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Declarações recentes do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocaram forte reação internacional após ele ameaçar “eliminar” uma civilização com cerca de 3 mil anos de história.

A fala gerou acusações de que o posicionamento pode configurar incitação ao crime de genocídio, especialmente por envolver a destruição de um povo com identidade cultural, histórica e territorial consolidada — elementos protegidos por tratados internacionais.

Especialistas em direito internacional destacam que o conceito de genocídio, definido pela Organização das Nações Unidas, inclui atos ou ameaças com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

A repercussão foi imediata entre lideranças políticas e organismos internacionais, que classificaram a declaração como grave e potencialmente perigosa, sobretudo em um cenário global já marcado por tensões geopolíticas.

Analistas alertam que, embora declarações isoladas não configurem automaticamente o crime, o discurso pode incentivar ações concretas ou agravar conflitos, elevando o risco de violações de direitos humanos.

Até o momento, não houve confirmação de medidas formais contra Trump em tribunais internacionais, mas o episódio amplia o debate sobre os limites do discurso político e suas consequências no cenário global.

O vereador Chico 2000 voltou a ocupar sua cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá nesta terça-feira (7), após decisão da Justiça que revogou seu afastamento do cargo.

A determinação foi tomada pela Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que considerou a medida anterior desproporcional. Para os magistrados, o afastamento por tempo indeterminado poderia configurar uma espécie de cassação indireta do mandato.

Com o retorno, Chico 2000 está novamente apto a participar das sessões legislativas e exercer normalmente suas funções parlamentares. Já o suplente que ocupava a vaga deixa o posto e retorna à condição de suplente.

O vereador havia sido afastado no âmbito da Operação Gorjeta, que apura supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares na Capital.

Apesar da decisão favorável, o processo segue em andamento e Chico 2000 continua sendo investigado, devendo cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, disponibiliza 104 vagas de emprego nesta terça-feira (7). Entre os destaques estão 38 oportunidades para motorista carreteiro, que paga salário de R$ 3.180,00, além de uma vaga para Engenheiro Civil com remuneração de R$ 10.993,22.

Do total de postos de trabalho, 12 são destinados exclusivamente a Pessoas com Deficiência (PCDs), abrangendo funções como auxiliar administrativo e auxiliar de limpeza, com salários que chegam a R$ 1.962,46, acrescidos de diversos benefícios. Há também oportunidades para quem busca o primeiro emprego ou possui ensino fundamental incompleto, como nas funções de ajudante de carga e descarga, atendente de balcão e serviços gerais.

RESUMO GERAL DAS VAGAS

Vagas para PCDs São 12 vagas exclusivas, sendo 1 para Auxiliar Administrativo e 11 para Auxiliar de Limpeza (com diferentes regimes de contratação e salários). Maiores Salários O cargo de Engenheiro Civil lidera com R$ 10.993,22, seguido por Motorista Entregador (R$ 3.600,00), Advogado Temporário (R$ 3.503,75), Motorista Carreteiro (R$ 3.180,00) e Montador de Móveis (R$ 3.000,00). Setor de Serviços e Obras Grande oferta para Servente de Obras (6 vagas), Auxiliar de Limpeza (total de 19 vagas somando PCD e ampla concorrência) e Auxiliar de Linha de Produção (6 vagas). Nível Superior/Técnico Há oportunidades para formados ou estudantes de Direito, Ciências Contábeis, Engenharia Mecânica, Logística e Engenharia Civil. Vagas de Entrada Diversas funções não exigem experiência prévia comprovada, como Ajudante de Carga e Descarga, Atendente de Balcão e Auxiliar de Cozinha. Benefícios A maioria das vagas oferece Vale Transporte e Auxílio Alimentação/Refeição. Algumas empresas disponibilizam benefícios adicionais como Plano de Saúde, Odontológico, Seguro de Vida, e convênios com academias e faculdades.

ATENDIMENTO

Os interessados devem procurar a Secretaria Municipal de Trabalho, localizada na Praça Rachid Jaudy, Av. Isaac Póvoas - Centro Norte, Cuiabá-MT.

O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Atendimento ao Trabalhador (SINE - busca de vagas) Telefone: (65) 3324-9480. WhatsApp: (65) 99251-7480. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Atendimento ao Empregador (Anunciar vagas) Telefone: (65) 3324-9477. WhatsApp: (65) 99255-2450. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Atendimento MEI (Microempreendedor Individual) Telefone: (65) 3324-9470. WhatsApp: (65) 99217-2903. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Programa Jovem Aprendiz Cuiabano e Estágio Telefone: (65) 3324-9481. WhatsApp: (65) 99241-0935. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Atendimento Externo (Caravana do Trabalho) Telefone: (65) 3324-9479. WhatsApp: (65) 99294-8484. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Responsável: Renildo Soares de França - Secretário Adjunto Municipal de Trabalho.

CONFIRA AS OPORTUNIDADES

Advogado (Vaga Temporária) – 01 Ajudante de carga e descarga de mercadoria – 01 Ajudante de obras – 01 Assistente administrativo – 01 Assistente de controle técnico de manutenção – 01 Atendente balconista – 01 Atendente de balcão – 01 Atendente de lojas – 02 Atendente de mesa – 02 Auxiliar administrativo – 03 Auxiliar administrativo (vaga exclusiva-PCD) – 01 Auxiliar de costura – 01 Auxiliar de cozinha – 01 Auxiliar de estoque – 01 Auxiliar de eletrotécnico – 02 Auxiliar de limpeza – 03 Auxiliar de limpeza (vaga exclusiva-PCD) – 11 Auxiliar de linha de produção – 06 Auxiliar de logística (estágio) – 01 Auxiliar de mecânico de autos – 01 Auxiliar nos serviços de alimentação – 01 Carpinteiro – 02 Carregador (armazém) – 02 Caseiro – 01 Costureira de máquinas industriais – 01 Costureira em geral – 01 Cumim – 01 Empregado doméstico nos serviços gerais – 03 Engenheiro civil – 01 Estoquista – 03 Faxineiro – 01 Funileiro de veículos (reparação) – 01 Gerente financeiro – 01 Inspetor técnico de qualidade – 01 Mecânico de veículos – 01 Monitor de sistemas eletrônicos de segurança externo – 01 Montador de estruturas metálicas – 01 Montador de móveis de madeira – 01 Motorista entregador – 01 Motorista carreteiro – 38 Operador de caixa – 02 Operador de máquinas fixas, em geral – 01 Operador de telemarketing ativo e receptivo – 03 Operador de bomba de concreto – 02 Pasteleiro – 01 Pedreiro – 01 Servente de limpeza – 01 Servente de obras – 06 Técnico de rede (telecomunicações) – 04 Técnico de refrigeração (instalação) – 03 Vendedor interno – 05

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, nomeou Fellipe Pereira Corrêa para comandar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA). A nomeação foi oficializada por meio do Ato GP nº 588/2026, publicado nesta terça-feira (7), com efeitos imediatos.

Fellipe Corrêa assume o cargo comissionado de secretário municipal em uma das pastas estratégicas da administração, responsável por políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, incentivo ao turismo e fortalecimento da agricultura, incluindo a agricultura familiar.

Com trajetória na gestão pública municipal, Corrêa já esteve à frente da antiga Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (Smated). A pasta foi posteriormente incorporada à atual SDTA, após a reestruturação administrativa promovida pela Prefeitura em setembro de 2025.

A reformulação, conduzida pelo Executivo municipal, resultou na unificação de secretarias com o objetivo de otimizar recursos, reduzir custos e ampliar a eficiência da gestão pública. À época, o prefeito destacou que a medida buscava manter os bons resultados das áreas envolvidas, sem aumento de despesas ou criação de novos cargos.

A nova secretaria passou a concentrar atribuições estratégicas para o desenvolvimento da capital, reunindo ações nas áreas de indústria, comércio, serviços, turismo, capacitação profissional e desenvolvimento rural. A estrutura também integra iniciativas de fomento à economia local e apoio à geração de oportunidades.

Antes da nomeação, Fellipe Corrêa exercia mandato como vereador por Cuiabá, na condição de suplente do vereador Chico 2000, reforçando sua atuação no cenário político e administrativo do município.

A chegada de Corrêa à SDTA ocorre em um momento de continuidade das políticas de integração entre setores econômicos e produtivos, com foco na consolidação de uma gestão mais enxuta e orientada a resultados.

O Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril, é mais do que uma data comemorativa: é um momento de reflexão sobre os desafios, as lutas e, sobretudo, o papel essencial que esses profissionais desempenham na sociedade. Em tempos de excesso de informação e desinformação, o jornalista segue sendo um dos pilares da democracia, mesmo diante de um cenário cada vez mais adverso.

A rotina da profissão está longe de ser glamourosa. Jornadas exaustivas, prazos apertados, pressão constante e, muitas vezes, exposição a riscos fazem parte do dia a dia. Em diversas regiões, jornalistas enfrentam ameaças, censura velada e até violência, apenas por exercerem o direito de informar. Ainda assim, persistem, movidos pelo compromisso com a verdade.

Apesar da relevância social, a categoria sofre com a desvalorização. Salários baixos, falta de reconhecimento e precarização das relações de trabalho são realidades enfrentadas por muitos profissionais. Em um mercado cada vez mais enxuto, é comum encontrar jornalistas acumulando funções, trabalhando sem estabilidade e tendo que se reinventar constantemente para permanecer na área.

Mas, mesmo diante de tantas dificuldades, há algo que não se perde: a honra de ser jornalista. É o orgulho de dar voz a quem precisa, de denunciar injustiças, de informar com responsabilidade e de contribuir para uma sociedade mais consciente. É a satisfação de ver uma reportagem provocar mudanças, mobilizar pessoas ou simplesmente esclarecer fatos.

Ser jornalista é resistir. É seguir acreditando na força da informação de qualidade, mesmo quando tudo parece caminhar na direção contrária. Neste Dia do Jornalista, mais do que comemorar, é preciso reconhecer, valorizar e fortalecer aqueles que, todos os dias, ajudam a contar a história do mundo.

Nasci na cidade verde, lá no bairro do Porto, onde as manhãs nascem ao som dos sabiás e os ipês, apressados em florescer, tingem de cor as tardes quentes entre julho e setembro.

Cuiabá nunca foi apenas um lugar… é uma sensação que se aprende cedo caminhando por calçadas cobertas de pétalas, como quem pisa, sem perceber, em memórias vivas.

Ainda menina, eu olhava aquelas árvores exuberantes e me perguntava como algo tão belo podia durar tão pouco. Hoje entendo: talvez ali a vida já me ensinasse, em silêncio, que a beleza mora no instante. E Cuiabá é feita disso de instantes que não passam, apenas se guardam.

Cresci pertencendo a essa terra quente. Quente não só de sol, mas de alma. Uma terra que acolhe, que envolve, que ensina sem pressa. Na nossa culinária, encontrei identidade sabores que não apenas alimentam, mas contam histórias. O Maria Izabel, firme e marcante; o quibebe de mamão verde; a feijoada cuiabana com osso de corredor; o arroz sem sal, equilibrando tudo como quem entende, com sabedoria antiga, o lugar de cada coisa.

E o rio Cuiabá… ah, o rio. Não é apenas água que corre é memória que permanece. Dele vêm o pintado, o pacu, o dourado, transformados em pratos que aquecem mais que o corpo. A mojica de pintado, por exemplo, não é só comida é encontro, é família reunida, é afeto servido à mesa. Sabores que nascem das águas e carregam o gosto verdadeiro da nossa terra.

E os doces… doces que são quase lembranças materializadas. O furrundú, o pé de moleque, o leite cuiabano, a jacuba simples, nutritiva, ancestral. E havia também os pequenos tesouros da infância: o quebra-queixo e o pixé, vendidos na porta da escola Carmelita Couto, adoçando não só a boca, mas os dias inteiros de uma infância leve e feliz.

E havia ainda um ritual silencioso, quase sagrado, que acontecia nas tardes cuiabanas. Na casa da minha avó, o tempo desacelerava. Todos os dias, sem exceção, a mesa se tornava altar de afeto. O francisquito, a broinha macia, e o chá de capim-cidreira, exalando um perfume que parecia abraçar a casa inteira.

Era simples mas era tudo.

Era cuidado, era presença, era amor nos gestos mais pequenos. E até hoje, quando o aroma do capim-cidreira me encontra no ar, não é apenas um cheiro… é um chamado. Volto inteira para aquele tempo. Para aquela casa. Para aquela felicidade mansa, que não fazia barulho mas preenchia tudo.

Nas janelas das casas, a moreninha cuiabana se refresca com seu guaraná ralado. Seus cabelos negros, tratados com óleo de mamona, brilham ao vento quente da tarde como uma cena suspensa no tempo, viva na memória de quem sente essa terra.

E há um lugar que pulsa diferente dentro de mim: o bairro do Porto. Ali, cada caminho era descoberta. Eu via o rio de perto, encantada com sua grandeza, enquanto meus pais percorriam a feira, entre cores, cheiros e vozes que formavam a verdadeira sinfonia cuiabana.

Foi ali que conheci o pequi.

Dourado, perfumado, quase como o ouro que deu origem à cidade. Curiosa, mordi aquele fruto cheio de espinhos. Era para doer, para não gostar… mas foi amor. Um amor imediato, teimoso, cuiabano. E até hoje, basta o cheiro do pequi para que tudo volte a menina, os dias simples, a alegria sem medida.

E então chega junho.

E com ele, não vem apenas o mês vem a fé.

As festas de santo se anunciam no levantar do mastro, nas procissões, nos cantos que atravessam o ar e encontram morada no coração.

Porque em Cuiabá, a fé não é apenas rezada… ela é cantada.

As rezas têm melodia. Têm corpo. Têm presença. E como não se emocionar ao lembrar da festa de São João do Sucuri… onde lavar o santo, ao som do seu hino, não é apenas tradição é continuidade. É um elo vivo entre gerações.

Ah… se São João soubesse. Desceria do céu, só para ver a alegria do seu povo.

E foi ali, naquele chão simples e sagrado, que um dos momentos mais profundos da minha vida aconteceu.

Nas festas de santo, antigamente, a missa reunia toda a comunidade. Famílias levavam seus filhos pequenos para serem batizados. E eu fui uma dessas crianças.

Fui batizada pelas mãos do Frei Quirino, em meio às rezas cantadas, cercada pela fé do meu povo.

Não foi apenas um batismo.

Foi pertencimento.

Foi raiz.

Foi o início consciente de algo que eu já carregava na alma: ser cuiabana.

E nas festas… havia também os sabores da tradição.

A cerveja era rara. O que reinava eram os licores doces, aromáticos, preparados pelas mãos das mães cuiabanas. Cada gole carregava cuidado, história, carinho.

E a comida… farta, forte, verdadeira. Carne com banana verde, cabeça de boi assada, revirado cuiabano pratos que não apenas alimentavam, mas uniam. Reuniam. Fortaleciam.

A fé também dançava.

Na festa de São Benedito, no Senhor Divino, em São Gonçalo onde os passos marcados contam histórias antigas e a devoção ganha movimento. Em Cuiabá, até a fé tem ritmo.

Do bairro Popular, guardo a liberdade da infância: risos soltos, bicicletas correndo, dias que pareciam não ter fim.

Porque falar de Cuiabá é falar de gente. De raiz. De permanência.

O ouro que um dia trouxe tantos até aqui ainda existe não mais no chão, mas no coração de quem carrega esse orgulho.

Ser cuiabano é isso.

É saber de onde veio.

É preservar o sabor.

É honrar o passado sem deixar de caminhar.

Agora, aos 307 anos, Cuiabá cresce, se transforma, se reinventa.

Mas que nunca perca o essencial.

Que nunca perca sua alma.

Essa mistura única de calor humano, tradição, memória e fé cantada.

E eu, com o coração cheio e a alma profundamente enraizada nessa terra, só posso dizer do jeito mais verdadeiro que existe:

Tchá por Deus… eu gosto demais de ser cuiabana.

Kaene Almeida é cuiabana, gastróloga, nascida e criada no berço cultural da gastronomia cuiabana

Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

A Polícia Militar de Mato Grosso registrou redução de roubos e furtos no primeiro trimestre deste ano em Cuiabá. Durante as ações de patrulhamento tático e ostensivo, no âmbito do Programa Tolerância Zero, as equipes do 1º Comando Regional da Capital também apreenderam quantidade significativa de armas, recuperaram veículos roubados e prenderam 135 foragidos da Justiça.

Entre os dias 1º de janeiro a 15 de março de 2026, os policiais militares registraram 263 ocorrências de roubo, enquanto no mesmo período, do ano passado, foram contabilizados 318 ações criminosas, resultando na redução de 17%. Já com relação aos furtos, neste ano, os policiais atenderam 2.074 chamados e, em 2025, 2.340 ocorrências, equivalente a uma redução de 11% nos índices criminais.

O comandante do 1º CR, coronel Lima Junior, destacou que esses números se atribuem às importantes ações estratégicas, maior presença dos policiais nas ruas e uso intensivo de inteligência por parte das equipes nas ações de combate à criminalidade.

"O trabalho contínuo das equipes de policiamento tático e ostensivo têm sido fundamentais para desarticular, principalmente, facções criminosas. Os dados refletem o fortalecimento das ações de segurança pública na Capital, com foco na prevenção e repressão qualificada aos crimes patrimoniais", apontou o coronel Lima Júnior. 

De acordo com o comandante do 1º CR, as equipes têm atuado de forma integrada, com abordagens, checagens e monitoramento constante em áreas com maior incidência criminal. As ações incluem, ainda, barreiras policiais, saturação de bairros e resposta rápida às ocorrências, fatores que contribuem para o aumento da sensação de segurança da população.

De acordo com dados apresentados pela unidade, o número de armas de fogo apreendidas aumentou 41%, saltando de 22 armas de fogo para 31 apreendidas no mesmo período, enquanto os veículos recuperados cresceram 14%, aumentando de 58 veículos para 66, contribuindo para a devolução de bens à população.


Os policiais militares efetuaram a prisão de 135 foragidos da Justiça neste ano e contabilizaram aumento de 78% de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO), de 206 para 366. Em 2026, também foram realizadas 58 operações policiais em toda a Capital.

"Todas essas ações estão inseridas no âmbito da Operação Tolerância Zero, que tem potencializado a capacidade de resposta da Polícia Militar e ampliado a eficiência das ações em campo. Os resultados são fruto direto da intensificação das operações policiais, com foco em inteligência, saturação de áreas críticas e ações integradas. O cenário reforça uma tendência de queda nos índices criminais em Cuiabá, impulsionada pelo aumento da presença policial e pela eficiência operacional e investimentos do Governo do Estado", ressaltou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Cláudio Fernando Carneiro Tinoco. 

Durante a passagem dos pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural  (Empaer), pelo município de Cotriguaçu, uma das propriedades visitadas foi a “Cia do Mel”, do produtor de pequena escala Roneilton Oliveira. Ao lado da esposa, Josy Oliveira, ele vive na propriedade há 14 anos e construiu uma trajetória marcada pela diversificação da produção e pelo trabalho familiar. Na propriedade algo que chamou a atenção foi a preservação e o equilíbrio entre produzir e cuidado com a natureza.



Para o produtor, a presença de pesquisadores e o fortalecimento da parceria entre Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e agricultores são fundamentais. “É importante estar mais próximo do produtor, mostrar que uma ou duas hectares podem gerar renda. A gente precisa incentivar mais gente a produzir. Cotriguaçu precisa do café”, lembrou Roneilton.

Os investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, somam R$ 9,5 milhões em máquinas e implementos agrícolas, ao longo de sete anos e três meses. Além disso, a Empaer destinou dois tratores ao município, totalizando R$ 272 mil, reforçando o suporte aos produtores da região. Juntos Seaf e Empaer somam R$ 9,7 milhões de recursos aplicados na região.

A visita faz parte das ações da Rota do Café, iniciativa que reúne pesquisadores da Empaer e parceiros, e que vem apresentando os resultados de um estudo realizado ao longo de cinco anos. Nesse período, foram avaliados 50 clones de café, com o objetivo de identificar as variedades mais adaptadas, produtivas e a qualidade de bebida  para as regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.


Apaixonado inicialmente pela apicultura, Roneilton começou no campo quase por acaso. Ele conta que foi convidado para participar de uma capacitação sobre produção de mel e acabou se encantando pela atividade. “Na quinta eu estava apaixonado pelas abelhas e na sexta-feira já fui fazer minha primeira captura. A gente descobre os objetivos da vida assim, sem planejar”, relembrou.

Com o tempo, uma nova oportunidade surgiu. Ao conhecer o cultivo de café clonal na região, decidiu investir também na cultura. Hoje, em uma área total de quatro hectares, ele destina dois hectares ao café, somando seis safras já produzidas.

Segundo o produtor, as duas atividades se complementam. A proximidade entre o cafezal e o apiário trouxe resultados positivos. “Coloquei as abelhas perto do café e tive aumento na produção de mel. Na época consegui vender cerca de 200 quilos. A florada do café ajuda muito, porque as abelhas fazem a polinização, que é o melhor benefício delas”, explicou.

Atualmente, a produção de mel na propriedade varia entre 600 quilos e uma tonelada por ano. Todo o processo, desde a extração até a decantação e rotulagem, é feito no local, com comercialização dentro do próprio município. “Nosso produto é de excelência. É o mesmo mel que meus netos consomem e que chega à população de Cotriguaçu”, destacou.


No café, a expectativa também é positiva. Roneilton acredita que pode colher entre 70 e 80 sacas de 60 quilos nesta safra, mesmo trabalhando praticamente sozinho. Para ele, o avanço da atividade na região depende de organização e incentivo. “Precisamos nos unir mais, talvez em associações, para agregar valor ao produto e melhorar a renda”, avaliou.

O produtor também destaca a importância do apoio ao pequeno agricultor. “O produtor não quer nada de graça, ele quer condições para produzir. O restante ele faz acontecer”, afirma. Ele observa ainda o interesse crescente de empresas internacionais no setor de máquinas agrícolas voltadas para a agricultura familiar, o que pode facilitar a mecanização e aumentar a produtividade no campo.

Outro ponto destacado por Roneilton é a melhoria da infraestrutura. Ele lembra que a pavimentação e a construção de pontes transformaram a realidade local. “Quando eu era criança já se falava em integração da região Noroeste, mas isso só aconteceu agora. Foram mais de 40 anos de espera. Hoje temos estrada, e isso muda tudo. Já dá para pensar em novas atividades, como a piscicultura”, disse.

Os pesquisadores da Rota do Café já passaram pelos municípios de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu e Juína, levando orientações técnicas e apresentando os resultados diretamente aos produtores rurais. As próximas e últimas etapas de palestras estão programadas para Nova Bandeirantes, no dia 8 de abril (quarta-feira), na Câmara Municipal, das 7h às 11h45; e em Nova Monte Verde, no dia 9 de abril (quinta-feira), na Estância Villa Bella, no mesmo horário.

Eleitores que ainda não possuem título de eleitor têm até o dia 6 de maio para solicitar a emissão do documento e garantir o direito de votar nas próximas eleições. O prazo também vale para quem precisa regularizar a situação eleitoral, transferir o domicílio ou atualizar dados cadastrais.

A solicitação pode ser feita de forma online, por meio do sistema da Justiça Eleitoral, ou presencialmente nos cartórios eleitorais. Para o primeiro título, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência.

No caso de jovens entre 16 e 18 anos, o alistamento é facultativo, mas recomendado para quem deseja participar do processo democrático. Já para maiores de 18 anos, o título é obrigatório.

A Justiça Eleitoral alerta que deixar para a última hora pode gerar filas e dificuldades no atendimento, especialmente nas unidades presenciais. Após o prazo, o cadastro será fechado para a organização das eleições, impedindo novas emissões e alterações até o fim do pleito.

Sem o título regular, o cidadão fica impedido de votar e pode enfrentar restrições, como dificuldades para emitir passaporte, tomar posse em cargo público e obter alguns documentos oficiais.

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