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Quinta, 19 Março 2026 06:11

Queda no plantio de milho em 1,3 milhão de hectares amplia incertezas para o segundo semestre

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A redução de aproximadamente 1,3 milhão de hectares no plantio de milho no Brasil acende um sinal de alerta para o desempenho do agronegócio no segundo semestre de 2026. O recuo, concentrado principalmente na segunda safra, levanta preocupações sobre a oferta do grão e seus reflexos na economia.

Entre os principais fatores que explicam a retração estão os altos custos de produção, especialmente com fertilizantes e defensivos, além das incertezas climáticas e da redução nas margens de lucro. Diante desse cenário, muitos produtores optaram por diminuir a área cultivada ou migrar para culturas consideradas mais seguras.

Com menor área plantada, a tendência é de queda na produção, o que pode impactar diretamente setores que dependem do milho, como a cadeia de proteína animal. O encarecimento da ração, por exemplo, pode pressionar os preços de carnes, leite e derivados ao consumidor final.

No mercado externo, o Brasil também pode sentir os efeitos. Como um dos principais exportadores mundiais do grão, uma safra menor pode reduzir a competitividade do país e abrir espaço para concorrentes internacionais.

Para analistas, o cenário ainda depende de variáveis como o clima nos próximos meses e o comportamento dos preços no mercado global. No entanto, a redução já consolidada na área plantada reforça a expectativa de um segundo semestre marcado por volatilidade e possíveis pressões inflacionárias.

Representantes do setor defendem medidas que garantam maior segurança ao produtor, como ampliação do crédito rural e políticas que reduzam os custos de produção, a fim de evitar novas retrações nas próximas safras.

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