, procure imediatamente um abrigo em edificações sólidas e seguras. É crucial evitar permanecer sob árvores, postes, outdoors ou placas de sinalização. Essas estruturas podem ser derrubadas pela força do vento ou atrair raios, colocando a vida em risco. A segurança pessoal deve ser a prioridade máxima.

Após a tempestade

  • Cuidado com fios elétricos: Após a passagem da tempestade, redobre a atenção com fios elétricos caídos ou rompidos. Nunca pise ou toque nesses fios, pois eles podem estar energizados e causar choques elétricos fatais. Em caso de falta de energia, o contato deve ser feito diretamente com a Energisa para que a empresa providencie o restabelecimento seguro do serviço. "O alerta da Defesa Civil é para que a população não tente resolver problemas elétricos por conta própria", destaca o coronel Alessandro.

Canais de atendimento e a essência do trabalho integrado

A agilidade no acionamento dos órgãos competentes é um fator determinante em situações de emergência. O Coronel Alessandro Borges Ferreira orienta a população a utilizar o telefone 193 do Corpo de Bombeiros para atendimento imediato em casos de urgência. Além disso, a Defesa Civil Municipal de Cuiabá disponibiliza um canal de comunicação via WhatsApp, cujo número 65 99244-4018 será amplamente divulgado para facilitar o acesso da comunidade a informações e solicitações de auxílio.

Conforme o secretário, o sucesso na gestão de crises e na proteção da vida e do patrimônio reside na capacidade de articulação entre as diversas esferas de atuação. O trabalho integrado entre a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Cuiabá é um exemplo dessa ação conjunta. Essa colaboração assegura que, para além da resposta técnica aos incidentes, as famílias afetadas recebam todo o apoio social e acolhimento necessários. "A coordenação de esforços é a pedra angular para proteger a população e minimizar os impactos das tempestades, reafirmando o compromisso inabalável da gestão municipal com a segurança e o bem-estar de todos os cuiabanos", concluiu.

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