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Há 42 anos, o Brasil assistia a um dos capítulos mais marcantes de sua história política. O movimento Diretas Já mobilizou milhões de brasileiros em defesa do retorno das eleições diretas para presidente, em plena fase final da ditadura militar.
Em 1984, a proposta que simbolizava essa luta — a Emenda Dante de Oliveira — foi votada na Câmara dos Deputados. Apesar da forte pressão popular e de grandes manifestações em várias capitais, o texto não alcançou o número mínimo de votos exigido para aprovação.
Se no Congresso a proposta foi barrada, nas ruas o movimento ganhou força e projeção. Comícios históricos reuniram multidões e contaram com a participação de lideranças políticas e figuras públicas, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e a cantora Fafá de Belém, que se tornaram símbolos da mobilização popular.
A derrota da emenda não impediu o avanço do processo democrático. Em 1985, o país voltou a ter um presidente civil com a eleição indireta de Tancredo Neves, marcando o fim do regime militar.
Mesmo sem a aprovação imediata das eleições diretas, o movimento deixou um legado duradouro. As “Diretas Já” fortaleceram a participação popular e abriram caminho para a consolidação da democracia no Brasil, que seria reafirmada com a Constituição de 1988.