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Com R$ 2,5 bilhões sob gestão e R$ 35 milhões recém-captados, a Iorq nasce para permitir que empresas operem crédito com autonomia
O empreendedor Patrick Sigrist, conhecido por ter criado o iFood e a Nomad, está de volta ao centro da inovação no Brasil com o lançamento da Iorq, uma startup que promete transformar a forma como o crédito é operado no país. A empresa nasce com a proposta de “orquestrar” todo o processo de crédito — da concessão à gestão de garantias — e já estreia com R$ 2,5 bilhões sob gestão, fruto da aquisição da Quatá Investimentos, antiga casa da QI Tech, hoje um dos unicórnios brasileiros no setor de infraestrutura financeira.
A equipe da nova fintech reúne nomes de peso: Beatriz Degani, ex-CEO e cofundadora da Quatá, e Bernardo Mergár se juntam a Sigrist no comando da operação. Para viabilizar a escalada do projeto, a Iorq acaba de captar R$ 35 milhões em uma rodada com investidores de prestígio como Monashees, Upload Ventures, ONEVC e Norte. O foco está em fortalecer a tecnologia e ampliar o modelo white-label, que permite que outras empresas ofereçam crédito com base na infraestrutura da Iorq.
Plano ousado
O objetivo de Sigrist não é criar um mercado do zero — como fez com o iFood — mas transformar um setor já estabelecido. A Iorq aposta na tendência de embedded finance, que permite que companhias não financeiras ofereçam serviços como crédito e pagamentos a seus clientes. Com isso, empresas ganham liberdade para definir suas regras e riscos, operando como verdadeiros bancos dentro de seus ecossistemas, mas sem a complexidade de montar uma estrutura do zero.
O plano para 2025 é ousado: crescer 50% na base de ativos, consolidar as frentes de crédito direto e infraestrutura white-label e abrir caminho para uma nova rodada de captação até 2026. Sigrist evita os holofotes do pioneirismo, mas reconhece que há algo de disruptivo no ar. “Não é sobre inventar o crédito. É sobre dar a ele novas asas.” Se antes ele ajudou a mudar a forma como os brasileiros pedem comida e guardam dinheiro, agora quer reinventar como o capital circula — menos como engrenagem de banco, mais como instrumento de liberdade.