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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, nomeou Fellipe Pereira Corrêa para comandar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA). A nomeação foi oficializada por meio do Ato GP nº 588/2026, publicado nesta terça-feira (7), com efeitos imediatos.

Fellipe Corrêa assume o cargo comissionado de secretário municipal em uma das pastas estratégicas da administração, responsável por políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, incentivo ao turismo e fortalecimento da agricultura, incluindo a agricultura familiar.

Com trajetória na gestão pública municipal, Corrêa já esteve à frente da antiga Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (Smated). A pasta foi posteriormente incorporada à atual SDTA, após a reestruturação administrativa promovida pela Prefeitura em setembro de 2025.

A reformulação, conduzida pelo Executivo municipal, resultou na unificação de secretarias com o objetivo de otimizar recursos, reduzir custos e ampliar a eficiência da gestão pública. À época, o prefeito destacou que a medida buscava manter os bons resultados das áreas envolvidas, sem aumento de despesas ou criação de novos cargos.

A nova secretaria passou a concentrar atribuições estratégicas para o desenvolvimento da capital, reunindo ações nas áreas de indústria, comércio, serviços, turismo, capacitação profissional e desenvolvimento rural. A estrutura também integra iniciativas de fomento à economia local e apoio à geração de oportunidades.

Antes da nomeação, Fellipe Corrêa exercia mandato como vereador por Cuiabá, na condição de suplente do vereador Chico 2000, reforçando sua atuação no cenário político e administrativo do município.

A chegada de Corrêa à SDTA ocorre em um momento de continuidade das políticas de integração entre setores econômicos e produtivos, com foco na consolidação de uma gestão mais enxuta e orientada a resultados.

O Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril, é mais do que uma data comemorativa: é um momento de reflexão sobre os desafios, as lutas e, sobretudo, o papel essencial que esses profissionais desempenham na sociedade. Em tempos de excesso de informação e desinformação, o jornalista segue sendo um dos pilares da democracia, mesmo diante de um cenário cada vez mais adverso.

A rotina da profissão está longe de ser glamourosa. Jornadas exaustivas, prazos apertados, pressão constante e, muitas vezes, exposição a riscos fazem parte do dia a dia. Em diversas regiões, jornalistas enfrentam ameaças, censura velada e até violência, apenas por exercerem o direito de informar. Ainda assim, persistem, movidos pelo compromisso com a verdade.

Apesar da relevância social, a categoria sofre com a desvalorização. Salários baixos, falta de reconhecimento e precarização das relações de trabalho são realidades enfrentadas por muitos profissionais. Em um mercado cada vez mais enxuto, é comum encontrar jornalistas acumulando funções, trabalhando sem estabilidade e tendo que se reinventar constantemente para permanecer na área.

Mas, mesmo diante de tantas dificuldades, há algo que não se perde: a honra de ser jornalista. É o orgulho de dar voz a quem precisa, de denunciar injustiças, de informar com responsabilidade e de contribuir para uma sociedade mais consciente. É a satisfação de ver uma reportagem provocar mudanças, mobilizar pessoas ou simplesmente esclarecer fatos.

Ser jornalista é resistir. É seguir acreditando na força da informação de qualidade, mesmo quando tudo parece caminhar na direção contrária. Neste Dia do Jornalista, mais do que comemorar, é preciso reconhecer, valorizar e fortalecer aqueles que, todos os dias, ajudam a contar a história do mundo.

Nasci na cidade verde, lá no bairro do Porto, onde as manhãs nascem ao som dos sabiás e os ipês, apressados em florescer, tingem de cor as tardes quentes entre julho e setembro.

Cuiabá nunca foi apenas um lugar… é uma sensação que se aprende cedo caminhando por calçadas cobertas de pétalas, como quem pisa, sem perceber, em memórias vivas.

Ainda menina, eu olhava aquelas árvores exuberantes e me perguntava como algo tão belo podia durar tão pouco. Hoje entendo: talvez ali a vida já me ensinasse, em silêncio, que a beleza mora no instante. E Cuiabá é feita disso de instantes que não passam, apenas se guardam.

Cresci pertencendo a essa terra quente. Quente não só de sol, mas de alma. Uma terra que acolhe, que envolve, que ensina sem pressa. Na nossa culinária, encontrei identidade sabores que não apenas alimentam, mas contam histórias. O Maria Izabel, firme e marcante; o quibebe de mamão verde; a feijoada cuiabana com osso de corredor; o arroz sem sal, equilibrando tudo como quem entende, com sabedoria antiga, o lugar de cada coisa.

E o rio Cuiabá… ah, o rio. Não é apenas água que corre é memória que permanece. Dele vêm o pintado, o pacu, o dourado, transformados em pratos que aquecem mais que o corpo. A mojica de pintado, por exemplo, não é só comida é encontro, é família reunida, é afeto servido à mesa. Sabores que nascem das águas e carregam o gosto verdadeiro da nossa terra.

E os doces… doces que são quase lembranças materializadas. O furrundú, o pé de moleque, o leite cuiabano, a jacuba simples, nutritiva, ancestral. E havia também os pequenos tesouros da infância: o quebra-queixo e o pixé, vendidos na porta da escola Carmelita Couto, adoçando não só a boca, mas os dias inteiros de uma infância leve e feliz.

E havia ainda um ritual silencioso, quase sagrado, que acontecia nas tardes cuiabanas. Na casa da minha avó, o tempo desacelerava. Todos os dias, sem exceção, a mesa se tornava altar de afeto. O francisquito, a broinha macia, e o chá de capim-cidreira, exalando um perfume que parecia abraçar a casa inteira.

Era simples mas era tudo.

Era cuidado, era presença, era amor nos gestos mais pequenos. E até hoje, quando o aroma do capim-cidreira me encontra no ar, não é apenas um cheiro… é um chamado. Volto inteira para aquele tempo. Para aquela casa. Para aquela felicidade mansa, que não fazia barulho mas preenchia tudo.

Nas janelas das casas, a moreninha cuiabana se refresca com seu guaraná ralado. Seus cabelos negros, tratados com óleo de mamona, brilham ao vento quente da tarde como uma cena suspensa no tempo, viva na memória de quem sente essa terra.

E há um lugar que pulsa diferente dentro de mim: o bairro do Porto. Ali, cada caminho era descoberta. Eu via o rio de perto, encantada com sua grandeza, enquanto meus pais percorriam a feira, entre cores, cheiros e vozes que formavam a verdadeira sinfonia cuiabana.

Foi ali que conheci o pequi.

Dourado, perfumado, quase como o ouro que deu origem à cidade. Curiosa, mordi aquele fruto cheio de espinhos. Era para doer, para não gostar… mas foi amor. Um amor imediato, teimoso, cuiabano. E até hoje, basta o cheiro do pequi para que tudo volte a menina, os dias simples, a alegria sem medida.

E então chega junho.

E com ele, não vem apenas o mês vem a fé.

As festas de santo se anunciam no levantar do mastro, nas procissões, nos cantos que atravessam o ar e encontram morada no coração.

Porque em Cuiabá, a fé não é apenas rezada… ela é cantada.

As rezas têm melodia. Têm corpo. Têm presença. E como não se emocionar ao lembrar da festa de São João do Sucuri… onde lavar o santo, ao som do seu hino, não é apenas tradição é continuidade. É um elo vivo entre gerações.

Ah… se São João soubesse. Desceria do céu, só para ver a alegria do seu povo.

E foi ali, naquele chão simples e sagrado, que um dos momentos mais profundos da minha vida aconteceu.

Nas festas de santo, antigamente, a missa reunia toda a comunidade. Famílias levavam seus filhos pequenos para serem batizados. E eu fui uma dessas crianças.

Fui batizada pelas mãos do Frei Quirino, em meio às rezas cantadas, cercada pela fé do meu povo.

Não foi apenas um batismo.

Foi pertencimento.

Foi raiz.

Foi o início consciente de algo que eu já carregava na alma: ser cuiabana.

E nas festas… havia também os sabores da tradição.

A cerveja era rara. O que reinava eram os licores doces, aromáticos, preparados pelas mãos das mães cuiabanas. Cada gole carregava cuidado, história, carinho.

E a comida… farta, forte, verdadeira. Carne com banana verde, cabeça de boi assada, revirado cuiabano pratos que não apenas alimentavam, mas uniam. Reuniam. Fortaleciam.

A fé também dançava.

Na festa de São Benedito, no Senhor Divino, em São Gonçalo onde os passos marcados contam histórias antigas e a devoção ganha movimento. Em Cuiabá, até a fé tem ritmo.

Do bairro Popular, guardo a liberdade da infância: risos soltos, bicicletas correndo, dias que pareciam não ter fim.

Porque falar de Cuiabá é falar de gente. De raiz. De permanência.

O ouro que um dia trouxe tantos até aqui ainda existe não mais no chão, mas no coração de quem carrega esse orgulho.

Ser cuiabano é isso.

É saber de onde veio.

É preservar o sabor.

É honrar o passado sem deixar de caminhar.

Agora, aos 307 anos, Cuiabá cresce, se transforma, se reinventa.

Mas que nunca perca o essencial.

Que nunca perca sua alma.

Essa mistura única de calor humano, tradição, memória e fé cantada.

E eu, com o coração cheio e a alma profundamente enraizada nessa terra, só posso dizer do jeito mais verdadeiro que existe:

Tchá por Deus… eu gosto demais de ser cuiabana.

Kaene Almeida é cuiabana, gastróloga, nascida e criada no berço cultural da gastronomia cuiabana

Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

A Polícia Militar de Mato Grosso registrou redução de roubos e furtos no primeiro trimestre deste ano em Cuiabá. Durante as ações de patrulhamento tático e ostensivo, no âmbito do Programa Tolerância Zero, as equipes do 1º Comando Regional da Capital também apreenderam quantidade significativa de armas, recuperaram veículos roubados e prenderam 135 foragidos da Justiça.

Entre os dias 1º de janeiro a 15 de março de 2026, os policiais militares registraram 263 ocorrências de roubo, enquanto no mesmo período, do ano passado, foram contabilizados 318 ações criminosas, resultando na redução de 17%. Já com relação aos furtos, neste ano, os policiais atenderam 2.074 chamados e, em 2025, 2.340 ocorrências, equivalente a uma redução de 11% nos índices criminais.

O comandante do 1º CR, coronel Lima Junior, destacou que esses números se atribuem às importantes ações estratégicas, maior presença dos policiais nas ruas e uso intensivo de inteligência por parte das equipes nas ações de combate à criminalidade.

"O trabalho contínuo das equipes de policiamento tático e ostensivo têm sido fundamentais para desarticular, principalmente, facções criminosas. Os dados refletem o fortalecimento das ações de segurança pública na Capital, com foco na prevenção e repressão qualificada aos crimes patrimoniais", apontou o coronel Lima Júnior. 

De acordo com o comandante do 1º CR, as equipes têm atuado de forma integrada, com abordagens, checagens e monitoramento constante em áreas com maior incidência criminal. As ações incluem, ainda, barreiras policiais, saturação de bairros e resposta rápida às ocorrências, fatores que contribuem para o aumento da sensação de segurança da população.

De acordo com dados apresentados pela unidade, o número de armas de fogo apreendidas aumentou 41%, saltando de 22 armas de fogo para 31 apreendidas no mesmo período, enquanto os veículos recuperados cresceram 14%, aumentando de 58 veículos para 66, contribuindo para a devolução de bens à população.


Os policiais militares efetuaram a prisão de 135 foragidos da Justiça neste ano e contabilizaram aumento de 78% de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), de 206 para 366. Em 2026, também foram realizadas 58 operações policiais em toda a Capital.

"Todas essas ações estão inseridas no âmbito da Operação Tolerância Zero, que tem potencializado a capacidade de resposta da Polícia Militar e ampliado a eficiência das ações em campo. Os resultados são fruto direto da intensificação das operações policiais, com foco em inteligência, saturação de áreas críticas e ações integradas. O cenário reforça uma tendência de queda nos índices criminais em Cuiabá, impulsionada pelo aumento da presença policial e pela eficiência operacional e investimentos do Governo do Estado", ressaltou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. 

Durante a passagem dos pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural  (Empaer), pelo município de Cotriguaçu, uma das propriedades visitadas foi a “Cia do Mel”, do produtor de pequena escala Roneilton Oliveira. Ao lado da esposa, Josy Oliveira, ele vive na propriedade há 14 anos e construiu uma trajetória marcada pela diversificação da produção e pelo trabalho familiar. Na propriedade algo que chamou a atenção foi a preservação e o equilíbrio entre produzir e cuidado com a natureza.



Para o produtor, a presença de pesquisadores e o fortalecimento da parceria entre Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e agricultores são fundamentais. “É importante estar mais próximo do produtor, mostrar que uma ou duas hectares podem gerar renda. A gente precisa incentivar mais gente a produzir. Cotriguaçu precisa do café”, lembrou Roneilton.

Os investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, somam R$ 9,5 milhões em máquinas e implementos agrícolas, ao longo de sete anos e três meses. Além disso, a Empaer destinou dois tratores ao município, totalizando R$ 272 mil, reforçando o suporte aos produtores da região. Juntos Seaf e Empaer somam R$ 9,7 milhões de recursos aplicados na região.

A visita faz parte das ações da Rota do Café, iniciativa que reúne pesquisadores da Empaer e parceiros, e que vem apresentando os resultados de um estudo realizado ao longo de cinco anos. Nesse período, foram avaliados 50 clones de café, com o objetivo de identificar as variedades mais adaptadas, produtivas e a qualidade de bebida  para as regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.


Apaixonado inicialmente pela apicultura, Roneilton começou no campo quase por acaso. Ele conta que foi convidado para participar de uma capacitação sobre produção de mel e acabou se encantando pela atividade. “Na quinta eu estava apaixonado pelas abelhas e na sexta-feira já fui fazer minha primeira captura. A gente descobre os objetivos da vida assim, sem planejar”, relembrou.

Com o tempo, uma nova oportunidade surgiu. Ao conhecer o cultivo de café clonal na região, decidiu investir também na cultura. Hoje, em uma área total de quatro hectares, ele destina dois hectares ao café, somando seis safras já produzidas.

Segundo o produtor, as duas atividades se complementam. A proximidade entre o cafezal e o apiário trouxe resultados positivos. “Coloquei as abelhas perto do café e tive aumento na produção de mel. Na época consegui vender cerca de 200 quilos. A florada do café ajuda muito, porque as abelhas fazem a polinização, que é o melhor benefício delas”, explicou.

Atualmente, a produção de mel na propriedade varia entre 600 quilos e uma tonelada por ano. Todo o processo, desde a extração até a decantação e rotulagem, é feito no local, com comercialização dentro do próprio município. “Nosso produto é de excelência. É o mesmo mel que meus netos consomem e que chega à população de Cotriguaçu”, destacou.


No café, a expectativa também é positiva. Roneilton acredita que pode colher entre 70 e 80 sacas de 60 quilos nesta safra, mesmo trabalhando praticamente sozinho. Para ele, o avanço da atividade na região depende de organização e incentivo. “Precisamos nos unir mais, talvez em associações, para agregar valor ao produto e melhorar a renda”, avaliou.

O produtor também destaca a importância do apoio ao pequeno agricultor. “O produtor não quer nada de graça, ele quer condições para produzir. O restante ele faz acontecer”, afirma. Ele observa ainda o interesse crescente de empresas internacionais no setor de máquinas agrícolas voltadas para a agricultura familiar, o que pode facilitar a mecanização e aumentar a produtividade no campo.

Outro ponto destacado por Roneilton é a melhoria da infraestrutura. Ele lembra que a pavimentação e a construção de pontes transformaram a realidade local. “Quando eu era criança já se falava em integração da região Noroeste, mas isso só aconteceu agora. Foram mais de 40 anos de espera. Hoje temos estrada, e isso muda tudo. Já dá para pensar em novas atividades, como a piscicultura”, disse.

Os pesquisadores da Rota do Café já passaram pelos municípios de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu e Juína, levando orientações técnicas e apresentando os resultados diretamente aos produtores rurais. As próximas e últimas etapas de palestras estão programadas para Nova Bandeirantes, no dia 8 de abril (quarta-feira), na Câmara Municipal, das 7h às 11h45; e em Nova Monte Verde, no dia 9 de abril (quinta-feira), na Estância Villa Bella, no mesmo horário.

Eleitores que ainda não possuem título de eleitor têm até o dia 6 de maio para solicitar a emissão do documento e garantir o direito de votar nas próximas eleições. O prazo também vale para quem precisa regularizar a situação eleitoral, transferir o domicílio ou atualizar dados cadastrais.

A solicitação pode ser feita de forma online, por meio do sistema da Justiça Eleitoral, ou presencialmente nos cartórios eleitorais. Para o primeiro título, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência.

No caso de jovens entre 16 e 18 anos, o alistamento é facultativo, mas recomendado para quem deseja participar do processo democrático. Já para maiores de 18 anos, o título é obrigatório.

A Justiça Eleitoral alerta que deixar para a última hora pode gerar filas e dificuldades no atendimento, especialmente nas unidades presenciais. Após o prazo, o cadastro será fechado para a organização das eleições, impedindo novas emissões e alterações até o fim do pleito.

Sem o título regular, o cidadão fica impedido de votar e pode enfrentar restrições, como dificuldades para emitir passaporte, tomar posse em cargo público e obter alguns documentos oficiais.

A fase final da janela partidária tem sido marcada por disputas internas, incertezas e negociações intensas entre três das principais siglas do país: PL, União Brasil e MDB. À medida que o prazo para troca de partido se encerra, lideranças correm contra o tempo para ajustar alianças e definir estratégias eleitorais.

No PL, o cenário é de divergências quanto à formação de chapas e distribuição de espaços, o que tem gerado desconforto entre parlamentares e pré-candidatos. Já no União Brasil, mudanças de última hora e a possibilidade de saída de nomes relevantes aumentam o clima de instabilidade dentro da legenda.

O MDB, por outro lado, tenta se fortalecer com a chegada de novos quadros, mas enfrenta dificuldades para conciliar interesses regionais e acomodar lideranças sem provocar atritos internos. A sigla aposta no diálogo para ampliar sua presença e competitividade nas eleições.

Tradicionalmente movimentada, a janela partidária — período que permite a troca de legenda sem perda de mandato — tem sido ainda mais turbulenta neste ciclo, com articulações que se estendem até os últimos dias e indicam possíveis reconfigurações no cenário político.

A expectativa agora é por anúncios de última hora que devem redefinir o tabuleiro eleitoral e influenciar diretamente a composição das chapas nos próximos meses.

A implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar em Mato Grosso, prestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) desde junho de 2025, fez o tempo de resposta às chamadas de emergência diminuir de 25 para 16 minutos. Com esta redução de 36%, as chances de salvar vidas aumentam.

A integração foi feita por meio da assinatura de um Termo de Cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), para oferecer um serviço mais rápido, completo e eficiente à população. O resultado foi o aumento em 30% no número de atendimentos prestados à população.

“É uma cooperação feita para fortalecer o Sistema de Atendimento pré-hospitalar em todo o Estado e melhorar o atendimento à população. De imediato, o serviço mais do que dobrou a cobertura, porque já haviam várias bases dos bombeiros no interior, que agora são operadas conjuntamente. Nós já temos resultados melhores: o tempo de resposta reduziu e a cobertura aumentou. Importante destacar ainda que não houve uma transferência de comando e de gestão do Samu, que continua sob responsabilidade da SES”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás.

A integração das forças de atendimento também otimiza os recursos públicos e permite melhor aproveitamento da mão de obra especializada para atender as ocorrências. “O Estado uniu o trabalho dos bombeiros, que já fazem historicamente resgate em todo o Estado, ao dos profissionais de saúde, para o serviço ficar fortalecido e mais eficiente”, explicou o secretário.

“Não há déficit de profissionais no atendimento do Samu, não haverá redução na oferta do serviço, pelo contrário, a integração das equipes foi feita para melhorar a cobertura e diminuir o tempo de resposta dos atendimentos, que é o que vem acontecendo”, acrescentou.

Conforme a secretária adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Bardi, cerca de 50 contratos temporários do Samu venceram e não foram renovados, porque a equipe do Sistema Estadual de Atendimento pré-hospitalar já possui quantidade de profissionais suficiente para cobrir o serviço. O Corpo de Bombeiros conta com um processo seletivo válido para convocar profissionais, caso haja necessidade.

“Inclusive, parte destes profissionais desligados foi aprovada no processo seletivo dos bombeiros e pode ser chamada futuramente para reforçar a equipe da operação. O desempenho do atendimento melhorou muito desde que a cooperação foi firmada e essa é uma tendência que muitos estados seguem para fortalecer a política de Atendimento pré-hospitalar”, disse a secretária adjunta.

Com a cooperação entre as instituições, o Samu passou a fazer parte do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp). As chamadas para os números de emergência médica 192, do Samu, e 193, do Corpo de Bombeiros, são direcionadas para uma única central de atendimento, que envia a ambulância mais próxima da ocorrência, agilizando o resgate.

Em pesquisa de satisfação do cidadão realizada pelo Corpo de Bombeiros, a população tem demonstrado grande aprovação do novo modelo: mais de 91,3% consideram o atendimento prestado como excelente ou bom, e 87,8% avaliam como excelente ou bom o tempo de resposta das equipes de resgate.

Em Cuiabá, o número de ambulâncias para atendimento do Samu saltou de nove para 20 após a integração.

Mais 20 escolas da Rede Estadual aprovaram a conversão para o modelo cívico-militar, após consulta pública realizada nos dias 31 de março e 1º de abril, em unidades localizadas em 18 municípios do Estado. Apenas uma foi contra a conversão.

Com isso, a Rede Estadual passa a contar com 208 escolas com gestão cívico-militar, ultrapassando a meta definida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), de alcançar 205 escolas neste modelo até o fim de 2026.

A votação ocorreu nas próprias escolas, com participação de servidores, estudantes e familiares, após um processo de escuta que reuniu opiniões e manifestações sobre a proposta de conversão.

A ampliação, no entanto, não para por aí. Outras nove escolas regulares também passarão por consulta pública nos dias 13 e 14 de abril, das 7h às 19h, como parte da etapa seguinte do cronograma de expansão do modelo no Estado.

Nesta nova fase, participarão da votação as escolas estaduais Nilza de Oliveira Pipino, em Sinop; Nova União, em Nova Canaã do Norte; João Ribeiro Vilela, em Primavera do Leste; Osmair Pinheiro da Silva, em Nova Maringá; Rui Barbosa, em Nova Mutum; Prefeito Artur Ramos, em Jaciara; Doutor Estevão Alves Correa, em Cuiabá; 13 de Maio, em Tangará da Serra; e Professor Muralha de Miranda, em Nova Marilândia.

Já nos dias 15 e 16 de abril, serão realizadas novas consultas em outras unidades, também das 7h às 19h. As audiências serão realizadas nas escolas estaduais Cândido Portinari, em Tapurah; Francisco Saldanha Neto, em Tabaporã; João Paulo II, em Itaúba; Mário Schabatt Souza, em Lucas do Rio Verde; Paulo Freire, em Marcelândia; André Antônio Maggi, em Colíder; e Jayme Veríssimo de Campos Júnior, em Alta Floresta.

Durante o processo, os participantes poderão se posicionar sobre a proposta de conversão escolhendo entre as opções “Aprovo” e “Não aprovo”. O resultado será divulgado logo após o encerramento da votação, por meio de comunicado afixado na própria escola, na Diretoria Regional de Educação e nas redes sociais das unidades e da Seduc.

A adesão ao modelo cívico-militar não altera o currículo escolar nem interfere na proposta pedagógica das unidades. A condução pedagógica permanece sob responsabilidade dos diretores, coordenadores e professores da Rede Estadual, em conformidade com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

As mudanças ocorrem nas esferas administrativa e disciplinar, com a atuação de militares da reserva em frentes como a organização do ambiente escolar, o controle de acesso, a promoção de atividades cívicas e o fortalecimento de valores como disciplina e hierarquia.

Confira lista de escolas convertidas no modelo cívico-militar:

EE Monteiro Lobato - Primavera do Leste 
EEDIEB José Dias - Juara
EE Lucas Pacheco de Camargo - Rondonópolis 
EE José de Mesquita - Cuiabá 
EE Ivaldino Frâncio - União do Sul 
EE Dom Aquino Corrêa - Itiquira 
EE Profª Maria de Fátima Gimenez Lopes - Sinop 
EE Bromildo Lawisch - Itanhangá
EE José Alves Bezerra - Porto dos Gaúchos
EE José Domingos Fraga - Sorriso
EE Maria da Glória Vargas Ochoa - Cotriguaçu
EE Dom Aquino Corrêa - Juruena
EE Maria Quitéria - Castanheira
EE 21 de Abril - Juína
EE 7 de Setembro - Juína
EE Antônia Moura Muniz - Juína
EE Profª Maria Sebastiana de Souza - Primavera do Leste
EE Dom Bosco - Alta Floresta
EE Elídio Murcelli Filho - Aripuanã 
EE João Monteiro Sobrinho - Nova Olímpia

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