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O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor seu caixa após o impacto financeiro provocado pela liquidação do Banco Master. A medida foi definida pelo conselho da entidade na segunda-feira (10) e busca garantir liquidez suficiente para honrar pagamentos a depositantes e investidores afetados.
O rombo associado ao caso é estimado em cerca de R$ 55 bilhões. Até o momento, o fundo já desembolsou aproximadamente R$ 36 bilhões para cobrir garantias de clientes, e ainda há pagamentos previstos, incluindo valores relacionados a instituições ligadas ao grupo financeiro.
Pelo plano aprovado, os bancos associados ao FGC vão antecipar contribuições equivalentes a cinco anos, que serão pagas em três parcelas mensais. Além disso, está prevista a antecipação de mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 em 2028, podendo totalizar até sete anos de contribuições adiantadas. As instituições também concordaram em elevar temporariamente as contribuições mensais ao fundo entre 30% e 60% por pelo menos cinco anos.
A expectativa é que as medidas reforcem a capacidade financeira do FGC já até o fim do primeiro trimestre de 2026, garantindo recursos suficientes para atender às obrigações decorrentes da liquidação.
Estimativas indicam que cerca de 800 mil investidores devem ser ressarcidos pelo fundo, com indenizações que somam aproximadamente R$ 40,6 bilhões. O caso é considerado um dos maiores testes recentes do mecanismo de proteção ao sistema financeiro brasileiro.