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Mesmo com catálogo turbinado após fusão com o Star+, plataforma não decola e segue longe dos líderes de audiência
Cinco anos depois de chegar ao Brasil, o Disney+ ainda parece viver nos bastidores do show do streaming. Nem mesmo a superprodução da fusão com o Star+, em junho do ano passado, conseguiu garantir o protagonismo da plataforma. A ideia era ambiciosa: unir em um só lugar os clássicos da infância e os sucessos adultos para atrair todos os públicos, mas o roteiro não saiu como o esperado, e a audiência segue tímida.
Segundo dados da Kantar Ibope Media, o Disney+ registrou apenas 0,3% de participação no segmento de vídeo online via TV conectada em junho de 2025. O número é muito inferior aos concorrentes mais populares, como YouTube (13%) e Netflix (4,8%). A baixa adesão indica que, apesar do peso da marca Disney, a plataforma não conseguiu se firmar como opção prioritária no mercado brasileiro.
Qualidade e preço
Entre os motivos apontados para o desempenho fraco estão o custo da assinatura e a ausência de grandes séries originais em cartaz. Os planos do Disney+ vão de R$ 27,99 (com anúncios) até R$ 66,90 (sem anúncios), valores que competem diretamente com os da Netflix, cujas opções começam em R$ 20,90. Além disso, nenhuma das séries mais comentadas atualmente — como Wandinha, Stranger Things e Round 6 — pertence ao catálogo da Disney.
Com o orçamento apertado, muitos brasileiros acabam priorizando plataformas com melhor custo-benefício e maior frequência de lançamentos de peso. A promessa de um catálogo unificado e mais completo ainda não se traduziu em uma audiência relevante, e o Disney+ terá de repensar suas estratégias se quiser sair das últimas posições no ranking do streaming nacional.