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Em seu primeiro discurso como ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal estuda medidas alternativas para conter a alta do diesel caso não haja avanço nas negociações com os estados sobre a redução do ICMS.
A proposta apresentada pela equipe econômica prevê a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio, com compensação parcial das perdas de arrecadação pelos cofres da União. No entanto, a adesão dos estados ainda é considerada baixa, o que pode inviabilizar a implementação da medida em âmbito nacional.
Segundo Durigan, o governo não descarta novos caminhos para tentar reduzir o impacto do aumento do combustível no bolso da população e no custo do transporte de cargas. “Não deixaremos de apresentar outras medidas assim que necessário”, declarou.
Enquanto tenta construir consenso com os governadores, o governo já adotou ações emergenciais, como a redução de tributos federais, além de intensificar o monitoramento do mercado de combustíveis e reforçar a fiscalização de preços.
A alta do diesel tem sido impulsionada pelo cenário internacional, especialmente pela valorização do petróleo em meio a tensões geopolíticas, o que pressiona a inflação e afeta diretamente setores dependentes do transporte rodoviário.
Diante da dificuldade de acordo com os estados, a equipe econômica trabalha com alternativas que possam ser implementadas rapidamente para evitar novos reajustes e minimizar os efeitos sobre a economia.