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Quinta, 11 Dezembro 2025 10:32

Varejo recupera ritmo e cresce 0,5% em outubro, diz IBGE

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As vendas do comércio varejista cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. É o melhor resultado mensal desde março de 2025, quando o avanço havia sido de 0,7%.

Em relação a outubro de 2024, o setor registrou alta de 1,1%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o varejo subiu 1,7%, o menor nível desde dezembro de 2024, quando havia alcançado expansão de 4,1%.

Os dados integram a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Evolução recente das vendas no varejo

  • Março: 0,7%
  • Abril: -0,3%
  • Maio: -0,4%
  • Junho: -0,1%
  • Julho: -0,2%
  • Agosto: 0,1%
  • Setembro: -0,2%
  • Outubro: 0,5%

Mesmo com a alta de outubro, o comércio ainda está 0,5% abaixo do nível recorde registrado em março de 2025. Em relação ao período pré-pandemia (fevereiro de 2020), o setor opera 9,6% acima.

Sete de oito atividades em alta

De setembro para outubro, sete das oito atividades pesquisadas avançaram:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 3,2%
  • Combustíveis e lubrificantes: 1,4%
  • Móveis e eletrodomésticos: 1,0%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
  • Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -0,3%

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a venda de computadores, celulares e eletrodomésticos foi um dos principais motores do crescimento em outubro. Ele destaca que a desvalorização do dólar ajudou a reduzir o preço de produtos importados, além de promoções que impulsionaram a demanda.

Consumo favorecido por vários fatores

Santos explica que houve uma combinação de fatores favoráveis ao consumo: inflação mais baixa, deflação em itens como alimentação no domicílio e eletrodomésticos, mercado de trabalho aquecido e expansão do crédito à pessoa física, que cresceu 2,1% em outubro.

Apesar da taxa Selic estar mantida em 15% ao ano — patamar que tende a encarecer o crédito — o segmento de pessoa física tem sido menos afetado, segundo o pesquisador. A taxa está elevada como estratégia do Banco Central para conter a inflação, que chegou a ficar 13 meses acima da meta.

Varejo ampliado tem desempenho melhor

No comércio varejista ampliado — que inclui vendas de veículos, motos, peças, material de construção e atacarejo de alimentos e bebidas — houve crescimento de 1,1% na passagem de setembro para outubro. No acumulado de 12 meses, porém, o setor está estável (0%).

Cristiano Santos ressalta que o avanço em outubro foi puxado principalmente pelo setor de veículos e pelo atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo.

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