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Em nova investida, ex-bilionário diz que variedade transgênica pode multiplicar a produção e colocar o Brasil na liderança global dos bioprodutos
O empresário Eike Batista voltou ao centro dos holofotes com uma promessa digna dos tempos em que figurava entre os homens mais ricos do mundo. Em entrevista ao CNN Money, Batista revelou um plano para transformar o mercado de energia e biomateriais a partir de uma variedade geneticamente modificada de cana-de-açúcar. A chamada “supercana”, segundo ele, tem o potencial de triplicar a produção de etanol, e multiplicar por até 11 vezes o aproveitamento industrial do bagaço, gerando desde combustíveis sustentáveis para aviação até copos e canudos biodegradáveis.
Batista afirma que a nova cana é fruto de duas décadas de pesquisa, com produtividade estável de 180 toneladas por hectare durante até 10 anos (mais que o dobro da média nacional atual). A proposta integra sua tentativa de reabilitação empresarial após o colapso de seu conglomerado de petróleo, mineração e logística. Agora, o ex-bilionário mira em um novo ciclo verde, com foco na substituição de derivados de petróleo por biomateriais renováveis e exportações sustentáveis.
Apoio do BNDES
O empresário também mencionou o BNDES e a Petrobras como peças-chave para viabilizar o projeto. Embora ainda não haja conversas formais com esses agentes, Batista acredita que o banco estatal deve procurá-lo para apoiar financeiramente a iniciativa, tanto por meio de crédito quanto na atração de investidores estrangeiros. No caso da Petrobras, ele vislumbra uma parceria estratégica caso a companhia retome os investimentos em etanol e bioenergia.
Se a “supercana” vingar, o Brasil pode deixar de ser apenas o celeiro do mundo e passar a ser o laboratório verde do planeta — onde a lavoura gera energia limpa, plásticos biodegradáveis e, quem sabe, um novo capítulo na biografia de Eike Batista.